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tsunamis 22 de Junho de 2015
Seminário debate perigos de tsunamis

Um cenário de tsunami, semelhante ao que afetou Setúbal na sequência do terramoto de 1755, foi discutido num seminário com participação de diversos especialistas, no dia 19, à noite, na Casa de Baía.

A forma como as praias, a zona ribeirinha da cidade e o complexo industrial da Mitrena está exposta aos efeitos de um tsunami já se encontra analisada no âmbito do projeto Tsurima, um estudo desenvolvido para Portugal continental pelo Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa, com o patrocínio da Fundação para a Ciência e Tecnologia.

A presidente da Autarquia, Maria das Dores Meira, realçou na abertura do Seminário sobre Análise e Gestão do Risco de Tsunami, organizado pela Câmara Municipal, através do Serviço Municipal de Proteção Civil e Bombeiros de Setúbal, que nos últimos anos a cidade tem realizado “um intenso trabalho de prevenção e estudo nesta e noutras áreas”, nomeadamente com a participação em “projetos-piloto de deteção e alerta de tsunamis” bem como no desenvolvimento de “plataformas e sistemas de alerta inovadores”.

A autarca anunciou que Setúbal acolhe, em março do próximo ano, uma Conferência Internacional sobre Sismos e Tsunamis, com a participação de alguns dos maiores especialistas mundiais na matéria.

A investigadora Ângela Santos, do Centro de Estudos Geográficos do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território, da Universidade de Lisboa, coautora do projeto Tsurima, apresentou o cenário semelhante ao tsunami de 1755, em Setúbal, demonstrando, por meio de uma animação, a forma como a cidade seria afetada com uma onda gigante, com efeitos particularmente graves na zona ribeirinha, em praias e no complexo industrial da Mitrena, neste caso em face das indústrias pesadas e químicas presentes.

Susana Pereira, investigadora do mesmo organismo e igualmente coautora do Tsurima, esclareceu que, na eventualidade de o epicentro de um sismo de igual intensidade se localizar no mesmo local do registado a 1 de novembro de 1755, a onda chega a Setúbal trinta minutos depois, tempo suficiente para as pessoas procurarem refúgio numa zona elevada, longe do mar. O estudo prevê que a altura máxima da onda se situa entre os cinco e os 11 metros.

José Luís Zêzere, que fez uma breve introdução sobre o projeto Tsurima, e Margarida Queirós, que falou sobre a perceção do perigo por parte das pessoas, também intervieram no encontro.

Após as apresentações, seguiu-se um período de debate, em que coordenador do Serviço Municipal de Proteção Civil e Bombeiros, José Luís Bucho, e o comandante da Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal, Paulo Lamego, destacaram os exercícios que têm vindo a ser realizados no concelho de teste das capacidades operacionais do dispositivo de proteção e socorro e de formação da população.

Na sessão de encerramento, o vereador da Proteção Civil da Câmara Municipal de Setúbal, Carlos Rabaçal, adiantou que, entre outras medidas, o Município já aprovou a implementação de sinalética vertical a instalar em pontos da cidade a partir dos quais, em caso de tsunami, a população fica em segurança. 

O autarca agradeceu o interesse dos investigadores ao escolherem a cidade como objeto de estudo e garantiu que este trabalho “não vai cair em saco roto”, ilustrando que “Setúbal é atingida pelo tsunami do interesse”.

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