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setex 20 de Outubro de 2015
Peritos ajudam equipa de resgate

Vários elementos de equipas especializadas dos serviços de proteção civil de países da União Europeia deram início na manhã do dia 20 aos trabalhos do EU SETEX – USAR 2015, exercício internacional de busca e resgate a decorrer, até 22 de outubro, em Setúbal.

O primeiro dia do exercício é dedicado à realização de um seminário técnico, a decorrer no auditório da Escola Superior de Ciências Empresariais do Instituto Politécnico de Setúbal.

O encontro, que antecede a realização de exercícios de simulação de catástrofes à escala local, conta com diferentes intervenções e períodos de debate, em que perto de uma dezena de peritos internacionais abordam questões relacionadas com a criação e manutenção de equipas de resgate e salvamento em estruturas colapsadas em ambiente urbano, designadas de USAR.

O concelho de Setúbal está exposto a situações de catástrofe, nomeadamente de um sismo de forte intensidade, tsunami e cheias, pelo que o Serviço Municipal de Proteção Civil pretende criar, na Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal (CBSS), uma equipa USAR multissetorial e de média escala, valência que não existe em Portugal.

O EU SETEX – USAR 2015 representa mais um passo para a concretização desse objetivo, sendo que a equipa portuguesa de busca e resgate está a ser preparada através de um trabalho conjunto entre os Sapadores de Setúbal e várias outras entidades, em especial o GIPS – Grupo de Intervenção, Proteção e Socorro, da GNR.

Estas equipas têm de estar certificadas pela ONU, através do INSARAG – International Search and Rescue Advisory Group, e respeitam três escalas.

Ao contrário das estruturas leves, as equipas médias dispõem de equipamentos que possibilitam a atuação autónoma em cenários de catástrofe, sendo que as equipas consideradas pesadas incluem, também, equipas médicas.

O vice-presidente da Câmara Municipal de Setúbal, André Martins, sublinhou na abertura do seminário técnico que o SETEX possibilita “o contributo de conhecimentos e experiências para que a CBSS e os seus parceiros apreendam o essencial sobre a sobre a estruturação e estabelecimento de uma unidade USAR portuguesa, multissetorial, de média escala”.

O autarca recordou que Setúbal integra o Fórum Europeu de Segurança Urbana e que a CBSS está agora envolvida num projeto de troca de nove peritos europeus na temática de Busca e Resgate em Meio Urbano, ao abrigo do Programa de Troca de Peritos de Proteção Civil da União Europeia.

O período da manhã do seminário começou com a intervenção de Nuno Sousa, da Proteção Civil de Setúbal, que apresentou o programa de exercícios previsto para o EU SETEX – USAR 2015.

Na plateia, além dos 13 operacionais da CBSS e dos 25 militares do GIPS, que se preparam para formar a primeira USAR de média escala portuguesa, marcaram também presença elementos de equipas nacionais e internacionais envolvidas no SETEX, nomeadamente o Grupo de Resgate Espeleológico e de Montanha – Unidade Canina de Salvamento da Região Autónoma de Castela e Leão e a Associação Nacional de Alistados das Formações Sanitárias.

O período da manhã contou também com o contributo de Dimitrius Spirilou, elemento da Hellenic Fire Service, da Grécia, que fez uma exposição sobre os critérios a ter em consideração na criação de equipas USAR.

“Uma equipa USAR deve estar preparada para atuar num período de 12 horas em qualquer parte do mundo”, alertou o bombeiro grego.

Árpád Kensztesy, perito da Civil Protection Inspectorate General HUSZAR Hungarian – MUSAR LIO, salientou que, na Hungria, “todas as instituições públicas estão obrigadas a participar ativamente em caso de catástrofe natural no País”.

O perito sublinhou, igualmente, que “a sensibilização da população é feita com regularidade”, acrescentando que os exercícios locais de proteção civil “são cada vez mais populares devido à participação voluntária, pois tudo o que é obrigatório torna-se menos apelativo às populações”.

Samu Valdolin, do Southwest Fire & Rescue Service, da Finlândia, reforçou a importância do financiamento destas equipas. “A USAR finlandesa, por exemplo, não tem meios de transporte aéreo próprio, estando dependente dos meios militares.”

A hierarquização das linhas de atuação das equipas especiais de busca e salvamento, seja começando ao nível local até chegar ao âmbito nacional, seja no sentido oposto, foi outra opção estratégica abordada pelos intervenientes durante a manhã, para a qual não existe uma resposta definitiva, dependendo das características muito específicas de cada país.

Nos dois próximos dias seguem-se vários exercícios práticos de busca e resgate em estruturas colapsadas em cenário urbano, para o qual a CBSS preparou um campo de treinos especificamente para o efeito.

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