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ambiente 23 de Maio de 2012
Biodiversidade valoriza golfinhos

A necessidade de proteção e valorização da biodiversidade do território foi salientada pela presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, no dia 22, numa iniciativa realizada no âmbito das celebrações do Dia Internacional da Diversidade Biológica.

“Setúbal é um espaço de grande biodiversidade que importa proteger”, vincou a autarca na abertura do encontro, realizado na Casa da Baía, que serviu para adiantar resultados do plano de ação para a salvaguarda e monitorização a população de roazes do Estuário do Sado.

A “aposta nas riquezas naturais” da região constitui um fator de “desenvolvimento do Concelho”, referiu a autarca na iniciativa, realizada no âmbito do Dia Internacional da Diversidade Biológica, este ano subordinado à “Biodiversidade Marinha”, com organização do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade e apoio da Autarquia.

Maria das Dores Meira, ao frisar que “o Sado e a Arrábida são locais de excelência para celebrar a Natureza”, realçou a importância de “discutir estratégias de gestão do território” e “desenvolver instrumentos que valorizem o património”, sublinhando que a Câmara Municipal está “sempre disponível para reforçar parcerias” que visem este objetivo.

A autarca enalteceu o trabalho que está a ser preparado para tornar o “Bem” Arrábida em Património Mundial Misto da Humanidade. Reconheceu ainda o “esforço realizado por várias empresas na minimização de efeitos nocivos no rio Sado”, admitindo, contudo, que “continua a haver algumas ameaças” por eliminar.

O secretário de Estado Daniel Campelo, presente na sessão, anotou e elogiou a “vontade do Município em partilhar as responsabilidades de gestão e proteção de áreas com uma grande biodiversidade” e sublinhou a necessidade de “uma cidadania ativa” para a manutenção desta riqueza natural.

“Setúbal é um santuário da biodiversidade”, salientou o governante, que classificou o plano de ação para os roazes do Sado como “um bom exemplo daquilo que é necessário fazer para preservar a diversidade biológica”.

No encontro foram divulgadas as linhas orientadoras do plano de ação que está a ser desenvolvido para travar o declínio da comunidade de golfinhos que habita o Sado, composta por 27 animais.

“Elegemos os golfinhos roazes para celebrar este dia pela importância desta comunidade”, destacou a presidente do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, Paula Sarmento, revelando que esta constituiu uma oportunidade para apresentar “os resultados de um ano de trabalho [plano de ação] como forma de envolver os vários agentes” presentes na iniciativa.

Na apresentação de resultados preliminares, foram destacadas as principais ameaças, intrínsecas e exteriores, que afetam a comunidade de golfinhos roazes, que, em 1986, chegou a contar com quatro dezenas de espécimes.

Algumas das ações já implementadas e outras que estão a ser desenvolvidas no âmbito deste projeto foram, igualmente, apresentadas por responsáveis de entidades que trabalham em parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade para proteger e recuperar a população de golfinhos.

A monitorização do tráfego marítimo, o estudo do ambiente acústico subaquático e a monitorização da atividade de pesca no Sado foram algumas das ações apontadas, todas elas visando a minimização dos impactes negativos na comunidade de golfinhos.

As interações entre a população de roazes do Sado e outras populações costeiras de cetáceos foi outro dos projetos apresentados do plano de ação para a salvaguarda e monitorização a população de roazes do Estuário do Sado, com um total de 106 ações, 36 por cento já realizadas.

Outras informações sobre este programa dedicado a estes animais podem ser consultadas no sítio http://roazesdosado.icnb.pt.

Após o encontro na Casa da Baía, a ministra do Ambiente, Assunção Cristas, juntou-se aos participantes num passeio no galeão Pego do Altar de observação dos golfinhos do Sado

A tarde solarenga e a boa disposição marcaram a viagem, de cerca de duas horas, onde foi possível observar o recorte único da paisagem da Arrábida e a orla costeira de Setúbal.

As atenções centraram-se no azul do Sado com o aparecimento de elementos da comunidade de roazes, incluindo os mais novos, as duas crias nascidas em 2011, que constituem uma nova esperança na continuidade desta espécie na região.

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