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cinema 16 de Junho de 2014
Festroia premeia cinema europeu

A festa do cinema terminou no dia 15 em Setúbal, com o Festroia a colocar mais uma vez em destaque a cinematografia europeia, numa edição especial, a 30.ª, em que a diretora do festival foi também surpreendida com um prémio.

O Golfinho de Ouro, o principal galardão do certame, realizado este ano entre os dias 6 e 15, foi atribuído à coprodução servo-croata “As Crianças do Sacerdote”, realizado por Vinko Brešan.

Na cerimónia de entrega de prémios realizada no dia 14 à noite, no Fórum Municipal Luísa Todi, a diretora do Festroia – Festival Internacional de Cinema de Setúbal foi distinguida pela organização não-governamental de jornalistas católicos SIGNIS.

Fernanda Silva recebeu do bispo de Setúbal, D. Gilberto Canavarro dos Reis, um prémio que sublinha o trabalho desenvolvido pelo Festroia e, em especial, pela direção, em garantir a cada edição uma programação diversificada e de qualidade.

“Quando soube deste prémio, agora mesmo, ali sentada, pensei para comigo: ‘Já não mando nada aqui’”, brincou Fernanda Silva instantes após ter recebido a distinção, a qual assinala ainda os 30 anos do festival e os 25 anos nos quais o prémio SIGNIS é atribuído no Festroia.

Antes, no início da cerimónia, Fernanda Silva já havia deixado a convicção de dever cumprido e, em simultâneo, num aparente paradoxo, também por cumprir. “Mais uma vez, sentimos que o público não saiu desiludido com a qualidade da programação. Mas, mal acabe esta edição, começamos imediatamente a pensar como podemos fazer a próxima de uma forma ainda melhor.”

A diretora do festival de cinema sadino, no qual foram exibidos 188 filmes ao longo de dez dias, agradeceu os vários apoios que o certame recebe, em especial da Câmara Municipal de Setúbal, com Fernanda Silva e público, constituído, em boa parte, por profissionais da 7.ª Arte, a darem um forte aplauso aos técnicos municipais que contribuíram para a organização do evento.

Na área da cinematografia, os restantes prémios do 30.º Festroia distinguiram, na Secção Oficial, com Golfinhos de Prata, como Melhor Realizador, Hans Petter Moland, pelo filme norueguês “Em Ordem do Desaparecimento”, e, como Melhor Ator, Vytautas Kaniušonis, pelo desempenho em “O Jogador”, produção da Lituânia e Letónia.

O Golfinho de Prata para Melhor Atriz foi entregue a Birgitte Hjort Sørensen, pela participação na película dinamarquesa “Alguém que Amas”, enquanto o Melhor Argumento coube a Ignas Jonynas e Kristupas Sabolius, pela história de “O Jogador”.

Thomas Kienast arrecadou o Golfinho de Prata de Melhor Fotografia pelo trabalho desenvolvido em “O Vale Negro”, da Áustria e Alemanha. Thomas Willmann, autor do romance que deu origem ao filme, recebeu a distinção em nome do diretor de fotografia. “Sinto-me mal por estar aqui. Este é o festival mais caloroso em que já estive. Os meus colegas estão neste momento a filmar algures com temperaturas negativas e eu estou aqui”, brincou sobre o calor que se faz sentir por estes dias em Portugal, enquanto sublinhava a importância de receber prémios em festivais como o Festroia.

O júri da Secção Oficial decidiu ainda atribuir um Prémio Especial ao filme “Faro”, coprodução sueca e finlandesa, realizada por Fredrik Edfeldt.

“Coração de Leão”, de Dome Karukoski, foi a obra mais premiada na 30.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Setúbal. A longa-metragem finlandesa foi distinguida, fora da Secção Oficial, com o Prémio Público, entregue pela presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, o prémio FIPRESCI, atribuído por um júri da Associação Internacional de Críticos de Cinema, e o prémio SIGNIS, selecionado por um júri constituído por jornalistas católicos.

“O filme foi patrocinado por uma igreja finlandesa. No final da montagem, reparámos que, em boa parte da obra, só se diziam palavrões. Ficámos preocupados com a reação dos patrocinadores e avisámo-los dessa ‘particularidade’. Responderam que não haveria problema desde que o filme fosse bom. Tenho de lhes mostrar estes prémios agora, para ficar descansado”, gracejou Dome Karukoski, numa das ocasiões em que subiu ao palco do Fórum Luísa Todi para receber as distinções.

O Prémio CICAE, atribuído por salas de exibição internacionais, foi entregue a “Alguém que Amas”, de Pernille Fischer Christensen.

Já António Costa foi o galardoado com o Prémio Mário Ventura, entregue ao melhor argumento de uma curta-metragem, neste caso “O Meu Avô”. “Sentimo-nos motivados em fazer mais filmes como este quando recebemos prémios como o do Festroia. Em tempos difíceis como os que vivemos, é bom que existam festivais como este que insistem, insistem e insistem e remam contra as adversidades”, sublinhou o realizador português.

Na secção “O Homem e a Natureza” o vencedor foi o filme suíço “O Círculo”, de Stephan Haupt, enquanto em “Primeiras Obras” a obra distinguida coube ao norueguês “Antes que Neve”, de Hisman Zaman.

Ao longo do 30.º Festroia a cinematografia da Alemanha, país homenageado no festival, esteve em destaque, sendo distinguida com o Golfinho de Cristal, enquanto o produtor português Paulo Branco recebeu o Golfinho de Carreira pelos 40 anos dedicados ao Cinema.

“Não sei o que dizer. Um produtor normalmente não fala. Age”, afirmou Paulo Branco em cerimónia realizada no dia 13, acrescentando que “festivais como o Festroia devem ser aplaudidos, pois fazem com que o cinema continue a ser visto, ouvido e falado”.

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