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cidadania 03 de Outubro de 2016
Bairro gere casa de todos

A Nossa Casinha, destinada a atividades educativas e lúdicas para crianças, jovens e idosos, inaugurada dia 2 na Alameda das Palmeiras, zona da Bela Vista, marca uma nova fase no programa Nosso Bairro, Nossa Cidade graças ao modelo de gestão.

O projeto A Nossa Casinha, desenvolvido no âmbito do programa municipal Nosso Bairro, Nossa Cidade, está instalada num rés do chão com quatro divisões, cedido pela Câmara Municipal aos moradores da Alameda das Palmeiras, e pretende afirmar-se como um polo de concentração de diferentes valências culturais e sociais, gerador de novas dinâmicas para os residentes daquele bairro da zona da Bela Vista.

A Nossa Casinha ocupa o número 33 da Alameda das Palmeiras e surge na sequência do programa feito para a participação de moradores. No momento da inauguração, dia 2 ao final da tarde, todo o bairro se juntou para visitar o novo espaço destinado aos moradores. Acima de tudo, todos queriam agradecer pessoalmente à presidente da Câmara Municipal de Setúbal a obra que a autarquia tornou possível acontecer.

“Foi em agosto de 2012 que tudo começou, quando aqui vim à zona da Bela Vista conversar com um morador que estava a construir uma obra ilegal. Disse-lhe que o bairro ia abaixo em breve e ele não concordou. Sugeriu-me serem os moradores a arranjar o bairro. A partir desta conversa tudo se transformou”, conta Maria das Dores Meira, recordando o embrião do programa Nosso Bairro, Nossa Cidade.

Na casa que a autarca inaugurou no dia 2 na companhia do vereador das Obras Municipais, Carlos Rabaçal, os moradores da Alameda das Palmeiras são a fonte de todo o processo.

“Este espaço só vale a pena se for profundamente utilizado para os interesses dos moradores. A manutenção e as atividades são dos moradores. A Câmara limita-se a ajudar. Este é o momento de viragem e de mudança do programa Nosso Bairro, Nossa Cidade: a primeira experiência de um espaço gerido autonomamente pelos moradores”, sublinha o vereador Carlos Rabaçal.

A Nossa Casinha ocupa um apartamento com três divisões definidas como salas para convívio, estudo, ateliers de costura e uma cozinha para culinária. A frequência do espaço é gratuita, com a gestão dos horários a ficar a cargo dos moradores responsáveis pela continuidade e execução dos fins a que este projeto se destina.

Núria Paiva, 24 anos, uma das muitas jovens moradoras do bairro que estão desempregadas, viu na Nossa Casinha uma forma útil e prática de se manter socialmente ativa.

“Queremos tirar os miúdos da rua e mantê-los ocupados neste espaço é a melhor opção. Vamos ajudar nos estudos e fazer com eles os trabalhos de casa. Para isso já recolhemos os horários escolares”, explica a jovem, que assumiu a responsabilidade de encaminhar as crianças e adolescentes durante a ocupação de tempos livres.  

A par das atividades a realizar com regularidade junto de crianças e jovens, outra das zonas de convívio existentes no espaço é destinada aos idosos, a ações na área da saúde e a reuniões de moradores. Tudo sempre sob a responsabilidade dos munícipes.

“Moro aqui há 26 anos. Vi isto crescer, vi isto degradar-se e agora estou a ver nascer este projeto. Isto foi tudo feito com muito boa vontade. Não tenho interesse em tirar proveito disto, tenho interesse no bem do bairro. Vou passar aqui muitas tardes a conviver. Estou a gostar”, afirma Manuel Andrade Júnior, morador na Alameda das Palmeiras, mais conhecido por Nené, um dos dinamizadores do projeto desde o início.

O imóvel que alberga A Nossa Casinha foi alvo de obras de requalificação, executadas em conjunto pela autarquia e pelos moradores, que o dotaram de condições de conforto para os utilizadores para permitirem a realização de uma variedade de iniciativas pedagógicas e lúdicas.

Durante a tarde de dia 2 foram muitos os moradores do bairro a querer conhecer o espaço, que permaneceu aberto a todos até ao final do dia. Por ser um dia diferente, a Alameda das Palmeiras “vestiu-se” de festa, com apontamentos musicais feitos por grupos tradicionais do bairro.

A gastronomia das diferentes culturas dos locais também esteve em destaque, através de um grupo de moradoras que cozinharam cachupa, prato típico de Cabo Verde, para todos os presentes neste dia que se revelou ser de festa neste bairro da Bela Vista.

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