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proteção 13 de Outubro de 2015
Sismo a fingir treina escolas

Mais de duas centenas de crianças da EB da Azeda, em Setúbal, participaram na tarde de dia 13 num simulacro de sismo e incêndio, integrado no Dia Internacional para a Redução de Catástrofes, com simulacros noutros estabelecimentos de ensino do concelho.

O chão estava estático, mas é como se estivesse a tremer. Nesse momento, os cerca de 220 alunos da EB da Azeda protegem-se debaixo das mesas para aguardar, com a segurança possível, que o terramoto passe.

Uma vez chegada a acalmia, docentes e auxiliares refreiam os ânimos das turmas e relembram a importância de se contar, em voz alta, até cinquenta, num compasso de espera para que os grupos não sejam surpreendidos por réplicas, mesmo que, na tarde de 13 de outubro, fossem todas as fingir.

Tal como na escola da Azeda, a terra tremeu, sempre no registo do “faz de conta”, nos restantes estabelecimentos de ensino do pré-escolar e dos três ciclos do ensino básico do concelho.

O Serviço Municipal de Proteção Civil e Bombeiros de Setúbal realiza pelo menos dois simulacros por ano nas escolas municipais. Aos do dia 13 juntou-se a pertinência de terem sido enquadrados no Dia Internacional para a Redução de Catástrofes.

O vice-presidente da Câmara Municipal de Setúbal, André Martins, que marcou presença no simulacro que decorreu na Azeda a partir das três da tarde, sublinhou que exercícios desta natureza se revestem de uma importância especial.

“Estamos sujeitos a que aconteça a qualquer momento uma catástrofe. Os profissionais da Proteção Civil têm de estar preparados para agir em conformidade, tal como toda a população.”

O autarca salientou também que, “através das escolas, das crianças, pelo poder de influência que têm nas famílias, as informações hoje partilhadas chegam, mesmo que de forma indireta, a muitos pais, a muitos adultos”.

Entre docentes e auxiliares de educação, os papéis estão definidos e atribuídos no âmbito dos planos de emergência que estão traçados para Setúbal.

Por isso, nos primeiros instantes após a contagem de segurança para precaver possíveis réplicas, uma auxiliar apressa-se pelos corredores da escola, recapitulando, em voz alta, algumas das medidas que tem a cumprir até à chegada das equipas de proteção civil. “O quadro, tenho de desligar o quadro”, exclama no início do sprint entre a sala de aula e a fonte elétrica da escola.

Entretanto, os alunos são organizados em grupos e encaminhados, ordeiramente, para o campo de jogos, o ponto de encontro definido para, após alguma catástrofe, como um sismo, se proceder à contagem de adultos e crianças.

Os alarmes disparam e um incêndio na cozinha é comunicado. Passados poucos minutos chegam sete homens e três viaturas da Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal.

O fogo é controlado e extinto, enquanto se presta assistência à vítima ligeira desta tarde, um aluno da escola que observa com deslumbre toda a parafernália que equipa a ambulância de serviço e para a qual foi encaminhado.

“O Serviço Municipal de Proteção Civil e Bombeiros tem vindo a desenvolver um esforço significativo para facultar à população as informações e sensibilização necessárias para que saiba agir quando se registarem situações como as que hoje foram testadas”, adiantou André Martins.

O autarca considera que esse esforço, realizado ao longo de vários anos, está a surtir efeito junto da população. “O concelho tem hoje uma informação privilegiada sobre esta matéria.”

O Serviço Municipal de Proteção Civil e Bombeiros de Setúbal vai realizar um relatório do simulacro realizado na EB da Azeda.

As conclusões, positivas e negativas, serão posteriormente comunicadas ao corpo docente da escola, dando conta de questões na atuação que devam ser eventualmente melhoradas ou corrigidas.

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