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alimentação 27 de Setembro de 2012
Produtos biológicos à venda no jardim

A qualidade dos artigos e a relação de proximidade com os produtores são os principais objetivos do Mercado Agrobio, que decorre todas as quintas-feiras à tarde no Jardim do Quebedo.

Alfaces, beringelas, batatas, cebolas, ervas aromáticas e medicinais, morangos, tomates cherry e couves são alguns dos produtos, todos provenientes da agricultura biológica, que os consumidores puderam comprar nos quatro produtores presentes, dia 27, no primeiro Mercado Agrobio, uma parceria entre a Câmara Municipal e a Agrobio – Associação Portuguesa de Agricultura Biológica.

“A nossa filosofia é fazer chegar os produtos biológicos cada vez a mais pessoas”, referiu Nelson Silva, representante da Agrobio, em relação à opção por um mercado de rua, onde “o consumidor estabelece uma relação muito próxima com o produtor”.

Neste mercado, que decorre nos meses de outono e inverno das 14h00 às 18h00, os alimentos biológicos são mais baratos do que quando vendidos em estabelecimentos comerciais. Quem o diz são agricultores e clientes.

Silvério Branco, da Quinta da Represa, em Azeitão, vende ali o chuchu a 1,50 euros o quilo. Nas grandes superfícies “é mais do que o dobro”.

Enquanto acaba de aviar Adélia Costa, o produtor azeitonense salienta que em menos de uma hora vendeu três caixas de figos. A moradora na Praça do Brasil leva, em cada mão, um saco deste fruto produzido por Silvério.

Já Rosália Santana, que vive ali perto, na Avenida 5 de Outubro, gastou dois euros com um repolho e marmelos. “Os nossos produtos não têm nada que ver”, afirma, satisfeita.

Jill Novaes leva para casa “um bocadinho de tudo”, no valor de 20 euros, proveniente da Quinta do Paraíso, produtora que conhece bem. Habituada a deslocar-se ao “Paraíso”, também em Azeitão, prefere comprar os produtos aí, mesmo que isso signifique gastar mais dinheiro em combustível.  

Teresa Fiúza, proprietária da Quinta do Paraíso, explica que as vantagens da compra direta ao produtor, em detrimento das grandes superfícies comerciais, são a qualidade e o preço.

“As pessoas não veem o rótulo, nem o preço do quilo”, lamenta a agricultora, que, por seu turno, salienta a frescura dos alimentos: “Foi tudo apanhado esta manhã.”

Os chás também estiveram presentes esta tarde no Mercado Agrobio, com o Jardim da Boa Palavra, de Palmela, de um jovem casal de produtores.

Uma infusão de erva-príncipe com perpétua roxa, relaxante e boa para a voz, fez as delícias dos visitantes, que ouviam as explicações do produtor Eduardo Duarte. Tomilho, limão, salva e cidreira são algumas das ervas ali vendidas em embalagens a dois euros.

Morango biológico o ano inteiro produz a Alcides Henoch, de Águas de Moura, Palmela. “As pessoas ficaram surpreendidas por causa dos preços, que estão muito baratos”, confidenciou o produtor, salientando a importância destas iniciativas para fazer passar duas mensagens, uma de caráter ambiental e a outra nutricional.

O agricultor destacou o facto de a produção biológica ser menos lesiva para o ambiente, nomeadamente a qualidade da água.

A alimentação é outra preocupação do produtor, presente na próxima semana no Mercado Agrobio com informação sobre os valores nutritivos dos produtos.

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