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artes 01 de Junho de 2015
Ilustração nacional em vários espaços

A Festa da Ilustração de Setúbal, a decorrer até ao final de junho, abriu na madrugada de dia 1, na Casa da Cultura, com a inauguração da exposição “Ver ao Longe”, de André Carrilho, com a presença do ilustrador português.

“Deixemos os desenhos falarem mais, que eles são capazes de dizer muito mais do que nós alguma vez seremos”, afirmou a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, na sessão de abertura do evento, organizado numa parceria com o atelier DDLX, com o lema “É preciso fazer um desenho?”.

Este festival de artes, em edição experimental, homenageia os ilustradores, “os políticos do lápis e do pincel”, como se lhes referiu a autarca, “cultores da liberdade que tanto nos fazem pensar a rir e a chorar”.

Teófilo Duarte, do atelier DDLX, destacou o contributo da programação da Festa da Ilustração para uma maior e melhor oferta cultural da cidade.

“A ilustração dá cartas no mundo inteiro e não é uma coisa pacífica. Não foi por acaso que aconteceu o atentado ao Charlie Hebdo”, realçou, concluindo que “a festa tem pernas longas para andar”, uma vez que a ilustração “é um mundo por explorar”.

Aos primeiros minutos de 1 de junho, após a sessão de abertura do evento, que transforma Setúbal na capital portuguesa da ilustração, na qual marcaram presença cerca de uma centena de pessoas, André Carrilho estreou a exposição retrospetiva “Ver ao Longe”.

Os desenhos e cartoons percorrem, com humor, temas nacionais e internacionais dos últimos anos, como a dívida e a crise, a “loucura pela tecnologia”, a liberdade de expressão e o terrorismo, publicados em títulos da imprensa como o Público, The New Yorker e New York Magazine.

“Sempre que se tem a oportunidade de ser engraçado, é muito difícil resistir”, confessou André Carrilho, um dos ilustradores portugueses com maior dimensão internacional na atualidade.

Entre as personalidades caricaturadas, é possível encontrar a pintora mexicana Frida Kahlo, os atores Hugh Laurie (Dr. House) e George Clooney e o cineasta Woody Allen. Um mural com os 25 nomeados aos Óscares de 2015, que esteve em destaque na festa dos Óscares da revista Vanity Fair, é outro dos desenhos.

A exposição de André Carrilho, patente, como as restantes do certame, até 28 de junho, pode ser vista na Galeria de Exposições da Casa da Cultura de terça a quinta-feira das 10h00 às 00h00, às sextas e sábados das 10h00 às 01h00 e aos domingos das 10h00 às 20h00. A entrada é livre.

Está assim dado o arranque do novo evento, com João Paulo Cotrim como curador, que inclui exposições, encontros com ilustradores e outras atividades associadas, como pequenos concertos.

Trabalhos, alguns deles nunca antes expostos, de Lima de Freitas, na Galeria Municipal do 11, e obras, também de difícil acesso, de Maria Keil, na Galeria Municipal do Banco de Portugal, são outros dos pontos fortes que pontuam o certame, o qual inclui, no dia 18, às 21h30, na Casa Bocage, a inauguração de uma mostra de desenhos de Manuel João Vieira, intitulada “Bocage Porno”.

No mesmo dia, às 18h30, há a apresentação de um livro de Carlos Rodrigues (Manel Bola), ilustrado por Gonçalo Duarte, na Barbearia da Baixa.

“Cartoons da Revolução”, de João Abel Manta, em local a definir, ilustra a revolução do 25 de Abril de 1974 e o conceito de Liberdade.

O foyer do Fórum Municipal Luísa Todi apresenta a exposição “Shakesperiana”, com cartoons de João Abel Manta.

O evento promete um envolvimento social fora do comum, através da mostra de trabalhos de várias escolas de artes do país, de terça a sábado, das 11h00 às 13h00 e das 15h00 às 18h00, no Instituto Politécnico de Setúbal. No local marcam presença o Centro de Artes e Educação Visual (AR.CO), a Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e o Instituto de Arte, Design e Empresa (IADE), entre outras escolas superiores de artes, como a de Matosinhos e o Instituto Politécnico do Cávado e do Ave.

As cinco escolas secundárias do concelho de Setúbal também participam ativamente na Festa da Ilustração, com uma mostra de trabalhos, das 09h00 às 20h00, nos claustros da Casa da Baía.

As iniciativas decorrem em vários locais, tanto públicos como privados de todo o concelho, com especial incidência na Baixa da cidade, abrangendo galerias e museus municipais, galerias de arte, bares e lojas, mas também espaços como os largos da Misericórdia, da Fonte Nova e da Ribeira Velha.

Na exposição “Arte e Ciência”, patente na Casa d’Avenida, a pintora Beatriz Manteigas faz uma demonstração de que como se ilustra a ciência.

No mesmo espaço, é possível encontrar a Feira do Livro Ilustrado, organizado pela livraria Culsete e pela galeria Abysmo, a funcionar todos os dias das 10h00 às 13h00 e das 15h00 às 19h00.

O Museu Sebastião da Gama, em Azeitão, expõe ilustrações de André Letria, do livro “Mar”, da autoria de Ricardo Henriques. Na obra, os dois autores explicam quem foi Darwin e o que foram os Descobrimentos, tudo com ilustrações em tons de azul e preto e com sugestões de atividades, como por exemplo, fazer um barco de papel, um periscópio ou um chapéu de pirata.

No calendário da Festa da Ilustração, está marcado para dia 6, às 22h00, na Capricho Setubalense, um concerto com os grupos Equations e Kilimanjaro. No dia 13, o Bar Arca d’Água recebe “Jibóia” e, no dia 20, João Maia Pinto atua no Taifa Bar.

A Festa da Ilustração inclui ainda no dia 27, às 21h30, um concerto de Manuel João Vieira, de entrada livre, no Museu do Trabalho Michel Giacometti.

Para assinalar o início da Festa da Ilustração, a edição de 2 de junho do Diário de Notícias é ilustrada por artistas com presença no certame setubalense.

No final do evento, a presidente da Câmara Municipal de Setúbal lançou a pergunta desafiante: “A festa está aberta ou querem que vos faça um desenho?”

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