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bombeiros 02 de Novembro de 2016
Pedaladas solidárias de Chaves a Faro

O comandante dos Sapadores de Setúbal completou no dia 1 a ligação de Chaves a Faro em bicicleta, num percurso com mais de setecentos quilómetros de sensibilização para a necessidade do apoio aos bombeiros durante todo o ano. 

“Foi uma ação simples, com uma mensagem simples. Não queremos mudar o mundo com isto. Queremos alertar para o trabalho que é desenvolvido pelos bombeiros.” É desta forma que o major Paulo Lamego traduz a iniciativa que desenvolveu nos últimos quatro dias.

Apaixonado pelo ciclismo, o comandante da Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal percorreu toda a extensão da Estrada Nacional 2, que atravessa o país na sua totalidade e é a terceira mais longa do mundo, com um total de 738,2 quilómetros.

O bom tempo do fim de semana e o pouco trânsito facilitaram o processo. Para a operação, que começou a 29 de outubro, Paulo Lamego contou com a companhia de outros oito ciclistas e a participação ativa de um total de 38 corporações de bombeiros das localidades por onde o grupo passou. O desafio foi completado em quatro etapas.

“Cumprimos todo o percurso, não falhámos um único metro. Foi muito cansativo, mas, ao mesmo tempo, muito revigorante. Tivemos também um convívio salutar. Estabelecemos e reforçámos laços de amizade”, conta, satisfeito.

O trajeto de “Bombeiros – Corrente Solidária une Portugal no Ano Inteiro” uniu Chaves a Viseu no primeiro dia e Viseu a Sertã no segundo. A ligação da Sertã ao Torrão, no terceiro dia, traduziu-se na etapa mais difícil, com um total de 220 quilómetros e um contratempo.

“Tivemos uma avaria, que, felizmente, conseguimos resolver logo”, diz o comandante da CBSS, desvalorizando o sucedido. “Foi muito difícil também pela extensão e pelo percurso. Dividimos a etapa ao meio e só fizemos uma paragem para uma refeição salgada. De resto, fomos comendo barritas e bebendo bebidas energéticas enquanto pedalávamos”, explica.

O quarto e último dia desta aventura, no dia 1, uniu Torrão a Faro e mostrou a meta da chegada ao sul. A prova estava superada e o desafio cumprido.

“Chegámos vestidos de igual e sentimos uma alegria imensa. Falo por mim e falo por todos. Os últimos vinte quilómetros foram feitos num ritmo de energia e alegria que não parecia que era a última etapa. Quando vimos o marco da chegada abraçámo-nos. Foi duro, foi bom”, desabafa.

A escolha da EN2 para a realização da iniciativa não foi feita ao acaso. “Quisemos aproveitar o facto de termos uma estrada emblemática no nosso país. Acreditamos que deu mais peso e valor àquilo que nos propusemos”, explica Paulo Lamego. 

A estrada percorre todo o país e atravessa 36 municípios. Passa pelo interior de povoações e é também pautada por alguns dos principais pontos de sinistralidade do país. Paralelamente, é pintada por paisagens distintas de cada região, desde as vinhas do Douro à planície alentejana, e culmina nas praias algarvias.

É a terceira estrada mais longa do mundo, depois da famosa Route 66, nos Estados Unidos da América, e da Rota 40, na Argentina. 

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