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golfinhos 05 de Junho de 2018
Roaz à descoberta em novo centro

O Centro Interpretativo do Roaz do Estuário do Sado, a funcionar na Casa da Baía, que procura valorizar a comunidade de golfinhos do Sado, foi inaugurado no dia 5 com a presença do ministro do Ambiente.

O novo serviço, um projeto da Câmara Municipal de Setúbal com os apoios do Ministério do Ambiente, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e do Troia Natura, está instalado na antiga Galeria de Exposições da Casa da Baía, com o objetivo de aumentar o conhecimento sobre a comunidade de cetáceos residentes no Sado.

“Uma população única em Portugal e das poucas residentes na Europa, o que justifica em pleno a criação do Centro Interpretativo do Roaz do Estuário do Sado”, destacou a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, na cerimónia de inauguração do novo espaço expositivo e de aprendizagem.

A autarca acrescentou que o centro “tem uma forte componente de educação ambiental”, no qual “todos podem aprender mais sobre as espécies com maior destaque na região”, em particular a comunidade de roazes-corvineiros, atualmente composta por cerca de três dezenas de membros.

“Destacamos não apenas a grande importância do roaz-corvineiro na região mas também a de outras espécies aqui existentes e todo o património natural que é possível de ser observado à superfície e no plano de água”, acentuou a presidente da Câmara Municipal de Setúbal.

Maria das Dores Meira frisou ainda que “os roazes são parte essencial da forte identidade setubalense, um símbolo vivo, alegre e simpático”, motivo pelo qual o novo serviço constitui “mais uma peça fundamental na estratégia de proteção e valorização dos recursos naturais de Setúbal”.

O ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, destacou a pertinência do Centro Interpretativo do Roaz do Estuário do Sado, um novo espaço, de entrada gratuita, inaugurado no Dia Mundial do Ambiente, que alia as componentes festivas e de educação ambiental.”

Para o governante, a educação é peça fundamental para a resolução de diversas matérias ambientais, em particular os principais problemas da atualidade, concretamente o uso do plástico, o qual considera “o problema número um”, bem como a gestão dos recursos hídricos.

O Centro Interpretativo do Roaz do Estuário do Sado resulta de um acordo firmado em novembro do ano passado entre a Câmara Municipal de Setúbal e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas para cogestão dos equipamentos da Herdade da Mourisca e da Casa da Baía.

O vice-presidente do conselho diretivo do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, Paulo Salsa, realçou a importância do centro interpretativo, “uma exposição permanente, instalada num edifício magnífico e de localização central, que certamente servirá muitos setubalenses e visitantes da cidade”.

Já o administrador do Troia Natura Pedro Castro, ao afirmar que “os roazes-corvineiros são um dos principais atrativos da região”, enalteceu, igualmente, a pertinência do Centro Interpretativo do Roaz do Estuário do Sado, “um espaço de conhecimento, para ser utilizado e dinâmico”.

O Centro Interpretativo do Roaz do Estuário do Sado, concebido em formato de mostra permanente, com vários painéis e mesas interativas, ocupa toda a zona destinada à antiga Galeria de Exposições da Casa da Baía. A entrada é gratuita e o espaço está disponível ao público todos os dias das 09h30 às 20h00.

O roaz-corvineiro é a estrela da companhia, mas este novo serviço foca também o ambiente natural que ocupa. “Porque é uma espécie selvagem, que está dependente dos habitats, tanto da Reserva Natural do Estuário do Sado como do Parque Marinho Luiz Saldanha”, explicou o autor da mostra, Nuno Farinha.

Nas partes laterais são apresentadas, essencialmente, informações a nível mais científico e da história natural, enquanto na parte central surge uma mesa de interpretação do território, que apresenta os espaços naturais mais relevantes, bem como algumas das espécies que estão relacionadas com os roazes.

Neste sentido, explicou Nuno Farinha, são dadas a conhecer “algumas curiosidades, como as origens jurássicas do território, em particular na Serra da Arrábida”, e também alguns fósseis, como uma amonite, parente dos atuais polvos e chocos, para que os visitantes possam ter diversos motivos de interesse”.

Nesta área central estão ainda disponíveis dois painéis multimédia interativos, um dos quais com sons que são possíveis de escutar no ambiente natural, com vocalizações de roazes, mas também de outras espécies que partilham o habitat, como peixes, aves marinhas e outros cetáceos que frequentam a zona envolvente ao estuário.

“É um recurso no qual é possível fazer uma espécie de sinfonia de sons marinhos, em que o visitante pode escutar individualmente o som de cada uma das espécies apresentadas ou modelar os botões de forma a fazer uma sinfonia e ter informação adicional”, revelou o autor.

No outro painel, o destaque é todo para o roaz-corvineiro, que faz “uma visita guiada pelas paisagens que frequenta, nomeadamente entre o Estuário do Sado e a costa da Arrábida e de Troia”, uma viagem feita essencialmente de imagens fotográficas e que depois vai ser complementado com mais materiais.

Destaque ainda no Centro Interpretativo do Roaz do Estuário do Sado é um esqueleto de um roaz-corvineiro, exposto sobre uma mesa interativa composta por uma estrutura modelar, em formato de prismas, que revelam diferentes informações de caráter mais científico sobre o cetáceo.

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