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estratégia 19 de Junho de 2015
Conselho de opinião partilha visões

Meia centena de individualidades, figuras de destaque em diferentes quadrantes da sociedade setubalense e do País, partilharam, no dia 18, com o Executivo municipal, visões estratégicas para o desenvolvimento do concelho, na primeira sessão do Conselho de Opinião Setúbal XXI.

Arquitetos, empresários, engenheiros, dirigentes associativos, clérigos, responsáveis de instituições de solidariedade social, entre muitas outras personalidades com voz ativa no quotidiano de Setúbal, marcaram presença na reunião inaugural do conselho de opinião criado pela Câmara Municipal para partilhar e debater com reconhecidos líderes de opinião temas fulcrais para o desenvolvimento do município.

“Em Setúbal, orgulhamo-nos de praticar uma gestão aberta e participada em que a opinião da população é decisiva para a formulação dos nossos objetivos e das nossas prioridades”, sublinhou a presidente da Câmara Municipal na abertura do encontro, realizado no dia 18, à noite, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

“Valorizamos a opinião dos setubalenses. Consideramos que o nosso trabalho só pode ser enriquecido se conhecermos em profundidade, se conhecermos ainda melhor o que se pensa na cidade e no concelho”, reforçou Maria das Dores Meira.

A primeira sessão do Conselho de Opinião Setúbal XXI, na qual marcaram presença os vereadores com pelouros atribuídos, centrou-se no tema “Visão Estratégica de Setúbal”.

O vereador do Urbanismo, André Martins, que sublinhou ser “extremamente importante para os eleitos ouvir contributos e perspetivas de outros que também pensam o concelho”, destacou que muitos projetos da Câmara Municipal, quando são apresentados e executados, “podem, numa primeira análise, parecer algo desconexos, mas na realidade fazem parte de uma visão global, de uma estratégia definida para todo o território de Setúbal”.

André Martins salientou ainda que os serviços autárquicos da área do Urbanismo foram alvo de uma profunda revolução no paradigma de funcionamento desde 2006.

“Durante anos, as áreas do Urbanismo, não só de Setúbal, mas das câmaras municipais pelo País, viviam de quem queria investir nos concelhos. A partir de 2006, 2007, invertemos esse paradigma. Deixámos de ir a reboque de quem quer investir, para sermos nós a definir as estratégias de crescimento do concelho e a delinear quando, onde e como é que o concelho vai crescer”, afirmou o autarca.

André Martins assegurou que a nova política está a dar frutos. “Os serviços da Câmara Municipal deixaram de estar sujeitos a pressões externas. Hoje, felizmente, apesar do contexto de crise, continuamos a receber investidores, a quem damos orientações sobre a forma como devem investir no concelho.”

A primeira reunião do Conselho de Opinião Setúbal XXI incluiu a exibição de um vídeo promocional do concelho e uma apresentação detalhada do planeamento estratégico que a Câmara Municipal definiu a médio e longo prazo para o território.

Fernando Travassos, arquiteto da equipa técnica municipal do Urbanismo, responsável pela exposição feita à plateia de individualidades, realçou que o plano representa a “visão global para o território do concelho”.

O centro histórico e a frente ribeirinha, sublinhou o técnico municipal, “são duas áreas importantíssimas” do delineamento estratégico para Setúbal e que “estão já a ser uma alavanca para o desenvolvimento que se está a registar na cidade”.

Além da recuperação e reformulação de imóveis nas zona histórica e frente ribeirinha, bem como a construção, de raiz, naquelas áreas, de equipamentos chave para o dinamismo cultural e de serviços a prestar à população, o plano estratégico de Setúbal contempla ainda muitos outros pontos considerados fulcrais para o correto desenvolvimento do concelho.

Entre eles, incluem-se a requalificação das praias e respetivos acessos, a reabilitação urbana tanto em Setúbal como em Azeitão, a preparação de uma nova centralidade para a cidade na zona nascente, a qualificação da área industrial da Mitrena e a criação de um parque de ciência e tecnologia e de uma cidade desportiva.

Os principais projetos pensados para o ordenamento urbanístico de Setúbal incluem ainda a criação de polos comerciais, de serviços, de logística e de indústria ligeira, a requalificação da área central da cidade a partir do novo Parque Urbano da Várzea, a definição de áreas de vocação turística e a implementação de um sistema de transportes multimodal, também responsável pela articulação com a Área Metropolitana de Lisboa e o Litoral Alentejano.

Perante a apresentação do plano estratégico para Setúbal, várias personalidades indicaram ao Executivo municipal opiniões e sugestões de pontos a melhorar, espírito, de resto, que está na génese da criação do conselho de opinião.

A próxima reunião do “Setúbal XXI” está programada para o final do ano e será dedicada ao tema Ambiente.

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