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simulacro 06 de Junho de 2013
Sismo a fingir prepara população

Um simulacro realizado no dia 6 de manhã de um sismo com forte impacto na zona do centro histórico, demonstrou a capacidade de articulação das equipas de proteção e socorro locais e nacionais para resposta a um cenário de catástrofe.

Poucos minutos antes do fim do exercício “Bocage 2013”, a presidente da Câmara Municipal e autoridade máxima da proteção civil local, Maria das Dores Meira, resumia que “tudo correu muito bem. Todas as entidades evolvidas responderam da melhor forma aos desafios do simulacro. Além disso, a evacuação das escolas também correu muito bem”.

Na sequência do alarme dado às 09h00 devido a um sismo de 6,4 na escala de Richter com epicentro na Ribeira de Coina, foram evacuadas duas escolas do centro de Setúbal, a EB/JI dos Arcos e a Escola Secundária Sebastião da Gama, assim como os Paços do Concelho, o edifício sede da Câmara Municipal.

Além das equipas e meios técnicos de várias forças de segurança e socorro da proteção civil, o simulacro envolveu a mobilização e participação de 1480 alunos, 80 professores, 25 funcionários escolares e mais de uma centena de técnicos municipais.

O comandante da Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal (CBSS) sublinhou a importância da realização de exercícios desta natureza, “não apenas para testar a capacidade de reação” das equipas da proteção civil, mas também porque considera ser necessário incutir “uma cultura de segurança na população”.

O major Paulo Lamego adiantou que foram detetadas pequenas falhas no decurso das operações, algo “que acontece sempre em qualquer lado”, assegurando que essas dificuldades foram insuficientes para afetar os “resultados excelentes” da avaliação global do exercício.

No cenário complexo como o que foi projetado para o simulacro que decorreu ao longo de toda a manhã, o comandante da CBSS realçou que “os meios de emergência e socorro locais não seriam suficientes”, tendo por isso participado equipas de forças de segurança de âmbito nacional, nomeadamente da GNR, que destacou uma equipa especial para proceder ao escoramento da arcada dos Paços do Concelho.

Este fator representou um acréscimo no nível de dificuldade do exercício, adiantando Paulo Lamego que “foi superado sem qualquer contratempo”.

Todas as equipas e entidades envolvidas no “Bocage 2013”, nas quais se incluíram, entre outros, 40 bombeiros sapadores e voluntários e agentes da PSP e da GNR, seguiram as diretrizes traçadas no Plano Municipal de Intervenção para o Centro Histórico de Setúbal, documento criado pela Autarquia, através do serviço local de Proteção Civil.

Setúbal encontra-se numa região do País particularmente exposta a situações de catástrofe, nomeadamente sismos com a dimensão do de 1755.

“O centro histórico está numa zona muito sensível e é bom saber que o plano de emergência feito foi cumprido ao milímetro, com todas as instituições a corresponder muito bem”, sintetizou Maria das Dores Meira ao final da manhã.

Além da evacuação dos edifícios com maior número de pessoas a funcionar na Baixa da cidade, o simulacro, preparado com mais de um mês de antecedência, obrigou a Proteção Civil a prestar assistência num cenário em que se teriam registado 16 mortos, 750 feridos, 3500 desalojados e duas centenas de edifícios danificados.

O Plano Municipal de Intervenção para o Centro Histórico de Setúbal, colocado agora em prática, representou também uma avaliação à capacidade de resposta de vários civis que receberam formação específica para a coordenação de grupos de populares em situações de catástrofe.

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