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património 19 de Janeiro de 2015
Fotografias raras mostram Setúbal

Doze fotografias que testemunham Setúbal no século XIX, por volta de 1860, da autoria de Anthero Seabra, foram classificadas como Bem de Interesse Nacional.

A igreja de Nossa Senhora da Saúde vista do Largo dos Combatentes, as igrejas de S. Julião e Santa Maria, os Paços do Concelho, a Praça de Palhais e o antigo Liceu Municipal, o Gasómetro, o Mosteiro e Cerca de Brancanes, as ruínas do Convento de S. Francisco e quatro vistas panorâmicas da cidade são as fotografias que compõem o “Álbum Setubalense”.

Segundo Carla Barros do Centro Português de Fotografia, a raridade e qualidade das fotografias, a importância do autor e a utilização da albumina como processo fotográfico foram fatores determinantes para a classificação das películas de Anthero Seabra como Bem de Interesse Nacional.

“A albumina é um processo fotográfico utilizado com clara de ovo, sal e nitrato de prata. Estes componentes tornam o papel mais sensível ao registo de imagens, através do contacto entre o negativo e o papel”, refere a técnica, adiantando que “este tipo de suporte fotográfico é considerado raro e antigo”.

O “Álbum Setubalense” foi encontrado há vinte anos por Bruno Silva, na altura trabalhador da construção civil, no sótão de um edifício, em Lisboa, que ia ser sujeito a obras de restauro.

Presume-se, pela assinatura no interior do álbum, que tenha pertencido ao general Henrique José das Neves. Publicista e intelectual, o militar do Exército Português destacou-se ainda como editor e articulista em vários periódicos açorianos.

Anthero Frederico Ferreira de Seabra da Mota e Silva, nascido em S. Martinho, Pombal, a 22 de setembro de 1821, apaixonou-se pela fotografia no final dos anos 50, altura da sua passagem pela Academia de Belas-Artes do Porto.

Participou em diversas exposições, nomeadamente na Exposição Industrial do Porto, em 1861, e na Exposição Agrícola de Braga, em 1863. Entre 1857 e 1868 colaborou com o jornal “Archivo Pittoresco”.

Antero Seabra, falecido em Lisboa a 14 de fevereiro de 1883, com 62 anos, fotografou Setúbal, Lisboa, Coimbra, Porto, Braga, Guimarães e Viana do Castelo para registo da topografia das cidades.

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