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arqueologia 29 de Agosto de 2017
Jornadas debatem história local

A partilha de conhecimentos sobre arqueologia urbana e história local, temas para os quais Almeida Carvalho deu um contributo determinante, é objetivo de um encontro a decorrer, nos dias 8 e 9, na Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal.

As Jornadas de Arqueologia Urbana e História Local integram as comemorações do bicentenário do nascimento de João Carlos d’Almeida Carvalho, organizadas pela Câmara Municipal de Setúbal com parcerias, para homenagear a personalidade que, entre outros aspetos, se destacou pela investigação da história da região.

O encontro está focado na união entre a arqueologia urbana e a história local, na esteira do pensamento do homenageado, que procedeu a uma intensa recolha, classificação e estudo de um vasto acervo historiográfico e fundou a Sociedade Archeologica Lusitana, em 1849.

O evento, com sessão de abertura marcada para dia 8, as 10h00, com a presença de responsáveis da Associação de Municípios da Região de Setúbal e da Câmara Municipal, reúne investigadores e especialistas, nomeadamente Joaquina Soares, Carlos Tavares da Silva, Albérico Afonso Costa, Carlos Mouro, Maria João Cândido, Ernesto Castro Leal, Maria João Pereira Coutinho, Isabel Macedo, Alberto Pereira, Horácio Pena e Fátima de Medeiros.

Passados duzentos anos sobre o nascimento, a vida e obra de Almeida Carvalho continuam a ser referências fundamentais para a cidade e a região de Setúbal, pelo que a primeira manhã das jornadas é dedicada à apresentação de comunicações sobre os contributos que deixou sobre estes temas, tendo em conta a visão vanguardista que o levou a estudar o passado, recorrendo quer à arqueologia, quer à historiografia.

À tarde, entre outros temas, Carlos Tavares da Silva e Joaquina Soares apresentam um esboço paleogeográfico da Baixa de Setúbal, Pedro Miguel Lage Fernandes fala sobre as antigas quintas do concelho e Carlos Mouro apresenta notas sobre a indústria de curtumes local nos séculos XVIII e XIX.

No primeiro dia, destaque ainda para a cerimónia de descerramento de uma placa comemorativa do bicentenário do nascimento de Almeida Carvalho, previsto para as 16h00, na casa onde o homenageado nasceu, viveu e morreu, na Avenida Luísa Todi, em frente do antigo Quartel do 11, atual Escola de Hotelaria e Turismo e Setúbal, onde decorrem as jornadas.

O encontro prossegue no dia 9 com outros contributos sobre a arqueologia e história local, como uma comunicação, às 09h50, sobre vestígios da muralha medieval, no Passeio da Praia, em Setúbal, por Joaquina Soares, Teresa Rita Pereira, Susana Duarte e Carlos Mouro.

De seguida, Maria João Cândido, arqueóloga da Câmara Municipal de Setúbal, fala sobre o Convento de Jesus e a sua cerca, e, às 10h30, o contexto da Avenida Luísa Todi aquando do sismo de 1755 está em análise numa comunicação de Joaquina Soares, Carlos Tavares da Silva e Susana Duarte.

O feriado municipal e a memória coletiva setubalense, os resultados de uma intervenção arqueológica na Rua Arronches Junqueiro, uma análise sobre as indústrias de conservas de peixe em Setúbal durante a Grande Guerra e a crise industrial local são outros temas em destaque.

As jornadas de Arqueologia Urbana e História Local são promovidas pela parceria que organiza o programa do bicentenário de Almeida Carvalho, composta por Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal, Associação de Municípios da Região de Setúbal, Câmara Municipal de Setúbal, Arquivo Distrital de Setúbal, Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão e Universidade Sénior de Setúbal.

O programa completo das jornadas pode ser consultado aqui.

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