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graffiti 03 de Abril de 2017
Arte impressiona na Alameda

A Alameda das Palmeiras, na zona da Bela Vista, está transformada numa galeria ao ar livre, com arte urbana a pintar as paredes de prédios no âmbito de um festival realizado entre 30 de março e 2 de abril.

A exposição é permanente, desafia diferentes olhares e desperta novos sentimentos e emoções. Está patente na Alameda das Palmeiras, numa galeria a céu aberto disponível para ser visitada durante todo o ano, a qualquer hora do dia. Obras partilhadas à vista de todos em paredes daquele bairro.

O projeto foi concebido no Cara ou Coroa – Street Art Festival, certame organizado pela ACUPARTE – Associação Cultural, em parceria com a Câmara Municipal de Setúbal, que levou, ao longo de quatro dias, a arte e o talento de uma dezena de artistas nacionais e internacionais à Bela Vista, a que se juntou música, dança e gastronomia multicultural.

O cor-de-rosa continua a ser o tom característico da Alameda das Palmeiras, mas há novas cores a pintar o bairro, com nove empenas a receberem criações inéditas de Bane & Pest, dupla da Suíça, Utopia, do Brasil, Norm, da Alemanha, Tretze, de Espanha, e Nark, Samina, Smile1art, GonçaloMAR e Projecto Matilha, de Portugal.

A vivência e a identidade da Alameda das Palmeiras moveram a inspiração e a criatividade dos artistas, que, com recurso a diferentes estilos e técnicas, deram vida a paredes em trabalhos cujos traços artísticos, contornos e pinturas oscilam entre o real, o abstrato, o imaginário e a fantasia. 

A arte urbana assume várias formas, pintadas a rolo ou com latas de spray. Há personagens ficcionais, elementos da natureza e animais. Contudo, é a humanidade que mais se destaca nos murais, com rostos de mais e menos conhecidos, de crianças a adultos, numa ponte entre o presente e o futuro.

A interação entre os moradores e os artistas foi uma constante ao longo dos quatro dias de festival, com os locais a participarem ativamente, e como podiam, no apoio aos trabalhos. Já os convidados, nas curtas pausas para descanso, sempre que solicitados, explicavam um poucos dos projetos.

Este projeto de arte urbana na Alameda das Palmeiras aguçou a curiosidade não só dos moradores locais como da população em geral, com a Avenida Belo Horizonte, via da qual é possível apreciar os trabalhos em todo o seu esplendor, a ser muito requisitada para a captação de instantâneos da intervenção em curso.

Os visitantes não vieram apenas de Setúbal, com aquele bairro da zona da Bela Vista a ser conhecido por pessoas de fora do concelho, não apenas amigos dos artistas portugueses e estrangeiros, como jovens fotógrafos e estudantes à procura de novas matérias para trabalhos académicos.

“O que vemos neste bairro setubalense, neste nosso bairro que é também a nossa cidade, é sentimento e emoção que nos obriga a olhar e a pensar”, destacou a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, domingo à tarde, em visita ao Cara ou Coroa – Street Art Festival.

A autarca sublinhou a importância e pertinência do festival integrado no programa municipal Nosso Bairro, Nossa Cidade. “Aqui é a Setúbal de quem tomou nas mãos o destino das próprias vidas, do próprio bairro e, com afinco e prazer, traça as rotas do caminho que quer seguir.”

As obras artísticas foram elogiadas por Maria das Dores Meira, não apenas pela qualidade mas, sobretudo, pela mensagem que os artistas partilham a partir da Alameda das Palmeiras. “Com as obras de arte que aqui deixam enriquecem um pouco mais este espaço urbano. A vossa marca fica na Bela Vista, fica em Setúbal.”

A cidade sadina já não é desconhecida para Smile1art, nome artístico de Ivo Santos, um dos artistas com trabalho no festival e dinamizador da ACUPARTE – Associação Cultural, já com diversos trabalhos realizados em Setúbal, como é exemplo a decoração dos exteriores da Pousada da Juventude, com obra a decorrer.

“Foi até à última para ter tudo pronto a tempo e horas. Mas ficou. Sentimento de dever cumprido e de orgulho por poder fazer parte do bairro”, salientou Smile1art, em nome próprio, mas também como porta-voz do grupo. “Ficaram encantados, sobretudo os estrangeiros, com a hospitalidade, gastronomia e bom tempo.”

Cara ou Coroa, “porque tudo tem duas faces, várias escolhas e caminhos, aspetos positivos e negativos”, explicou o artista sobre o festival, que teve como lema “Um Povo Um Mundo”, o qual está a ter “um enorme impacte, sobretudo ao nível das redes sociais e que aproximou a cidade do bairro”.

Além da ação mais visível que foi a pintura das nove empenas, o Cara ou Coroa – Street Art Festival, dinamizado igualmente no âmbito do m@rço.28, programa municipal que assinala localmente o Mês da Juventude, contou ainda com um vasto programa de animação ao longo dos quatro dias.

Música, dança, gastronomia e artesanato fizeram parte do evento, que juntou artistas do bairro e de outras instituições da cidade, numa festa multicultural que mostrou uma Alameda das Palmeiras aberta à cidade e uma Setúbal à descoberta das riquezas culturais que fazem aquele bairro setubalense. 

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