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literatura 25 de Julho de 2017
Livro recorda memórias de guerra

O livro “Os Combatentes do Concelho de Setúbal na Grande Guerra em França 1917/18”, da autoria de Marquês de Sousa e de Diogo Ferreira, foi apresentado no dia 25, na Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal.

A obra, editada pelo Núcleo de Setúbal da Liga dos Combatentes, aborda a participação dos setubalenses e azeitonenses na I Guerra Mundial, num total de 210 homens que partiram há cem anos, a 25 de julho de 1917, do antigo Regimento de Infantaria n.º 11, em Setúbal, para combater na frente europeia em França.

“Trata-se de uma valiosa investigação que nos permite preservar a memória e evocar coletivamente a vida destes jovens combatentes na I Guerra Mundial, nomeadamente na mais difícil das batalhas, em França”, disse o vereador Carlos Rabaçal na sessão de apresentação do livro.

Para o autarca, esta obra é mais do que um registo dos dados biográficos dos combatentes, pois “em algumas das suas páginas é uma reportagem viva, contada ao minuto, sobre o que se passou naqueles tempos, sobre o sofrimento de quem combatia na guerra e das famílias”.

Para escreverem “Os Combatentes do Concelho de Setúbal na Grande Guerra em França 1917/18”, o Tenente-Coronel Marquês de Sousa e o investigador de História Contemporânea Diogo Ferreira fizeram um levantamento completo dos registos existentes no Arquivo Histórico Militar, no Arquivo Histórico da Liga dos Combatentes e no Arquivo Geral do Exército.

“Consultámos 210 boletins no Arquivo Histórico Militar que continham diversas informações, nomeadamente se os combatentes tinham sido prisioneiros de guerra, se tinham punições militares, as diligências que efetuaram, se foram feridos em combate, os louvores que receberam, entre outras”, recorda Diogo Ferreira.

Os dados sobre estes setubalenses que rumaram para França em 1917 foram complementados com registos biográficos, como data de nascimento e de morte, recolhidos no Arquivo da Liga dos Combatentes e nas folhas de matrícula existentes no Arquivo Geral do Exército.

“Estas três fontes foram fundamentais para nos ajudarem a homenagear e recuperar a memória destes setubalenses e azeitonenses que se encontrava perdida”, considera o investigador.

Já Marquês de Sousa espera que esta obra seja “um instrumento útil” para a sociedade “conhecer bem o passado e, assim, preparar-se no presente para o futuro”.

Além das informações recolhidas nos arquivos, a obra contém imagens cedidas por familiares de alguns combatentes.

É o caso do Alferes Pinto Vidigal, o único setubalense falecido na célebre batalha de La Lys, França, do qual foi possível publicar fotografias e um postal que enviou de França para a família em Setúbal.

A apresentação do livro “Os Combatentes do Concelho de Setúbal na Grande Guerra em França 1917/18” enquadra-se nas comemorações do centenário da Grande Guerra, com diversas iniciativas promovidas em todo o país pela Liga dos Combatentes.

Para o presidente da instituição, General Chito Rodrigues, esta sessão foi “mais um ato normal de evocação dos que caíram em combate e dá seguimento ao trabalho que a Liga desenvolve em todo o país para manter em permanência a memória da Grande Guerra”.

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