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festival 29 de Abril de 2015
Festival de Música ganha fama

A edição de 2015 do Festival de Música de Setúbal foi apresentada no dia 29 de abril, na Casa da Cultura, como um acontecimento singular, com espetáculos de qualidade que reúnem músicos profissionais e amadores num evento que está a ganhar projeção internacional.

“Uma das principais revistas norte-americanas online [Musical America] e vários jornalistas britânicos estão a dedicar cada vez mais atenção ao que se está a passar em Setúbal”, garantiu o diretor artístico do certame, Ian Ritchie, na apresentação pública do festival que decorre em vários locais do concelho de 28 a 31 de maio.

O espaço que o Festival de Música de Setúbal está a ganhar na imprensa internacional atesta, segundo Ian Ritchie, um dos mentores da programação desenvolvida, que a singularidade do certame merece um olhar atento não apenas pela qualidade dos espetáculos que têm vindo a ser apresentados, mas também pelos princípios com que se norteia desde a primeira edição, em 2010.

Uma das principais características diferenciadoras do evento, organizado pela A7M – Associação do Festival de Música de Setúbal, com o apoio da Câmara Municipal, The Helen Hamlyn Trust e Fundação Calouste Gulbenkian, é o envolvimento de músicos conceituados em espetáculos conjuntos com grupos da comunidade local, como alunos de escolas de música, grupos de imigrantes ou pessoas com deficiências.

O violinista Hugo Ticciati, o pianista João Paulo Esteves da Silva, a cantora Ana Brandão, o trombonista John Kenny, o guitarrista Pedro Jóia e o maestro Pedro Teixeira são apenas alguns dos profissionais a partilhar os palcos setubalenses com elementos, por exemplo, do Conservatório Regional de Setúbal, da Academia de Música e Belas-Artes Luísa Todi, do Coral Infantil de Setúbal e do Externato Rumo ao Sucesso.

“Este é um festival que tem o fulgor durante quatro dias, mas onde o pulsar vem do trabalho desenvolvido por uma grande comunidade ao longo de todo o ano”, resumiu o vereador do pelouro da Cultura da Câmara Municipal, Pedro Pina.

A festa que “desafia e desafina” a população, significa, para Pedro Pina, que a “música distintiva do Festival, a qualidade profissional com que se apresenta ao público, não implica a exclusão de ninguém. É como uma maratona, em que os que vão à frente fazem questão de cortar a meta juntamente com todos os outros”.

Com a edição de 2015 a ser dedicada ao tema “Clima”, Pedro Pina confia que o próximo Festival de Música vai “agitar culturalmente Setúbal e, igualmente, o País”.

Ian Ritchie realçou, inclusivamente, concertos como “A Terra Tremeu”, com os coros Officium Ensemble e do Conservatório Regional juntamente com o quarteto de metais Pandora’s Box, sob direção de Pedro Teixeira. “Foi inspirado no terramoto de 1755, mas, à luz do presente, com os acontecimentos recentes no Nepal, demonstra a atualidade destas composições. Os espetáculos do Festival de Música de Setúbal têm essa capacidade de tocar a todos, envolvendo artistas e público à volta de um espírito, de um princípio.”

Princípio, esse, que, para o presidente da A7M, Óscar Mourão, assenta em duas direções numa pirâmide. “Gera efeitos da base para o topo e do topo para a base.”

Óscar Mourão salientou ainda a atuação prevista para esta edição do evento do Ensemble Juvenil de Setúbal, no qual, gerado com o apoio do programa PARTIS – Práticas Artísticas para a Inclusão Social, da Fundação Calouste Gulbenkian, e comungando do conceito do festival, participam alunos de música, jovens sem estudos musicais e pessoas com deficiências.

O maior envolvimento da comunidade local nas iniciativas contempladas no programa do Festival de Música foi também enaltecido durante a apresentação realizada ao final da manhã do dia 29.

Ian Ritchie constatou que “as 1500 crianças previstas no desfile de percussão representam sensivelmente 1 por cento da população total do concelho, algo, sem dúvida, notável”, assim como o facto “de cerca de 300 alunos estarem a criar música mediante o tema proposto. É um processo criativo que representa uma fantástica forma de aprendizagem”.

O diretor artístico sublinhou ainda que mais entidades se associaram este ano ao certame, como a Casa d’Avenida, local que acolhe uma exposição e encontros de poesia.

O Festival de Música de Setúbal começa a 28 com “As Quatro Estações”, espetáculo com início às 21h00, no Fórum Municipal Luísa Todi, com a Orquestra de Câmara Portuguesa a dividir o palco com jovens músicos da Academia de Música e Belas-Artes Luísa Todi e do Conservatório Regional de Setúbal.

O concerto, com direção do violinista sueco Hugo Ticciati, inclui interpretações de “As Quatro Estações” de Antonio Vivaldi, assim como “As Quatro Estações de Buenos Aires”, com arranjos de Altube e Desyatnikov, do compositor Astor Piazzola. As entradas custam 10 euros.

No dia seguinte, a 29, pelas 10h30, o Auditório José Afonso recebe uma demonstração de percussão dirigida por Fernando Molina, a que se segue, uma hora depois, um desfile com centenas de jovens de escolas e de grupos comunitários de Setúbal a espalhar ritmos num percurso pela Avenida Luísa Todi até ao Fórum Municipal.

Mais tarde, às 17h00, na Casa d’Avenida, escritores e poetas da editora Douda Correria partilham a sua obra com alunos de escolas do concelho, evento integrado na exposição “Poética do Tempo”, patente entre 2 de maio e 21 de junho, que inclui a dinamização de atividades em torno das temáticas do “Clima” e do “Tempo”.

O programa do Festival de Música de Setúbal prossegue às 18h30 com o espetáculo “AIME! do Ritual à Profanação”, no Fórum Municipal Luísa Todi, que junta em palco grupos de diferentes origens e culturas para ilustrar a relação do Homem com a Natureza ao longo dos tempos. As entradas custam 3 euros.

O evento, com direção artística de Fernando Altube e projeto de Elsa Mobilha e Filomena Vargas, conta com as participações das classes Orff e do Coro Juvenil da Academia de Música e Belas-Artes Luísa Todi, da APPACDM de Setúbal, da Associação Cabo-Verdiana de Setúbal e do Universe Gong Taças Tibetanas.

No dia 29, o Festival de Música de Setúbal conta ainda com o espetáculo multidisciplinar “Tempestade (num copo de água?)”, com sessões às 21h00 e às 22h30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, e bilhetes a 6 euros, que junta a cantora e atriz Ana Brandão e o pianista João Paulo Esteves ao Coral Infantil de Setúbal.

A programação de dia 30 começa em Vila Fresca de Azeitão, com a Quinta da Bacalhôa a receber, às 10h30, “Música no Palácio”, concerto com as participações da Banda de Música da Sociedade Filarmónica Capricho Setubalense, dos BelaBatuke, de John Kenny, tocador de carnyx, e do quarteto de metais Pandora’s Box.

Segue-se, às 11h00, “Há Música no Ar”, concerto itinerante com diversos grupos de jovens do Conservatório Regional de Setúbal a partilhar sonoridades pelas ruas do centro histórico, da Praça de Bocage aos largos da Ribeira Velha e da Misericórdia. 

À tarde, entre as 15h00 e as 17h00, na Casa d’Avenida, a exposição “Poética do Tempo” serve de pretexto para uma conversa com Luís Pessanha, presidente da Associação Portuguesa de Meteorologia e Geofísica, e António Sampaio Correia, neurocientista e psiquiatra, a par de apontamentos poéticos.

O Coreto da Avenida Luísa Todi recebe, a partir das 17h00, um concerto com cerca de uma hora pela Banda da Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense, que interpreta vários temas do seu reportório.

O novo Ensemble Juvenil de Setúbal, criado através da A7M – Associação Festival de Música de Setúbal e apoiado pela The Helen Hamlyn Trust, pela Câmara Municipal de Setúbal e, através do programa PARTIS – Práticas Artísticas para a Inclusão Social, pela Fundação Calouste Gulbenkian, com jovens músicos do concelho que interpretam vários sonoridades musicais, do jazz aos estilos clássico e moderno, passando pelo género músicas do mundo, faz a estreia na programação do Festival de Música de Setúbal com o concerto “A Tempo”, com entradas a 3 euros.

O espetáculo, agendado para o Fórum Municipal Luísa Todi, com início às 18h00, tem direção de Rui Borges. O programa musical inclui temas especialmente criados para o novo ensemble por Dan Stern, Daniel Bernardes e Luís Salgueiro, assim como uma reinterpretação das “Quatro Estações” de Antonio Vivaldi por Sara Ross.

À noite, às 21h30, a Igreja de Santa Maria da Graça recebe “A Terra Tremeu”, concerto no qual o Officium Ensemble, acompanhado do quarteto de metais Pandora’s Box e do coro do Conservatório Regional de Setúbal, apresenta um programa de música sacra com peças inspiradas em desastres naturais ou criadas no espírito da ira divina. A entrada é livre mas é necessária reserva.

O último dia do festival começa no Moinho de Maré da Mourisca, com três sessões de apontamentos musicais, às 10h00, às 11h00 e às 12h00, para um concerto em que os sons da natureza se misturam com as sonoridades dos instrumentos tradicionais, numa performance com o espaço e o tempo a correrem ao sabor da maré.

O projeto “Suite da Maré”, com entradas a 3 euros, tem conceção, composição musical e direção António Laertes e Pedro Condinho, e conta com as participações do Grupo de Música Contemporânea do Conservatório Regional de Setúbal, alunos do Externato Rumo ao Sucesso e John Kerry.

“Mudanças de Clima” dá tema a um concerto com início às 15h30, no Fórum Municipal Luísa Todi, com novas canções criadas e interpretadas por centenas de crianças de Setúbal, com base no tema da edição deste ano do festival, acompanhadas ao vivo por músicos profissionais da área do fado.

O espetáculo, com direção do maestro Nuno Batalha e coordenado por Carlos Barreto Xavier, junta em palco coros de escolas do 1.º ciclo do concelho, o Coral Infantil de Setúbal e classes da APPACDM de Setúbal para um momento de fusão musical, com a participação de vários fadistas.

Antes do espetáculo “Mudanças de Clima”, há um pré-concerto, às 15h00, na entrada do Fórum Municipal Luísa Todi, com o Ensemble de Saxofones do Conservatório Regional de Setúbal.

A quinta edição do Festival de Música de Setúbal culmina com “Maré Alta”, espetáculo com início às 21h00, com a participação de três músicos/compositores oriundos das cidades portuárias de Setúbal, Lisboa e Buenos Aires, que partilham um movimento musical comum.

No espetáculo, com bilhetes a 10 euros, o palco do Fórum Municipal Luísa Todi une as interpretações do trio composto por Pedro Jóia, na guitarra, João Frade, no acordeão, e Norton Daiello, no baixo elétrico, a que se juntam os jovens percussionistas do Ensemble Juvenil de Setúbal.

Os bilhetes para os vários espetáculos da quinta edição da iniciativa encontram-se à venda no Fórum Municipal Luísa Todi e www.bilheteiraonline.pt. Mais informações sobre o Festival de Música de Setúbal podem ser obtidas no sítio www.festivalmusicadesetubal.com.pt.

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