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acessibilidades 23 de Abril de 2015
Cidade quer mobilidade para todos

A visão estratégica do Município de Setúbal para a criação de uma cidade acessível a todos foi destacada no dia 22, à noite, numa conferência que deu a conhecer alguns dos projetos em curso e planeados no setor da mobilidade.

“A mobilidade é um conceito de futuro e fundamental para o desenvolvimento sustentado das cidades”, salientou o vereador do Urbanismo da Autarquia, André Martins, na conferência “Setúbal em Movimento – Mobilidade para Todos”, integrada nas comemorações dos 155 anos de elevação de Setúbal a cidade.

Para o autarca, “falar de mobilidade para todos é centrar atenções, sobretudo, nas acessibilidades e nos transportes”, áreas de intervenção que “devem ser entendidas como um todo” para a criação de uma malha urbana moderna e que responda às necessidades da população.

Na conferência, realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho, foram apresentadas intervenções já executadas na cidade ao nível da mobilidade e do conforto urbano, a par de outras em curso ou planeadas, opções que dão primazia à circulação pedonal e ciclável e que, ao mesmo tempo, promovem o reordenamento do trânsito.

André Martins clarificou que as obras em curso ou já concretizadas não são avulsas. “Todas as intervenções obedecem a uma visão estratégica integrada dinamizada pela Autarquia e devidamente enquadrada no processo de revisão do Plano Diretor Municipal”.

A apresentação da estratégia global da Câmara Municipal de Setúbal no âmbito da mobilidade para todos focou alguns dos principais projetos impulsionados nos últimos anos na malha urbana, do centro à periferia da cidade, assim como outras ações já programadas.

O chefe da Divisão de Planeamento Urbanístico da Autarquia, José Madeira, adiantou que a visão estratégica municipal na área das acessibilidades e mobilidade assenta em três eixos, concretamente “os macroacessos, os projetos associados e os transportes e mobilidade sustentável”.

Sobre os macroacessos, vias estruturantes projetadas com o objetivo de facilitar a circulação automóvel, sobretudo de veículos comerciais e pesados, no atravessamento da cidade e nas ligações com a frente ribeirinha, o técnico municipal vincou duas das principais opções tomadas pela Autarquia.

Uma é a Via Urbana P1. A primeira fase foi materializada com a construção da Avenida José Saramago, que serve os polos de Indústria Ligeira de Poçoilos e Comercial do Monte Belo Norte, o qual integra o Centro de Aprovisionamento Logístico da Decathlon. A via é alargada, no futuro, à frente ribeirinha.

Outra é a circular constituída pelo sublanço da A12 do Alto da Guerra e pela N10, que será prolongada para fazer a ligação viária à via proveniente de Azeitão. “O objetivo é libertar o trânsito do centro da cidade e tornar as vias centrais de Setúbal mais urbanas e com mais qualidade de vida”, frisou José Madeira. 

A estratégia para a criação de uma cidade com mobilidade para todos assenta na implementação de conjunto de projetos que associam o conforto urbano à criação de novas acessibilidades, como é o caso do Plano de Urbanização da Entrada Norte da Cidade de Setúbal.

Neste caso, a Câmara Municipal promoveu a requalificação, enquadrada na construção do centro comercial Alegro, de uma área de excelência da cidade, com a implementação de um conjunto de soluções, centradas na Avenida Antero de Quental, que permitiram uma melhor integração daquela via na malha urbana.

As recentes obras de reperfilamento das avenidas da Europa, Alexandre Herculano e República da Guiné-Bissau, a par da Praça Vitória Futebol Clube, foram igualmente destacadas na conferência pelas mudanças introduzidas no espaço público, sobretudo ao nível da circulação pedonal e ciclável.

As obras, que em breve abrangem a Avenida Independência das Colónias, que faz a ligação entre a Avenida da Europa e a Praça Vitória Futebol Clube, permitiram um reordenamento no esquema rodoviário na cidade, que ganhou mais fluidez com a construção de vários nós giratórios.

Em curso está também a primeira fase de uma via de ligação entre as avenidas da Europa, dos Ciprestes e Antero de Quental, artéria prevista no projeto do futuro Parque Urbano da Várzea, um novo “pulmão verde” para Setúbal que confere uma nova centralidade nas áreas do recreio e do lazer.

Na vertente dos transportes e mobilidade sustentável foi anunciada a aprovação da candidatura comunitária promovida pela Câmara Municipal de Setúbal “Plano de Mobilidade Sustentável e Transportes”, com investimentos assegurados da ordem dos 100 mil euros.

A deslocalização do terminal de autocarros da Avenida 5 de Outubro para a zona da Praça do Brasil, com a criação de um interface modal nas proximidades da estação ferroviária, num investimento previsto de 2,8 milhões de euros, foi igualmente abordado, assim como a instalação de uma plataforma intermodal nas Fontainhas.

Destaque ainda para o desenvolvimento do programa RAMPA – Regime de Apoio aos Municípios para a Acessibilidade na cidade. Nesta matéria, a eliminação de barreiras arquitetónicas no espaço público e criação de infraestruturas com mobilidade já valeu ao município setubalense uma bandeira de ouro da mobilidade.

Para o futuro, a Câmara Municipal de Setúbal tem em estudo um conjunto de ações que visam aprofundar o conceito de cidade com mobilidade para todos, sobretudo com a melhoria da oferta e do desempenho dos transportes coletivos, com o desenvolvimento da rede pedonal e ciclável e com requalificações pontuais na rede viária.  

“Tudo isto está enquadrado numa estratégia em desenvolvimento e que aponta a uma cidade mais amiga do ambiente, uma cidade que aposta numa melhor qualidade de vida urbana e que dá primazia à circulação pedonal e ciclável”, rematou o vereador do Urbanismo, André Martins. 

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