22 de Fevereiro de 2018
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Aos olhos dos outros

José Afonso, o homem e o artista – se é que é possível dissociar um do outro – têm vindo, desde o início do ano, a ser recordados nestas páginas, forma de homenagear ambos, mas, também, de ajudar a conhecê-los melhor.

Simples, contestatário, vertical, talentoso são adjetivos que definem José Afonso, como testemunham alguns dos que melhor o conheceram.

José Jorge Letria – que o acompanhou, antes e depois do 25 de Abril, em sessões de canto e luta – escreveu, recentemente, na revista da CCDR-LVT, que “nunca o Zeca, contrariando uma tendência portuguesa e ancestral, se gabou do que quer que fosse, muito menos do talento que sabia ter”.

Para o musicólogo João Freitas Branco, na obra de José Afonso, no “plano criativo, impõe-se acima de tudo o caráter português de raiz popular, isento de qualquer efeito de estilização de artifício que procurasse o afago do pior gosto musical ou pseudomusical”.

O jornalista e poeta Fernando Assis Pacheco, por sua vez, realçou-lhe a forma de estar na Vida, lembrando que “ser heterodoxo, minoria de um, avesso das verdades oficiais, custa como o diabo”. E rematava: “José Afonso está aí que não me desmente. Honra lhe seja feita, ele é da raça dos que não vão em futebóis mansos.”

O poeta e dramaturgo Bernardo Santareno não hesitou em classificar a “arte de José Afonso” como um “jorro de água clara, puríssima, portuguesa, sem mácula” e em dizer que “ninguém melhor que ele” transmitiu “desesperos e raivas (...) aspirações de amor, de paz, de justiça, de verdade”.

O linguista Óscar Lopes frisou que o que “há de mais fascinante na face poética” de Zeca “é a gama extraordinariamente rica do seu temperamento”, enquanto a escritora Teresa Horta classificou-o como “homem de coragem”, mas “também terno, frágil”, de “infinita tristeza”.

O romancista Urbano Tavares Rodrigues foi, igualmente, perentório, ao sublinhar que no, “tumulto da contestação, na marcha de mãos dadas, com flores entre os lábios, é ele a figura de proa, o arauto, o aedo, o humilde, o múltiplo, o doce, o soberbo cantador da revolta e da bonança”.

As opiniões aqui transcritas, excetuando, como se referiu, a de José Jorge Letria, constam da brochura do álbum “José Afonso”, reeditado, em 2007, por Farol Música.

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