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obras 17 de Julho de 2012
Fórum com vista para o futuro

O Fórum Municipal Luísa Todi, com renovadas condições para a realização de espetáculos variados, entra na fase final de acabamentos e experiências técnicas em meados de agosto, abrindo portas a 15 de setembro, Dia da Cidade.

“A renovação do Fórum Municipal Luísa Todi representa uma vitória de toda a população”, afirmou a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, dia 17, numa visita às obras de ampliação e modernização do equipamento.

O conjunto de intervenções executadas, do reforço estrutural do edifício à reformulação e criação de novas áreas, dota o Fórum Luísa Todi das mais modernas condições de conforto para os espetadores e para a realização de uma maior variedade de iniciativas culturais.

“O maior equipamento cultural de Setúbal abre brevemente. Os trabalhos da obra estão bastante avançados e prevemos que as cadeiras da plateia e balcão [uma das últimas ações a executar no âmbito do projeto] entrem na primeira quinzena de agosto”, reforçou Maria das Dores Meira. “Depois temos cerca de um mês para testes do equipamento.”

Elementos da arquitetura original do edifício estão em harmonia com soluções de construção modernas, respeitando as exigências legais para a realização de espetáculos culturais.

A entrada, agora no alçado poente, local onde também fica instalada a bilheteira, tem acesso direto à sala de espetáculos, totalmente remodelada e forrada a madeira para um melhor aproveitamento acústico. A plateia, com inclinação de piso mais acentuada, fica dotada de acessos a pessoas com mobilidade reduzida.

A sala principal dispõe de 645 lugares, 409 distribuídos na plateia e 236 no balcão.

Uma nova régie e quatro cabinas de tradução, para apoio à realização de eventos internacionais, fazem também parte da sala renovada, com o teto original restaurado e dotada de sistema de climatização.

Já o palco cresceu quase dez metros em profundidade, ficando com 20,5 metros de largura, 16,8 de profundidade total e 14 de altura. Na frente, um fosso de orquestra com capacidade para 55 músicos permite a realização de géneros de espetáculos que antes das obras não era possível. Uma área de chão amovível dá acesso a um subpalco, para outro tipo de soluções cénicas. Nas traseiras do palco, a porta de cargas e descargas foi também ampliada.

Com o alargamento da área de palco foi possível reformular a zona de camarins e salas administrativas, distribuídas ao longo de quatro pisos, e criar, no último andar, uma sala polivalente para espetáculos de menor dimensão.

Esta nova área, com uma grande janela virada a sul, que permite aproveitar a magnífica vista sobre o estuário do Sado e a península de Troia, e uma varanda a poente, para a Arrábida, tem uma lotação de 60 lugares na configuração de café-concerto e 132 em plateia.

A sala polivalente, a que se pode aceder por um elevador interno, inclui um pequeno espaço café-pastelaria, proporcionando uma utilização diária pela população com o objetivo de aproximar as pessoas deste equipamento cultural.

Uma exposição alusiva a todos os sítios onde a diva setubalense Luísa Todi atuou forra as paredes do foyer, espaço com uma área de cafetaria renovada, na localização antiga. Já as placas comemorativas do Festroia são reorganizadas cronologicamente e colocadas nas paredes dos acessos à plateia e ao balcão.

Casas de banho adaptadas a pessoas com deficiência foram igualmente criadas, assim como uma pequena zona com artigos para venda ao público, anexa à zona interior da bilheteira do equipamento, e um espaço playground, com atividades lúdicas e educativas para crianças durante os espetáculos.

“Apesar de esta ser uma obra de renovação, este era um edifício com enormes debilidades a vários níveis, pelo que foi necessária uma complexa intervenção de reforço estrutural e antissísmico de todo o imóvel”, explicou Paulo Ramos, um dos arquitetos responsáveis pelo projeto de modernização.

As inovações introduzidas no edifício do Fórum Municipal Luísa Todi não se cingem ao interior. A fachada norte, a principal do imóvel, onde estava localizada a entrada, está agora totalmente forrada a pedra, com vitrinas de exposição novas. Por cima, numa zona confinada numa estrutura metálica discreta, fica localizada a principal zona técnica do imóvel.

No alçado poente, além da bilheteira e da entrada principal, um elevador panorâmico permite o acesso a todos os pisos da sala de espetáculos. Nesta área, existirá um arranjo urbanístico que faz lembrar um pequeno anfiteatro com um espelho de água com a função de sala de espera.

Já no lado nascente foram criadas duas escadas exteriores independentes para saída de emergência da sala polivalente e acesso a zonas técnicas.

O contorno luminoso da volumetria do exterior do edifício, anteriormente a néon, solução arquitetónica muito utilizada neste tipo de equipamentos nas décadas de 50/60 e uma das imagens de marca do Fórum Municipal Luísa Todi, é mantido, agora com recurso a tecnologia LED.

“A obra de modernização vai buscar muitos elementos às raízes de construção do edifício, em 1960. É um misto de passado e presente para projetar uma cultura de futuro”, sublinhou Maria das Dores Meira.

A autarca aproveitou para afirmar que, com as obras de modernização, “as condições de utilização do Fórum Municipal Luísa Todi deixam de ser uma desculpa para que o Estado não subsidie os eventos culturais” a realizar, tecendo elogios ao novo diretor da sala de espetáculos, João Pereira Bastos: “É uma excelente escolha.”

O projeto “Ampliação e Modernização do Fórum Municipal Luísa Todi”, do Programa ReSet – Regeneração Urbana do Centro Histórico de Setúbal, representa um investimento global de 4 milhões, 279 mil e 461,71 euros, montante comparticipado com uma taxa de 65 por cento por fundos comunitários canalizados através do PORLisboa – Programa Operacional Regional de Lisboa, no âmbito do QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional.

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