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inclusão 14 de Dezembro de 2016
Projeto inclusivo prepara emprego

O SIGA – Setúbal Interinstitucional Gera Ação, projeto abrangente destinado à implementação de medidas que permitam aumentar a empregabilidade no concelho, foi apresentado no dia 14 à comunicação social.

O projeto é a materialização em Setúbal da terceira geração do programa Contrato Local de Desenvolvimento Social (CLDS 3G), implementado pelo Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social no âmbito do Programa Operacional da Região de Lisboa.

O SIGA, aprovado em agosto, tem como principal missão reforçar no concelho, nomeadamente em territórios das freguesias de S. Sebastião, de Gâmbia, Pontes e Alto da Guerra, do Sado e da União de Freguesias de Setúbal, condições que potenciem a proatividade, tanto de instituições, como das próprias populações, capacitando-as com ferramentas e conhecimentos que gerem empregabilidade, tendo sempre presente parâmetros que fomentem valores de inclusão social e de cidadania.

A apresentação realizou-se na Sala José Afonso da Casa da Cultura e contou com as participações de representantes dos diferentes parceiros formais que integram o projeto, coordenado localmente pela SEIES – Sociedade de Estudos e Intervenção em Engenharia Social.

A presidente da SEIES, Patrícia Patrício, destacou que o projeto “incide nas mais diversas realidades do concelho, incluindo diferentes microterritórios e micropopulações”.

Para a responsável, o SIGA contribui “para a melhoria do trabalho de cada ator social, ajudando a trabalhar a interatividade dos vários agentes institucionais envolvidos”.

O SIGA – Setúbal Interinstitucional Gera Ação, além dos eixos de intervenção do CLDS 3G, tem como base os instrumentos de planeamento concelhios da Rede Social, nomeadamente do Diagnóstico Social e respetivo Plano de Desenvolvimento Social.

Trata-se do resultado da congregação de esforços e interesses das cerca de sete dezenas de instituições que integram a rede social sadina, entre as quais a autarquia, e que acabam por ser parceiras informais do projeto agora em curso.

O vereador com o pelouro da Inclusão Social na Câmara Municipal de Setúbal, Pedro Pina, destacou que o SIGA “foi um parto difícil, mas é muitas vezes destes partos difíceis que nascem projetos consistentes”.

O autarca salientou que se trata “de um projeto gigantesco”, devido à quantidade de entidades que envolve e à importância das necessidades a que tenta responder, um dos motivos para que “o processo tenha sido altamente participado, tendo-se realizado o Conselho Local de Ação Social [de Setúbal] mais participado de sempre”.

Desafio que, alertou Pedro Pina, é exponenciado pela “guilhotina da temporalidade”, referindo-se à duração de três anos estipulada pelas entidades nacionais que gerem o programa Contrato Local de Desenvolvimento Social.

“Era bom que olhassem para projetos desta natureza com o sentido de construir confiança. Assim, quem trabalha nestes projetos vive com a guilhotina dos três anos, sem saber o que virá depois, que continuidade haverá.”

O incremento do trabalho em parceria foi outro ponto destacado pelos parceiros formais do projeto, representados por Filipa Horta, pela Associação de Professores e Amigos das Crianças do Casal das Figueiras, Ana Bordeira, pelo Centro Social Paroquial de S. Sebastião – Centro Comunitário, e Ângela Luzia, pelo ICE – Instituto das Comunidades Educativas.

O coordenador do projeto, Vasco Caleira, sublinhou o facto de o SIGA ser desenvolvido em grande proximidade com os inúmeros agentes com atividade social no concelho, “não sobrepondo o trabalho já feito, mas complementando as pessoas e os locais onde não conseguem chegar”.

O SIGA reparte-se em três eixos, “Emprego, formação e qualificação”, “Intervenção familiar e parental” e “Capacitação da comunidade e das instituições”.

O projeto, embora a dar os primeiros passos desde que foi aprovado no verão pelo Governo, já está no terreno, em particular nas freguesias do Sado e de Gâmbia, Pontes e Alto da Guerra, onde funcionam gabinetes SIGA-Emprego, destinados ao apoio na procura ou criação de emprego e formação de pessoas.

De maneira a responder aos três eixos basilares, o SIGA vai promover a criação de circuitos de produção, divulgação e comercialização de produtos locais e a mobilidade de pessoas a serviços de utilidade pública, a nível local, de forma a reduzir o isolamento e a exclusão social.

O projeto visa, ainda, desenvolver instrumentos em instituições da economia social que contribuam para a partilha de serviços, assim como promover a inclusão social de indivíduos, de modo multissetorial e integrado.

No total, o projeto é constituído por vinte atividades, a desenvolver durante três anos, tendo como público-alvo pessoas dos mais diferentes quadrantes sociais e faixas etárias, inclusivamente incidindo na comunidade escolar, em jovens NEEF (jovens não empregados que não estão em educação ou formação) e famílias.

A pensar para lá do horizonte temporal dos três anos de duração do projeto, as entidades parceiras do SIGA esperam criar condições interinstitucionais para a instalação e funcionamento de uma Rede para a Empregabilidade do Concelho de Setúbal e de um Conselho Local de Parceiros/as em cada freguesia.

O projeto SIGA será novamente apresentado, desta feita ao público em geral, no dia 20, terça-feira, às 17h30, no Moinho de Maré da Mourisca, próximo das populações das freguesias do Sado e de Gâmbia, Pontes e Alto da Guerra, por aí se terem detetado fragilidades mais agudas em termos de empregabilidade.

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