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inclusão 28 de Novembro de 2011
Mergulho ajuda na deficiência

Cerca de duas dezenas de jovens portadores de deficiências mostraram, no dia 26, que não há barreiras no mergulho, atividade que, além de sensações únicas, proporciona benefícios ao nível da saúde e do bem-estar.

Os jovens debutantes no mergulho, com a alegria espelhada nos rostos, mostraram-se ansiosos pela vez para entrar na piscina da LATI – Liga dos Amigos da Terceira Idade para realizar o tão desejado batismo.

A iniciativa, dinamizada pela Disable Divers International (DDI) Portugal, com o apoio da Câmara Municipal de Setúbal e da LATI, que pretendeu demonstrar os benefícios do mergulho para cidadãos portadores de deficiência, foi o concretizar de um sonho para os jovens participantes.

À entrada para a água, as instruções básicas de manuseamento do material de mergulho eram transmitidas aos jovens, cujas atenções se dispersavam para máscaras, respiradores e botijas. Foi todo um novo mundo em descoberta.

A atividade, com cerca de 30 minutos por participante, incluiu explicações básicas de mergulho e a realização de alguns exercícios de adaptação ao meio aquático, nomeadamente de respiração e deslocação.

“Já pedi para poder fazer parte da equipa deles”, indicou Angelo Pais, utente da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Setúbal. “Foi estranho ao início, mas gostei muito”, revelou o jovem, também praticante de natação.

O vice-presidente da DDI, Flemming Thyge, também ele instrutor, salientou que o trabalho desenvolvido com estes jovens, no âmbito do programa “Mergulhadores Especiais”, “é muito gratificante”, sobretudo porque esta é uma atividade “que apresenta muitas vantagens para o desenvolvimento e reabilitação” de pessoas portadoras de deficiências.

Flemming Thyge revelou que este programa, implementado em mais de duas dezenas de países, tem demonstrado “resultados práticos”, sobretudo ao nível “da melhoria da saúde e bem-estar, mas também da própria vertente de socialização das pessoas”.

As experiências de mergulho geraram um entusiasmo geral entre os jovens, numa tarde que foi também de convívio e de partilha de conhecimentos, como frisou o vereador da Câmara Municipal de Setúbal Carlos Rabaçal.

O mergulho parece estar a demonstrar ser uma atividade muito importante do ponto de vista terapêutico para os jovens portadores de deficiência e também ao nível da socialização e da atividade física”, sublinhou, indicando que esta atividade “vem convergir com o trabalho sistemático e regular que a Câmara Municipal desenvolve em sintonia com as associações e instituições do Concelho”.

As “III Jornadas de Mergulho Sem Barreiras”, realizadas no âmbito do projeto “Mergulhadores Especiais”, incluíram ainda um workshop e várias sessões de cursos de formação de instrutores para o trabalho específico com estes jovens. 

“A formação de instrutores vai permitir desenvolver uma ação continuada junto da população portadora de deficiências uma vez que no Concelho existe um conjunto de equipamentos onde se podem desenvolver este tipo de atividades”, adiantou Carlos Rabaçal.

No mesmo dia da atividade de batismo de mergulho, realizou-se, à noite, o workshop “Turismo e Desporto pela Reabilitação e Inclusão”, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, que contou com a participação de Carlos Rabaçal.

Na intervenção, Carlos Rabaçal destacou o incremento das acessibilidades ao nível da mobilidade urbana, nomeadamente através da eliminação de barreiras arquitetónicas para a construção de um território para todos, e vincou que a prática desportiva é, cada vez mais, uma forma de inclusão e partilha, e, em particular no caso do mergulho, como forma terapêutica e de reabilitação.

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