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exposição 21 de Novembro de 2014
Glória vitoriana em imagens e taças

Momentos do Vitória do Futebol Clube são partilhados numa exposição, inaugurada no dia 20, na Casa Bocage, que desvenda memórias da cidade e do clube sadino num cruzamento de fotografias e troféus.

“Para falar de Setúbal e da história contemporânea temos de falar de duas referências da cidade. Uma faz história e a outra ajudou a fixá-la”, afirmou a presidente da Câmara Municipal, Maria das Dores Meira, na inauguração da mostra “Para além da Glória – entre a Troféu e a Imagem”.

A primeira referência, salientou a autarca, “pela importância e dimensão, pelo número de pessoas que movimenta e pelas paixões que desperta, é o Vitória, nascido no fim da primeira década do século XX para se fazer ícone setubalense e de todos os que chamam a Setúbal a sua terra”.

A outra é Américo Ribeiro, “fotógrafo que dedicou a maior parte da vida a retratar a cidade onde nasceu, ou melhor, a fazer a crónica da cidade que se ia transformando à medida que se renovava. Foi um dos primeiros historiadores modernos com a sistematização da recolha fotográfica”, vincou.

Maria das Dores Meira considerou, na abertura da exposição organizada pela Câmara Municipal de Setúbal e o Vitória, no dia em que o clube sadino assinalou o 104.º aniversário, que estes são “dois nomes com papéis diferenciados mas fundamentais para a construção e compreensão da cidade”,

A mostra intimista inclui mais de duas dezenas de imagens do Arquivo Fotográfico Municipal Américo Ribeiro que retratam momentos entre os anos 40 e 70 da história centenária do Vitória Futebol Clube, as quais estão associadas a um conjunto de troféus do espólio do clube sadino.

Entre as imagens do fotógrafo setubalense, descritas pelo Centro de Memórias, projeto municipal que inclui a recolha de depoimentos de voluntários, constam a abertura do pote mealheiro pró-estádio do Bonfim, de 1953, e a inauguração do recinto desportivo, em 1962.

“O que aqui se revela é a importância da enorme massa de setubalenses que fazia o Vitória de Setúbal, que o apoiava e que por ele gritava de alegria ou de tristeza”, afirmou a autarca, ao apontar para uma das imagens que retrata uma manifestação popular na Praça de Bocage contra uma decisão que fez a equipa de futebol do Vitória descer de divisão.

Maria das Dores Meira frisou que “ler as fotos de Américo Ribeiro e acrescentar-lhes o devido contexto será sempre, para qualquer setubalense, um prazer”, enquanto que “para a cidade será sempre um exercício de memória que abre espaço à reflexão e ao melhor conhecimento da história recente”.

Já o presidente do Vitória Futebol Clube, Fernando Oliveira, afirmou que “é um prazer enorme poder observar as relíquias do grande fotógrafo Américo Ribeiro. O Vitória está orgulhoso por estas preciosas fotos terem o seu cunho e fazerem parte da história e identidade setubalense”.

Na abertura da exposição marcaram ainda presença, entre várias individualidades e históricos da família vitoriana, como Fernando Tomé, o treinador de futebol Domingos Paciência, a par dos capitães de equipa e de alguns jogadores do plantel sadino, como Ney Santos, Dani, Paulo Tavares e François.

A iniciativa, além de dar a conhecer ao público histórias menos conhecidas do Vitória, destaca o trabalho de restauro, estudo e inventariação do património museológico do clube que está a ser conduzido desde o início deste ano por uma equipa de voluntários e técnicos municipais.

“A recuperação da memória do Vitória, que se confunde com a própria cidade, é uma obra que nos enche de orgulho e um trabalho que não tem preço”, reforçou a presidente da Autarquia ao abordar a iniciativa que visa salvaguardar o património e revitalizar a Sala de Troféus Josué Monteiro, instalada no Estádio do Bonfim.

A ideia de recuperar o espólio do clube sadino surgiu em 2010. “Detetou-se a necessidade de tratamento e restauro quando estávamos a trabalhar na exposição sobre o centenário do Vitória”, explicou Maria Miguel Cardoso, antropóloga na Câmara Municipal de Setúbal.

A técnica municipal adiantou que “este é um processo longo e trabalhoso”, até porque, entre o património do clube encontram-se mais de 5 mil troféus. “Até agora conseguimos restaurar perto de seis centenas de taças”, referiu.

Além da recuperação patrimonial, a meta é a criação de uma base de dados, com o inventário completo de todos os troféus e documentos, com imagens e descrições sobre a história associada às taças, mas também com informações sobre as intervenções de restauro realizadas.

Para explicar este processo, foi exibido um documento audiovisual sobre a metodologia de recuperação, tratamento e estudo do vasto património vitoriano. Na exposição foi também apresentada uma taça, já desinfestada, mas ainda sem o tratamento de recuperação.

“Esta é, sem dúvida, uma das mais belas homenagens que poderíamos fazer ao Vitória de Setúbal e a todos que, ao longo de mais de um século, fizeram deste clube uma das mais importantes instituições desportivas do País”, salientou Maria das Dores Meira.

A exposição “Para além da Glória – entre o Troféu e a Imagem”, patente até 14 de fevereiro na Casa Bocage, equipamento municipal localizado na Rua Edmond Bartissol, pode ser vista de terça a sexta-feira das 09h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30 e aos sábados das 14h00 às 18h00.

Jantar de aniversário

Depois da inauguração da mostra, a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, participou no jantar de aniversário do Vitória, realizado no Pavilhão Antoine Velge, no qual destacou a importância do maior e mais importante clube do concelho.

“A celebração é a melhor demonstração da vitalidade daquele que é o maior e mais importante clube do concelho”, sublinhou a autarca, que considera o Vitória “central na promoção do desporto, do associativismo e decisivo na representação de Setúbal para lá dos estritos limites das suas fronteiras”.

Na intervenção, Maria das Dores Meira, saudou “todos os atletas que fazem o Vitória nas mais variadas modalidades, do futebol à ginástica, modalidade em que o clube se tem destacado nestes últimos dias com a presença dos seus atletas no Campeonato do Mundo por Idades de Trampolim e Tumbling”.

Para corrigir uma “ideia desfocada e injusta” de que a Câmara Municipal não apoia o clube, a autarca afirmou que, “ano após ano, de que, ao longo dos tempos podem ser encontrados múltiplos exemplos da cooperação entre a câmara e o clube, nos quais podemos confirmar a permanente disponibilidade da edilidade para cooperar com o Vitória”.

Maria das Dores Meira reforçou a continuidade de cooperação com o clube, agora com o “apoio à reabilitação de vários espaços do Estádio do Bonfim”, em ações que “contribuem, decisivamente, para uma maior qualidade e conforto da grande casa” do Vitória Futebol Clube.

“Falo de apoios indiretos, em projetos e outras matérias, que, feitas as contas, totalizam verbas de dezenas de milhares de euros que não podem, de forma alguma, ser desvalorizadas”, vincou a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, ao enaltecer a importância de mais esta parceria.

“Este é mais um exemplo da cooperação estreita estabelecida entre o clube e a autarquia, cooperação que encaramos como enorme oportunidade para, neste caso concreto, oferecer ao clube, aos seus atletas e à cidade mais e melhores condições para a prática desportiva”, sublinhou.

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