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obras 26 de Abril de 2012
Casa da Cultura mostra-se à cidade

Os ideais de Abril são perpetuados na Casa da Cultura, o novo equipamento de fruição e partilha cultural de Setúbal, com centros de documentação, espaços para a música e para as artes e áreas multiusos, com inauguração prevista até julho.

“Este é um espaço cheio de significado e que transporta os ideais de Abril que hoje [dia 25] celebramos”, destacou a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, numa visita às obras da Casa da Cultura, integrada nas comemorações locais da Revolução dos Cravos.

Nesta iniciativa, a população teve um primeiro contacto com o futuro equipamento, criado com o intuito de se afirmar como um polo de concentração de diferentes valências culturais e sociais, gerador de novas dinâmicas de animação urbana, para setubalenses e visitantes.

“A Casa da Cultura vai ter muita qualidade e é mais uma obra para a população”, vincou Maria das Dores Meira. “Gostaríamos de já ter inaugurado este espaço, mas devido à complexidade das intervenções tal não foi possível”, explicou a autarca, recordando a importância histórica do edifício, localizado na Rua Detrás da Guarda, junto da Praça de Bocage, e sede do antigo Círculo Cultural de Setúbal.

Uma galeria de exposições, concebida para a apresentação de uma ou duas mostras em simultâneo, apoiada por uma oficina de projeto e preparação das mesmas e por uma área de arquivo dos materiais associados às mostras, e um Café das Artes, que funcionará como café-concerto e espaço para colóquios, debates e encontros, são duas valências a instalar no rés do chão.

Ainda no piso térreo, as obras permitiram recuperar um antigo espaço ao ar livre, localizado perto do Café das Artes, que passa a ser designado “Pátio do Dimas”, em homenagem a Dimas Pereira, personalidade setubalense e resistente antifascista, um dos fundadores, com José Afonso e outras personalidades, do Círculo Cultural de Setúbal.

O novo equipamento contempla ainda a instalação no piso térreo da Casa Municipal da Juventude, um serviço destinado ao desenvolvimento de atividades de informação, de formação e de projetos para os mais novos.

Um Centro de Documentação, Estudo e Promoção da Canção Popular Portuguesa, a cargo da Associação José Afonso, e um Espaço das Artes, para realização de exposições, workshops e ateliers no domínio das artes plásticas, da responsabilidade da Artiset – Associação de Artistas Plásticos de Setúbal, e um Auditório Multiusos, denominado José Afonso, ficam instalados no primeiro andar.

A futura Casa da Cultura inclui ainda a criação de uma Escola de Música, no segundo andar, apoiada por áreas específicas, incluindo duas salas de ensaios e três para ensino de música, dinamizado pela Sociedade Musical Capricho Setubalense. Esta zona do segundo piso inclui um estúdio de gravação, com régie e gravação de voz.

No segundo piso está também previsto um espaço para o Centro de Estudos Bocageanos, entidade que desenvolve intensa atividade na promoção da vida e obra de Bocage.

A oportunidade de criação da Casa da Cultura advém do cruzamento entre a desvitalização funcional progressiva do edifício onde funcionou, a partir de 1975, o Círculo Cultural de Setúbal – instituição fundada em 1969 – e a expectativa de algumas estruturas associativas da cidade relativamente à obtenção de melhores condições para qualificar e alargar as suas atividades.  

A manutenção das principais características arquitetónicas do edifício é uma preocupação central deste projeto, que inclui a restauração de painéis de frescos existentes num espaço identificado como salão nobre, no primeiro piso, e a manutenção e conservação de paredes e arcadas de janelas.

“Tentámos manter ao máximo alguns dos mais relevantes traços históricos do imóvel”, adiantou o arquiteto responsável pelo projeto, Gonçalo Silva, reforçando que os novos materiais aplicados, ao nível de reforço estrutural, infraestruras e acabamentos, “são de grande qualidade e para durarem largos anos”.

Entre os elementos da arquitetura antiga preservados destacam-se as grossas paredes em pedra e argamassas, assim como algumas soluções de consolidação estrutural arcaicas, como a técnica da cruz de Santo André. Não obstante, todo o imóvel foi alvo de reforços estruturais com as mais recentes técnicas de construção civil, incluindo infraestruturas antissísmicas.

Os espaços interiores do imóvel foram totalmente remodelados de forma a acolher os novos serviços e valências culturais. Já o último piso, alvo de intervenções mais complexas que permitiram ampliar o espaço, apresenta um estilo mais contemporâneo. 

As intervenções no edifício onde fica a Casa da Cultura contemplam, igualmente, a melhoria das acessibilidades, sendo instalado um elevador central que atravessa os três pisos do imóvel.

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