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colóquio 05 de Maio de 2017
Encontro debate lugares do teatro

A arquitetura centrada nos lugares do espetáculo do século XVI e XVII em Portugal e Espanha e a eficácia desses espaços aos olhos da atualidade estão em análise num encontro internacional a decorrer na Casa da Baía.

O 1.º Colóquio Internacional TELA – Inventário dos Teatros da América Latina traz a Setúbal mais de três dezenas de oradores para debates e conferências centradas na influência do teatro de Portugal e Espanha, com extensão à música e à dança, dos séculos XVI e XVII, no desenvolvimento dos espaços teatrais na América Latina.

“Este colóquio está incluído num projeto que nasce da necessidade da inventariação dos teatros do mundo ocidental. Estamos a fazer o levantamento do teatro na Europa Central e a desenvolver esforços para fazermos um inventário dos teatros da América Latina”, explica o arquiteto e cenógrafo, José Manuel Castanheira, do projeto TELA.

Para este encontro científico, centrado no estudo do desenvolvimento do teatro na América Latina desde a época pré-colombiana até ao século XX, e que procura sistematizar informação sobre os edifícios e espaços cénicos mais significativos no território sul-americano, contribuem especialistas da arquitetura, design, história, teatro, dança, música e antropologia.

“Revisitamos a história para daí tirarmos conclusões. Estamos focados nos lugares da representação de há cinco séculos, que, usando uma expressão contemporânea, foram exportados pelas caravelas para as Américas”, sublinha José Manuel Castanheira.

O projeto TELA, que evoca as representações teatrais produzidas em Portugal e Espanha nos séculos XVI e XVII e os confrontos gerados pela chegada à América, visa ainda analisar a herança cultural patente nas múltiplas arquiteturas e os contributos para a construção dos teatros da atualidade.

O ciclo de conferências do colóquio, iniciado na manhã de dia 5, contou com a presença do vereador da Cultura da Câmara Municipal, Pedro Pina, que destacou “o privilégio de Setúbal participar nesta reflexão para o futuro”.

O encontro decorre entre os dias 5 e 6 na Casa da Baía, com a participação de especialistas de Portugal, Espanha, Chile, Argentina, Brasil, Uruguai, México, Costa Rica, Colômbia, República Checa, Alemanha, França, Bélgica e Angola.

O objetivo geral é obter conclusões que, segundo José Manuel Castanheira, terão “um lado ambicioso sobre o que era o lugar da representação de há cinco séculos e aqueles que hoje temos e daí tirar ilações sobre a eficácia ou não eficácia desses lugares”.

O 1.º Colóquio Internacional TELA – Inventário dos Teatros da América Latina começou no dia 4 com uma apresentação na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa e decorre em Setúbal até domingo.

Na tarde de dia 5, o programa do encontro inclui, a partir das 14h40, uma abordagem de Claudia Suarez, do Chile, sobre “A construção de uma descrição dos espaços cénicos da América Latina a partir das suas diversidades culturais”.

Às 15h00, Doris Rollemberg, do Brasil, aborda “Não Existe Teatro no Brasil?” e, pelas 15h20, Pedro Januário fala sobre “Mundos e Fronteiras do Imaginários Cenográfico de Giovanni Sicinio Galli Bibiena”.

O ciclo prossegue com a intervenção do espanhol Juan Ruesga, com o tema “Reconstituição Visual do Pátio das Arcas em Lisboa”, e, às 16h00, é a vez do ponto de vista de Oscar Armando Garcia, do México, que fala acerca dos “Ecos e Repercurssões do Espaço Teatral Europeu na Nova Espanha (séculos XVI e XVII)”.

Entre as 17h00 e as 18h00, há abordagens de Luís Soares Carneiro, que apresenta o tema “Continuidade e transformação dos espaços teatrais no séc. XVIII em Portugal”, e de Marta Lança, de Angola, sobre “Práticas do Tchiloli, ontem e hoje, em S. Tomé e Príncipe”.

Depois das 18h00, é a vez da apresentação conjunta de Antoni Ramon, de Espanha, e de Guillem Aloy, da Bélgica, sobre “O Teatro Mahón, uma escala na viagem de Itália para a América Latina”.

Pelas 18h20, Francesc Massip, de Espanha, encerra o painel com o tema “Espaço Cénico e encenação no Teatro Popular de ambos os lados do Atlântico”.

O programa do encontro prossegue no dia 6, às 09h30, com uma viagem de barco pelo Rio Sado e uma leitura encenada de excertos de textos representados a bordo das naus pelo Teatro Estúdio Fontenova. A partir das 17h30, na Casa da Baía, está prevista uma reunião e apresentação de conclusões.

O colóquio resulta de uma organização do projeto TELA e da Academia Internacional de Cenografia, com produção a cargo da companhia setubalense Teatro Estúdio Fontenova.

O evento conta ainda com a colaboração da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa, das câmaras municipais de Setúbal, Idanha-a-Nova e Fundão e da OISTAT/Espanha – Organização Internacional de Cenógrafos, Arquitetos e Técnicos de Teatro.

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