23 de Outubro de 2017
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Os primeiros passos

A “estreia” em público aconteceu, em 1945, em Coimbra, onde chegara cinco anos antes para continuar os estudos. Frequentava ainda o Liceu, mas o facto de cantar permitia-lhe, embora fosse “bicho” – designação dada aos estudantes liceais –, escapar a certas praxes académicas.

Mas, como “não há bela sem senão”, as cantigas e a boémia terão sido responsáveis por dois chumbos, o que fez com que o “bicho-cantor”, como era conhecido, tivesse entrado para a Universidade, já casado, em 1949, matriculando-se na Faculdade de Letras, em Histórico-Filosóficas.

Os estudos, o trabalho – dava explicações e era revisor de provas no “Diário de Coimbra” – e a família não o impediram de continuar a cantar. Em 1953, ano em que nasceu o primeiro filho, foram editados os primeiros discos: dois 78 rotações, com fados de Coimbra, editados pela “Alvorada”, gravados no Emissor Regional da Emissora Nacional.

Três anos depois, lançou o primeiro EP: “Fados de Coimbra”. Como o próprio nome sugere, a canção coimbrã e as guitarras estão ainda presentes na obra, mas o rompimento com a tradição não está longe. Em 1960, numa altura em que frequentava, com assiduidade, coletividades recreativas, onde cantava, gravou o quarto disco, “Balada de outono”.

O trabalho seguinte, o da viragem em termos de estilo e de conteúdo, surgiu em 1962. O álbum – “Coimbra Orfeon of Portugal” – com “Minha Mãe” e “Balada Aleixo”, foi editado nos Estados Unidos. As guitarras ficaram pela primeira vez de fora. É acompanhado apenas à viola por José Niza e Durval Moreirinhas.

Ao todo, Zeca deixou 28 trabalhos discográficos, o último dos quais “Galinhas do Mato”, em 1985. Um deles, editado pela LUAR, com o tema “Foi na Cidade do Sado”.

Em palco apareceu pela última vez em 29 de janeiro de 1983. Foi no Coliseu de Lisboa.

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