2010
Caro munícipe, Cara munícipe
A primeira edição de 2010 do Jornal Municipal ilustra, sem margem para dúvidas, as grandes transformações que se estão a processar na cidade e no concelho, fruto da dinâmica que a autarquia está a conferir ao trabalho que desenvolve em prol das populações.
Não tenho dúvidas de que este ano marcará o início de um período ímpar em matéria de actividade municipal no nosso concelho. Por duas razões. Em primeiro lugar, destaco que começam já a estar no terreno as primeiras obras de um conjunto de iniciativas candidatadas pela autarquia a fundos comunitários, ainda que, neste “bolo” de cerca de cinquenta milhões de euros de investimento, uma parte muito significativa do financiamento seja assumida pela autarquia.
Na rua estão obras de requalificação da Fonte Nova e do Largo da Palmeira e, a muito breve prazo, iniciam-se as primeiras movimentações para requalificar o Mercado do Livramento. Estas duas obras assumem um importante papel na redefinição urbana de toda esta zona, já bastante enriquecida com as obras de remodelação da Avenida Luisa Todi. Em simultâneo, avançam as obras da Casa da Baía, equipamento municipal que constituirá um centro fundamental na promoção turísitca de Setúbal e de tudo o que de bom temos para oferecer, e os preparativos para o lançamento das obras do Programa Integrado de Valorização da Zona Ribeirinha.
A qualificação urbana destas zonas é fundamental para atrair mais gente, mais turistas e, consequentemente, para criar factores de maior dinamismo comercial e empresarial nos mais nobres e belos espaços da nossa cidade.
A esta visão estratégica do desenvolvimento urbano da zona central da cidade junta-se uma atenção redobrada aos bairros afastados do centro, em especial os bairros da Bela Vista, que vão começar a ser alvo de um conjunto de acções de requalificação urbana e social. Muito em breve arrancam as obras de reconversão dos espaços comuns do bairro, numa empreitada que custa 1,6 milhões de euros, apenas uma pequena parte dos mais de 16 milhões que vai custar esta operação financiada, em algumas das suas componentes, em partes iguais por fundos comunitários e municipais.
Em segundo lugar, este ano marcará o início de um período ímpar em matéria de actividade municipal no nosso concelho porque o executivo municipal insiste, com uma gestão de proximidade, em estar cada vez mais perto das populações, dos seus representantes e das suas necessidades.
A Câmara Municipal iniciou, em Fevereiro, mais um projecto de Participação Cidadã, no qual se faz um forte apelo aos municípes para que transmitam aos seus representantes eleitos quais as suas aspirações e quais os problemas e potencialidades das áreas onde vivem.
A este projecto de cidadania demos o nome de “Ouvir a População, Construir o Futuro”, precisamente porque concebemos o exercício do poder autárquico como um trabalho de permanente partilha de ideias, de problemas e de soluções com quem nos elegeu.
Começámos a Ouvir a População na freguesia da Gâmbia, como se relata na página 9, e, até ao fim deste ano, vamos percorrer todas as freguesias do concelho para fazer um levantamento detalhado dos problemas, com as pessoas, para os começar a resolver, também com as pessoas, de imediato.
Estas são as duas principais razões que vão fazer de 2010 um ano marcante na história de Setúbal. Acredito que, no fim deste ano, muitos setubalenses partilharão comigo esta opinião.
Maria das Dores Meira
Presidente da Câmara Municipal de Setúbal
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