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mar 26 de Setembro de 2014
Navios mostram história naval

A história naval portuguesa, da formação e treino de mar a expedições científicas, é contada a vivo e a cores em visitas aos navios Sagres, Creoula e Vera Cruz, acostados em Setúbal no âmbito de comemorações do Dia Mundial do Mar.

O navio-escola Sagres foi o primeiro a chegar, ontem à tarde. A aproximação à margem para acostar no porto de Setúbal, na zona dos armazéns da lota, despertou a curiosidade da população, que acorreu ao local para apreciar uma das mais emblemáticas embarcações de Portugal.

Pouco depois, juntaram-se o navio de treino de mar Creoula, igualmente da Marinha, e a caravela Vera Cruz, da associação Aporvela. Durante a estadia, promovida pela Associação dos Portos de Setúbal e Sesimbra, Câmara Municipal de Setúbal e Aporvela – Associação Portuguesa de Treino de Vela, os três navios recebem visitas até amanhã.

Momentos de descoberta da história naval portuguesa e de contacto com as missões mais recentes dos navios são proporcionados a escolas e ao público em geral hoje, das 10h00 às 18h00, às três embarcações, e amanhã, das 10h00 às 12h30, à Sagres, e das 10h00 às 20h00, à Vera Cruz.

O navio da República Portuguesa Sagres foi construído em 1937 nos estaleiros Blohm & Voss, em Hamburgo, Alemanha. Além da missão, desde 1962, relacionada com a instrução dos cadetes, o navio-escola é utilizado regularmente na representação da Marinha e do País, funcionando como embaixada itinerante de Portugal.

“Este é um navio que é de todos. Está aberto à população e a presença em Setúbal vem enriquecer este período de celebrações”, sublinhou, ontem à tarde, o comandante do NRP Sagres, capitão-de-fragata Paulo Alcobia Portugal, na cerimónia de receção aos representantes das entidades organizadoras da iniciativa.

Paulo Alcobia Portugal destacou que a proximidade do porto de Setúbal à malha urbana da cidade é uma mais-valia, na medida que permite um contacto próximo das populações com o rio. E a Sagres também dá uma ajuda. “É uma referência que chama as pessoas até à frente ribeirinha.”

O vice-presidente da Câmara Municipal de Setúbal, André Martins, acompanhado do capitão de Porto de Setúbal, Luís Jimenez, destacou que esta é uma “oportunidade fantástica para a população setubalense conhecer os navios”.

O autarca frisou igualmente a pertinência da presença dos três navios em Setúbal, em particular numa altura em que o Município “está a trabalhar questões relacionadas com a otimização de recursos marítimos e o aproveitamento de oportunidades” para o enriquecimento deste setor.

Muitas dessas questões estão a ser abordadas no I Seminário Internacional Cidades Portuárias e a Relação Porto-Cidade “A Náutica de Recreio e o Turismo Náutico”, a decorrer ao longo do dia de hoje, no Fórum Municipal Luísa Todi, com a participação de um conjunto de especialistas nestas matérias.

O Creoula é outro dos protagonistas da história naval portuguesa a descobrir em Setúbal. A embarcação, construída em 1937, no tempo recorde de 62 dais úteis, está vocacionada para missões de cariz científico e proporciona a jovens estudantes o contacto com o mar,

“É uma grande honra estar em Setúbal”, afirmou o comandante do navio de treino de mar Creoula, capitão-de-fragata José Cruz Martins, ao adiantar que o navio, com um grupo de 52 civis a bordo, esteve em missão na zona de Sesimbra, num trabalho no âmbito do projeto M@rbis, com mergulho para recolha de amostras da costa.

Ao Creoula, navio cujo objetivo “é continuar a representar a ligação do povo português ao mar”, enalteceu o comandante José Cruz Martins, junta-se em Setúbal, na segunda-feira, o seu “irmão gémeo”, o Santa Maria Manuela, numa rara ocasião de apreciar os dois navios juntos.

Outro dos destaques no porto de Setúbal é a caravela Vera Cruz, uma réplica dos navios criados e utilizados pelos portugueses nos Descobrimentos, nos séculos XV e XVI, construída em 2000 no âmbito da comemoração dos 500 anos da descoberta do Brasil.

A caravela Vera Cruz, tripulada por sócios da Aporvela, que se voluntariam em viagens de treino de mar e vela, direcionadas sobretudo a jovens, proporciona um contacto muito próximo com a realidade do navio de outros tempos, não só em termos de manobras náuticas, mas também da própria vivência na embarcação.

“É um navio com uma capacidade de manobra fantástica”, afirmou o comandante João Semedo, ao realçar a entusiasmante experiência de navegar na caravela Vera Cruz. “É o puro contacto com a vida no mar, sem apetrechos tecnológicos, à parte do motor a diesel instalado.”

A Vera Cruz participa regularmente em provas náuticas e constitui uma importante fonte de investigação do comportamento e manobra das antigas caravelas. Promove ainda visitas de estudo com escolas em Lisboa e outros portos nacionais.

Além das visitas aos navios Sagres, Creoula e Vera Cruz e do seminário internacional, o programa dinamizado em Setúbal comemorativo do Dia Mundial do Mar inclui a exposição “Portos em Banda Desenhada”, patente na Casa da Baía até 19 de outubro.

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