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recriação 02 de Abril de 2018
Forte regressa ao passado

O Forte de S. Filipe viajou no tempo para voltar a receber, entre 30 de março e 1 de abril, artesãos e cutileiros, espadachins e jograis, freis e damas, numa encenação de um mercado quinhentista que decorreu ao longo de três dias.

Enquanto muitos dos visitantes aproveitaram as muralhas do forte para apreciar as diferentes vistas que proporciona sobre a cidade, a baía e a serra, a maior parte da ação da edição de 2018 do Mercado Quinhentista decorreu à entrada da fortificação, ao abrigo do vento e em respeito pelos preceitos da sociedade da época.

O certame, organizado pela Alius Vetus – Associação Cultural História e Património, em parceria com a Câmara Municipal de Setúbal, constituiu uma oportunidade para os visitantes terem uma perspetiva de como se vivia no período em que o Forte de S. Filipe foi construído, no século XVI, por ordem do rei D. Filipe I.

Ao mesmo tempo que o mercado temático fez o forte recuar no tempo, este foi invadido por milhares de visitantes, muitos deles de reinos bem diferentes, caso de Gonzalo Nuñez, de San Fernando, Espanha.

O jovem, na companhia de um grupo de colegas de Espanha, Bélgica e Holanda, que, como ele, estão a fazer Erasmus em Lisboa, quis “aproveitar o fim de semana prolongado para conhecer Setúbal”.

O passeio já pecava por tardio, dado que “vários colegas andavam a desafiar há muito tempo para conhecer a cidade, pois toda a gente dizia que é um sítio encantador”.

Cumprido o passeio, Gonzalo revelou estar muito bem impressionado, ainda por cima com eventos como o Mercado Quinhentista, que “acrescentam um certo ‘salero’ à belíssima cidade” de Setúbal.

O Mercado Quinhentista foi isso mesmo, uma feira com muita comida e bebida com sabores que remetem o imaginário para tempo idos.

Além da gastronomia, os sentidos foram atraídos por exposições e exibições de armaria e equipamentos militares e até mostras de ferramentas e técnicas de tortura, de répteis e, ainda, de aves de falcoaria.

Animações de rua surpreenderam os mais pequenos e mesmo os mais grandes com videntes, bruxas e bruxos, saltimbancos e domesticadores de serpentes.

Pelo palco, instalado mesmo ao lado da armaria e da zona de jogos tradicionais, passaram vários grupos de artes e músicas tradicionais, nomeadamente Agape, Companhia Al-Nawar, Gaiteiros da Bardoada, Grupo de Danças Antigas de Alhos Vedros e Voz de Ville.

Uma das atividades que também captaram a atenção do público foi o atelier de escrita, onde se aprendeu a escrever com uma caneta verdadeira, ou seja, de cana, com tinta genuína, ou seja, à base de noz.

O desafio proposto aos visitantes foi a aprendizagem da Gótica Rotunda Manuelina, fonte que preencheu a maioria dos documentos oficiais dos cartórios da época quinhentista.

“Foi muito giro. Adorei. Não troco aquela cana pelo meu telemóvel, mas gostei muito de saber como se escrevia antigamente”, resumiu Mariana, 14 anos, uma das mais recentes escribas quinhentistas formada este fim de semana.

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