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praias 20 de Junho de 2014
Bandeiras atestam qualidade de praia

A Figueirinha ostenta, desde o dia 20, as bandeiras Azul e de Praia Acessível, galardões que atestam a qualidade daquela zona balnear, preparada para receber cidadãos com deficiências.

Este é o sexto ano consecutivo que a Figueirinha exibe a Bandeira Azul. “Trata-se de uma praia com condições absolutamente excecionais, com água transparente, areal limpo e com um cenário como o da Arrábida. Além disso é a nossa maior praia”, sublinhou a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, instantes depois de ter hasteado a Bandeira Azul, atribuída pela ABAE – Associação Bandeira Azul da Europa.

“Recordo que este espaço não é da responsabilidade da Autarquia, mas da APA [Agência Portuguesa do Ambiente]. Só que temos envidado esforços para que nos deem uma oportunidade de a gerir”, salientou Maria das Dores Meira. “Todo o trabalho na melhoria das infraestruturas, como ao nível das acessibilidades, como da própria limpeza, tem sido suportado pela Câmara Municipal.”

A autarca adiantou que, “em números redondos”, o Município investiu nos últimos anos cerca de 100 mil euros em intervenções que melhoraram as condições para a prática balnear na Figueirinha, cuja qualidade se traduz tanto na Bandeira Azul, como na Bandeira Praia Acessível. “Para termos uma praia em condições, em que todos os cidadãos, com e sem deficiências, tirassem partido deste fantástico areal, queríamos que fosse de corpo inteiro. Daí a aposta na acessibilidade.”

A Figueirinha, que ostenta a bandeira Praia Acessível desde 2009, é hoje capaz de receber nas melhores condições de comodidade e de segurança, desde o parque de estacionamento até à zona de banhos, pessoas com graus elevados de deficiência cognitiva ou motora.

O parqueamento da praia reserva vários lugares de estacionamento para deficientes. Inclusivamente, contempla atualmente dois específicos para a APPACDM, instituição que aderiu ao projeto municipal “Praia Acessível, Praia para todos”. Estes lugares, todavia, também podem ser utilizados por qualquer pessoa portadora de deficiência, seja proveniente de uma associação, seja a título particular.

No âmbito da Bandeira Praia Acessível, aquele projeto municipal conta este ano com duas cadeiras híbridas, ao invés de uma, para que pessoas com dificuldades motoras se possam banhar.

Até 26 de julho, a Câmara Municipal disponibiliza um técnico especializado de apoio à natação nos dias úteis, das 09h00 às 12h00, mediante marcação pelo endereço saen@mun-setubal.pt ou pelo telefone 265 537 058.

O técnico, José Conceição, encontrava-se no dia 20 a prestar assistência a um grupo de utentes da APPACDM de Setúbal. “Algumas destas pessoas nunca conseguiriam entrar na água sozinhas, mesmo com a ajuda dos colaboradores da instituição. Estas cadeiras, preparadas com rodas e flutuadores, têm enorme potencial, pois além de facilitarem o acesso aos banhos, também permitem transportar com grande facilidade os utentes de e para o areal.”

O serviço é gratuito e inclui, ainda, uma área específica do areal com sombra e capaz de acolher cadeiras de rodas, numa parceria desenvolvida entre a Autarquia e o concessionário responsável pela exploração da praia, o Restaruante Bar Mar. De resto, coube à proprietária do bar, Mónica Ferreira, hastear a bandeira de Praia Acessível.

A coordenadora do grupo da APPACDM de Setúbal presente no areal, Isabel Lança, enalteceu “as condições excecionais” da Figueirinha para receber pessoas portadoras de deficiências.

“Antes tínhamos de arrastar os utentes até ao areal ou até à água. Isso acabou. Agora, não só é muito mais prático e simples, como é muito mais digno para as pessoas”, frisou Isabel Lança.

Devido às condições de acessibilidade, que incluem, ainda, casas de banho específicas para deficientes, o grupo da APPACDM pode agora “ser muito maior, pois é mais simples prestar assistência aos utentes”.

Diogo, utente que beneficiou de um banho com recurso à cadeira híbrida, é um caso sintomático da qualidade do serviço inclusivo fornecido na Figueirinha. “A família deste jovem ia antes para a Caparica, mas teve de desistir por não reunir as condições ideais. Até estava relutante em aceitar a Figueirinha quando lhe apresentámos esta hipótese e só aceitou porque lhe explicámos as facilidades que este areal proporciona”, reforçou Isabel Lança.

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