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música 11 de Junho de 2013
Rock português agita Rio Sado

Moonspell e UHF marcaram a primeira edição do Rock no Rio Sado, festival realizado entre os dias 7 e 9, no Parque Sant’Iago, Setúbal, com o objetivo de promover em exclusivo a música moderna portuguesa.

Pedro Gomes, que juntamente com Carlos Oliveira criou o evento, olha para os primeiros três dias da história do Rock no Rio Sado como “um momento fantástico ao nível da oferta e entrega musical das bandas”.

Numa primeira edição em que “tudo correu sobre rodas”, apenas a meteorologia causou maiores preocupações, “afastando um pouco o público”, facto que Pedro Gomes considera que poderá influenciar a marcação das datas para 2014 do festival.

O festival arrancou no dia 7, numa noite de hard rock e metal pontuada, ao início, pela chuva.

O tempo adverso foi impotente para impedir que os concertos corressem como planeado, passando pelo palco do Parque Sant’Iago bandas como Lowtorque e Grog.

A primeira noite ficou principalmente marcada pelas atuações de RAMP e Moonspell, com cada banda a proporcionar concertos com mais de duas horas de música e de interação permanente com o público.

Moonspell em particular, conjunto com elevada projeção internacional, atuou pela primeira vez em Setúbal, o que levou a banda a assinalar o facto com um espetáculo em que revisitou boa parte dos álbuns editados desde a altura da formação, em 1992.

No dia inaugural do Rock no Rio Sado, a presidente da Câmara Municipal, Maria das Dores Meira, sublinhou “o privilégio em ser madrinha de um festival de rock, de música portuguesa, com estas dimensões e em Setúbal”.

O padrinho, o vocalista dos UHF, António Manuel Ribeiro, frisou também na cerimónia de abertura que “a música portuguesa precisava de um festival assim há muito, muito tempo”.

Os UHF, de resto, foram a banda responsável pelo encerramento do festival a 8 de junho, dia dedicado a grupos de rock nacional com muitos anos de estrada, que incluiu ainda Quinta do Bill, Alcoolémia e RedLizzard.

Pelo meio, no dia 7, foi a vez de sons mais recentes, com o cartaz a apresentar Noidzz, Kandia, The Fuzz Drivers e Dream Circus.

No final dos concertos, numa tenda lounge, a música continuou noite fora, com os DJ António Freitas, Rui Santos e DJOaNa.

Além da música, o público teve disponível no recinto vários espaços de restauração e até uma exposição de motas Harley Davidson, existindo ainda uma área reservada a campismo.

Nesta vertente, o Rock no Rio Sado, organizado pela CJP – Produção de Eventos, com parcerias, marcou a também a estreia da Sleep’em’All, um novo serviço de campismo, pensado para “campistas” sem tenda.

Numa pequena área com acesso restrito, o público pôde ficar nas duas noites do festival em tendas de índios, caravanas ciganas ou pequenos abrigos a lembrar casas de Hobbit da história “O Senhor dos Anéis”.

Os preços médios do serviço rondaram os 15 euros por pessoa, por noite, dando abrigo eficaz contra a chuva em resguardos com decorações, no mínimo, originais.

Tudo pensado para se tirar o máximo proveito do Rock no Rio Sado, festival pelo qual o organizador Carlos Oliveira lançou o repto: “Estejam cá para o ano, porque isto vai acontecer outra vez. Estão abertas as hostilidades. Rock on!”

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