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encontro 02 de Novembro de 2016
Paralímpicos partilham experiências

Atletas e treinadores presentes nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro partilharam experiências competitivas num debate realizado no dia 31 no âmbito da iniciativa nacional Dia Paralímpico Escolar, que, em Setúbal, conta ainda com uma ação de sensibilização no dia 4.

As atletas Cristina Gonçalves, de boccia, e Simone Fragoso, de natação, o treinador de equitação Hugo Serrenho e António Carneiro, técnico do Comité Paralímpico de Portugal, foram os oradores do debate “O Movimento Paralímpico”, realizado na Escola Secundária D. João II, do calendário de eventos de Setúbal Cidade Europeia do Desporto 2016.

A sessão, organizada pelo CPP – Comité Paralímpico de Portugal e pela Escola Secundária D. João II, com apoio da Câmara Municipal de Setúbal, contou, na sessão de abertura, com as participações do presidente do CPP, Humberto Santos, e do diretor daquele estabelecimento de ensino, Ramiro Sousa.

A falta de investimento nas modalidades paralímpicas portuguesas em comparação com outros países e a fraca visibilidade mediática dos atletas foram alguns dos tópicos abordados pelos intervenientes da sessão de abertura do encontro do Dia Paralímpico Escolar.

Portugal esteve representado nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro 2016, que decorreram entre 7 e 18 de setembro, com 37 atletas, distribuídos por sete modalidades, com estreias no judo e no tiro.

O vereador da autarquia com o pelouro do Desporto, Pedro Pina, presente na sessão de abertura do encontro, fez um agradecimento especial aos atletas.

Num ambiente informal, Cristina Gonçalves, Simone Fragoso, Hugo Serrenho e António Carneiro partilharam experiências, curiosidades e episódios da representação de Portugal nos Jogos Paralímpicos.

Cristina Gonçalves já fez elevar a bandeira nacional em diversos pontos do mundo. Aos 38 anos, a campeã paralímpica em boccia, da Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa, conta com três medalhas de ouro na modalidade.

A atleta de boccia, modalidade do Programa Paralímpico desde os Jogos de Nova Iorque em 1984, conquistou ainda a medalha de prata em equipas BC1/BC2 nos Jogos Paralímpicos de Pequim, em 2008.

Mais recentemente, ganhou a medalha de bronze em equipas BC1/BC2 nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro 2016.

Simone Fragoso também participou nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, e nas edições de Pequim 2008 e Londres 2012. Durante o encontro, a atleta, de 36 anos, falou da experiência vivida nos eventos mundiais.

Em 2006, a nadadora ganhou uma medalha de prata no Campeonato do Mundo na África do Sul e, no ano seguinte, uma de bronze na mesma competição. Em 2008, arrecadou duas medalhas de ouro e uma de prata no Campeonato do Mundo de Nanismo e, em 2009, alcançou prata no Campeonato da Europa de Reykjavik.

Outro dos intervenientes, o treinador de equitação Hugo Serrenho, que começou a montar a cavalo quando tinha 13 anos num centro hípico na zona de Caldas da Rainha, deu conta da participação de Ana Mota Veiga, atleta que se estreou nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro de 2016.

Durante o encontro “O Movimento Paralímpico”, o treinador, cavaleiro federado desde 1992, confessou o sentimento associado à entrada no evento mundial. “Dominou o meu mundo de sonhos.”

O evento contou ainda com a participação de António Carneiro, que participou como chefe da equipa de vela nos Jogos Olímpicos de 1992 e Atlanta de 1996, e como elemento do staff técnico do Comité Paralímpico de Portugal nos Jogos Paralímpicos de Londres, em 2012, e do Rio, em 2016.

O treinador de vela e professor de educação física do ensino básico partilhou aspetos sobre a “preparação de desportistas completos”, associada, também, à “preparação de cidadãos completos”.

A seguir às intervenções, houve um período de perguntas colocadas pelos alunos da D. João II, o que permitiu a Simone Fragoso assegurar que, “apesar das dificuldades”, nunca pensou em desistir, atleta que iniciou o percurso na piscina do ACM do Montalvão e que, mais tarde, ingressou no Clube Naval Setubalense.

Já Cristina Gonçalves revelou que iniciou a prática de boccia a convite da treinadora Rosa Carvalho. “A partir daí, nunca mais parei e nunca pensei em desistir.”

“O Movimento Paralímpico” incluiu um momento musical, a cargo de Os Tamborzinhos, grupo da APPACDM de Setúbal.

Igualmente inserido no programa de Setúbal Cidade Europeia do Desporto e do Dia Paralímpico Escolar, a Escola D. João II recebe no dia 4, entre as 09h30 e as 18h00, alunos do curso profissional “Técnico de Apoio à Gestão Desportiva”, da EB+S Ordem de Sant’Iago, da Bela Vista, para uma ação de experimentação de modalidades paralímpicas em contexto escolar.

O “Dia Paralímpico na Escola – Setúbal” inclui uma exposição fotográfica, uma ação de formação de modalidades paralímpicas em contexto escolar, bem como um colóquio integrado no Dia Paralímpico.

Atletismo, andebol e basquetebol em cadeira de rodas, boccia, voleibol sentado, goalball, ciclismo, ténis de mesa e em cadeira de rodas, tiro, tiro com arco e judo são as 12 modalidades paralímpicas representadas nesta ação.

O Dia Paralímpico Escolar, que percorre várias escolas do país, desenvolvido em Setúbal com a colaboração da Câmara Municipal e da ES D. João II, pretende contribuir para a divulgação do Movimento Paralímpico, alargar a prática desportiva e promover a excelência desportiva e a inclusão social das pessoas com deficiência através do desporto.

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