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segurança 27 de Janeiro de 2014
Centro forma meios de proteção

O anteprojeto do Centro Internacional de Gestão de Emergência (CIGE), infraestrutura inovadora em Portugal, a instalar em Setúbal, para formação na área da proteção civil, foi apresentado no dia 27 de manhã no Fórum Municipal Luísa Todi.

O equipamento, um projeto ainda em fase de desenvolvimento, é da responsabilidade da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Setúbal, numa parceria com a Câmara Municipal e a Sapec Parques Industriais.

O CIGE, a instalar na zona industrial da Mitrena, localizada em Setúbal, deverá ocupar uma área com 2,5 hectares, e, segundo o presidente da Associação Humanitária, José Luís Bucho, “será único em Portugal pela quantidade de simuladores” que albergará.

O centro está vocacionado para dar formação teórica e prática na área da proteção civil a profissionais do setor, como bombeiros, mas também a empresas, com especial atenção às de natureza industrial, a instituições públicas e a tripulantes de navios.

António Marques, engenheiro que integra a equipa responsável pelo anteprojeto, iniciado em junho de 2013, adiantou no final da apresentação que, “numa estimativa subdimensionada”, as instalações terão capacidade para que sejam ministradas formações a cerca de cem pessoas em simultâneo.

Sobre o anteprojeto, apresentado no dia em que a Associação Humanitária comemora os 130 anos da primeira intervenção dos Bombeiros Voluntários de Setúbal, José Luís Bucho destacou em particular o simulador relacionado com as áreas de busca, salvamento e resgate.

Enquanto outros simuladores do CIGE são inspirados em modelos já existentes, o módulo de treino de busca, salvamento e resgate foi criado e desenhado de raiz pela equipa do projeto, em colaboração com os Bombeiros Sapadores de Setúbal, e inclui, entre outras características técnicas, um labirinto subterrâneo configurável para apresentar diferentes cenários de dificuldade para os formandos.

“O Centro Internacional de Gestão de Emergência é, claramente, uma mais-valia para o País”, sublinhou durante a apresentação a presidente da Câmara Municipal de Setúbal.

Maria das Dores Meira observou que o centro será igualmente uma vantagem para a Autarquia, “detentora de um corpo de bombeiros profissional com elevadas necessidades de formação permanente”.

O CIGE, acrescentou a autarca, também permitirá reduzir as ações de formação no quartel da Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal, “que, dada a sua natureza, não devem ser realizadas em espaço urbano”.

Ainda sem um valor de investimento determinado, as próximas etapas na criação do CIGE, salientou José Luís Bucho, passam por “acabar o projeto” de maneira a que possa ser apresentada uma candidatura aos programas de apoios comunitários, nomeadamente no âmbito do QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional.

Em complemento, independentemente do envolvimento da Associação Humanitária, Câmara Municipal e Sapec, José Luís Bucho lançou um repto às entidades presentes na apresentação: “Queremos mais parceiros, sejam públicos ou privados.”

O Centro Internacional de Gestão de Emergência dispõe de um setor administrativo, também orientado para formação teórica, que inclui um anfiteatro e um auditório, cada um com capacidade para cerca de cem pessoas.

No setor operacional, o CIGE prevê uma oficina, um laboratório, um posto médico e, inclusivamente, uma lavandaria.

Ao nível da formação prática, o centro contempla simuladores vocacionados para o treino de segurança contra incêndios em edifícios, localizado numa estrutura com cerca de 1300 metros quadrados onde é possível simular escritórios, hospitais, creches, lares de idosos e escolas, entre outros equipamentos.

O CIGE reserva também uma área de simuladores de combate a incêndios, que abrangem desde exercícios simples a outros de dificuldade mais avançada.

Nesta área está prevista a construção de um edifício de quatro andares, com cave e cozinha, e um espaço para o treino contra flashover, terminologia técnica que, resumidamente, designa incêndios com origem em ignições simultâneas de combustíveis localizados em espaços confinados.

O setor de simulação de combate a incêndios terá também, entre outros exercícios possíveis, simuladores de um navio, de fogos tridimensionais e de transportes pesados e ligeiros de passageiros e de mercadorias.

José Luís Bucho realçou que alguns exercícios “não serão construídos porque o centro ficará localizado ao lado dos melhores simuladores possíveis, como são os casos da serra da Arrábida e do rio Sado”.

O presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Setúbal salientou que, acima de tudo, “o CIGE vai ter uma oferta formativa adaptável às necessidades dos clientes”.

Por este motivo, muitos dos simuladores têm níveis de dificuldade configuráveis e podem, inclusivamente, ser desmontados ou deslocalizados, o que permite aumentar a oferta de cenários para formação.

Numa observação geral sobre o projeto, Maria das Dores Meira sublinhou que “Setúbal poderá orgulhar-se, com esta iniciativa dos bombeiros, de estar na vanguarda da formação na área da proteção e do socorro”.

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