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música 19 de Maio de 2014
Festival de Música cria orquestra

A quarta edição do Festival de Música de Setúbal, a realizar entre 29 de maio e 1 de junho, com o tema “Mar”, é marcada pela criação de um novo projeto musical que aposta na formação de jovens talentos.

A constituição do Ensemble Juvenil de Setúbal, uma pequena orquestra composta por cerca três dezenas de jovens músicos a selecionar em breve, foi anunciada hoje de manhã na apresentação do programa deste ano do festival, em encontro realizado dia 19 na sala multiusos do Fórum Municipal Luísa Todi.

Este novo projeto, a dinamizar ao longo dos próximos três anos, é desenvolvido sob a direção do Festival de Música de Setúbal e implementado com o apoio do programa PARTIS – Práticas Artísticas para a Inclusão Social, da Fundação Calouste Gulbenkian.

“É um projeto inovador que se liberta das barreiras sociais e culturais para encontrar a qualidade artística e a igualdade”, afirmou o diretor artístico do Festival de Música de Setúbal, Ian Ritchie, ao destacar que o ensemble juvenil materializa “uma nova etapa do desenvolvimento musical” ambicionado para crianças e jovens.

Composto por percussionistas de tradição africana/latino-americana, instrumentistas clássicos, músicos de jazz e crianças com deficiências que aprendem a tocar música com recurso a tecnologia de apoio, o projeto é dirigido por Pedro Carneiro, Pedro Condinho e Fernando Molina, especialistas em diferentes géneros musicais.

Os três mentores, com apoio de outros músicos, compositores e conjuntos musicais, vão criar um reportório com obras especialmente preparadas para este formato de “democracia musical”, sublinhou Ian Ritchie. Essas composições são depois ensaiadas com os jovens selecionados para o Ensemble Juvenil de Setúbal, de forma a serem apresentadas publicamente.

“Mar” é o tema desta edição do Festival de Música de Setúbal, que reúne em torno da harmonia dos sons grandes artistas e a comunidade local, uma iniciativa organizada pela A7M – Associação Festival de Música de Setúbal, resultado de uma parceria contínua entre a Câmara Municipal e The Helen Hamlyn Trust.

“Esta edição reflete, uma vez mais, a enorme diversidade e criatividade das nossas comunidades locais, assim como as influências internacionais na vida cultural da cidade”, realçou a presidente da Autarquia, Maria das Dores Meira, para vincar a importância desta iniciativa que envolve milhar e meio de crianças e jovens.

Ao longo de quatro dias, “Setúbal é inundada pela promessa musical e o talento criativo”, destacou a autarca, ao enaltecer a pertinência do tema que marca esta edição. “O Mar, recurso que moldou e sustentou a existência de Setúbal ao longo da história, continua a definir a personalidade da cidade.”

O Festival de Música de Setúbal apresenta, entre 29 de maio e 1 de junho, em vários locais do concelho, um cartaz que funde atuações de artistas profissionais e amadores, envolvendo a participação da comunidade local, em particular crianças e jovens.

“As crianças e os jovens são parte da essência do Festival de Música de Setúbal e desempenham um papel fundamental no desenho da programação ao criarem músicas e formarem grupos, num trabalho de colaboração ao lado de artistas visitantes de classe mundial”, sublinhou Maria das Dores Meira.

No cartaz, destaque para as participações da Grand Union Orchestra, do Grupo Vocal Olisipo e da Orquestra de Câmara Portuguesa, a par de uma instalação do artista Fernando Mota e do habitual desfile de percussão pelas ruas da cidade, uma das imagens de marca do certame.

“Os jovens artistas criam ondas por toda a cidade enquanto desfilam as suas percussões, cantam as suas canções e tocam os seus instrumentos, em espaços fechados ou ao ar livre”, reforçou a autarca, ao adiantar que este ano o festival conta com o apoio especial da Fundação Calouste Gulbenkian.

Depois do sucesso na edição anterior, a londrina Grand Union Orchestra regressa a Setúbal, dia 29, para abrir o certame com “Trova de Três Oceanos”, um novo espetáculo que liga a identidade portuguesa a diferentes culturas mundiais, através da linguagem comum que é a música.

O concerto, com direção de Tony Haynes, no Fórum Municipal Luísa Todi, inclui as participações de jovens da Academia Luísa Todi, dos BelaBatuke e do Conservatório Regional de Setúbal. As entradas para este primeiro espetáculo, com início às 21h00, custam 12 euros.

O tradicional desfile de percussão, com escolas e grupos comunitários, num percurso pela Avenida Luísa Todi a partir do Fórum Municipal, realiza-se a 30, às 10h30. Os participantes terminam no Auditório José Afonso, onde participam, às 11h15, no concerto “A Foz dos Ritmos”, com direção de Fernando Molina.

Igualmente no dia 30, à noite, o Grupo Vocal Olisipo, de Lisboa, dá um concerto gratuito, mediante reserva, na Igreja de Santa Maria. Armando Possante dirige o concerto de duas horas, com início às 21h30, que celebra os navegadores portugueses que morreram no mar.

“Encanto Marítimo – Requiem pelos navegadores Portugueses”, com acompanhamento de jovens cantores do Conservatório Regional de Setúbal, é inspirado na missa Ave Maris Stella e inclui excertos da "História Trágico-Marítima", lidos pelo ator Luís Madureira.

No último dia de maio o programa começa às 11h00 com “Música nas Ruas e no Rio”, composto por sons populares e temas do festival a fazerem-se ouvir pela cidade, por jovens músicos do Conservatório Regional de Setúbal. Nos ferries que ligam Setúbal a Troia, há música nas viagens das 11h30 e das 12h00.

Mais tarde, às 15h30, há “Canções do Mar”, concerto de canto coral por escolas do 1.º ciclo, pela APPACDM e pelo Coral Infantil de Setúbal, acompanhados pelo Luís Barrigas Quarteto, com coordenação de Carlos Barreto Xavier. O espetáculo, de entrada gratuita, decorre no Fórum Municipal Luísa Todi.

A Banda da Sociedade Musical Capricho Setubalense e os BelaBatuke dão um concerto gratuito à entrada do Fórum Municipal Luísa Todi, às 17h00, no espetáculo "Música ao Ar Livre", marcado pela confluência de tradições musicais distintas, com interpretação de jovens talentos musicais da cidade.

À noite, a música tradicional portuguesa cruza-se com a experimental num concerto/instalação inspirado na pesca e no mar, com conceção e interpretação de Fernando Mota, marcado para o Museu do Trabalho Michel Giacometti, com sessões às 21h00 e às 22h30.

O espetáculo “Quando o Homem Lavrava o Mar” inclui vídeo e imagens de Tiago Pereira, José Madeira, Michel Giacometti e James Knight-Smith, a par da participação do Conservatório Regional de Setúbal e do Coral Infantil de Setúbal. As entradas custam seis euros.

No dia 1, às 14h30, no Luísa Todi, há conversas com especialistas e responsáveis de projetos de inclusão pela música. “Diversidade e Inclusão” é o título da iniciativa, de entrada gratuita, que inclui uma atuação conjunta da Academia Luísa Todi e de alunos com deficiências auditivas da EB 2,3 de Cruz de Pau, com música de Fernando Altube.

No âmbito do evento “Diversidade e Inclusão”, o Externato Rumo ao Sucesso e o Grupo de Música Contemporânea do Conservatório Regional de Setúbal atuam às 16h30, no Cais 3 do Porto de Setúbal, numa “Viagem” conjunta, de participação livre, com direção e composição de Pedro Condinho e António Laertes.

O Festival de Música de Setúbal encerra com “Mar de Emoções”, espetáculo com início às 21h00, no Fórum Municipal Luísa Todi. A Orquestra de Câmara Portuguesa e o maestro Pedro Carneiro juntam-se com a soprano Susana Gaspar para interpretar Beethoven, Berlioz, Haydn, Mendelssohn e Mozart. Os bilhetes custam 12 euros.

O programa inclui, igualmente no dia 1, a iniciativa “Olhares sobre o Mar e Reflexos”, com visitas guiadas ao Convento da Arrábida ao som do quinteto de sopros da Orquestra de Câmara Portuguesa e de alunos do Instituto Gregoriano de Lisboa, cujas entradas já se encontram esgotadas.

Os bilhetes para os espetáculos encontram-se à venda no Fórum Municipal Luísa Todi e na bilheteira online em www.bilheiraonline.pt. Mais informações sobre o Festival de Música de Setúbal podem ser obtidos no sítio www.festivalmusicadesetubal.com.pt.

O Festival de Música de Setúbal tem a particularidade de apresentar um vasto conjunto de atuações protagonizadas por alunos da rede escolar concelhia e de estabelecimentos musicais, além de utentes de instituições de solidariedade social que ao longo do ano ensaiam especificamente para o certame.

“A colaboração e o trabalho em conjunto é a essência deste festival”, destacou Ian Ritchie, que fez um balanço extremamente positivo das anteriores edições. “Não considero este evento uma revolução musical, antes uma evolução sólida e a criação de oportunidades para os jovens.”

Já o vereador da Cultura da Câmara Municipal de Setúbal, Pedro Pina, no encerramento da sessão de apresentação do festival, vincou o “valor cultural” do Festival de Música de Setúbal para a inclusão de crianças e jovens provenientes de vários locais do concelho.

“É um exercício dialético que permite formar, informar e incluir, através da criação de novas linguagens estéticas”, salientou Pedro Pina, ao vincar que este projeto reflete “enormes expetativas e uma esperança enorme para o futuro” de todos os intervenientes na iniciativa.

A apresentação do Festival de Música de Setúbal contou ainda com as presenças da coordenadora do evento, Narcisa Costa, do diretor do Departamento de Cultura da Autarquia, Luís Liberato, e de Hugo O’Neill, um dos impulsionadores desta iniciativa criada em 2011.

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