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trabalho 17 de Maio de 2016
Stresse laboral é desafio coletivo

A necessidade de lidar com o stresse no local de trabalho como um desafio coletivo e não como uma falha individual dos trabalhadores foi apontada num seminário sobre Prevenção e Segurança no Trabalho, realizado no dia 17.

As consequências e medidas de prevenção do stresse estiveram em análise no encontro Stresse no Local de Trabalho – Um Desafio Coletivo, que se realizou no Ninho de Novas Iniciativas Empresariais de Setúbal, inserido nas comemorações do Dia Nacional da Prevenção e Segurança no Trabalho 2016, que se assinala a 28 de abril.

Sandra Santos, técnica superior da Unidade Local de Setúbal da ACT – Autoridade para as Condições do Trabalho revelou dados que indicam que o stresse está na origem de 50 a 60 por cento dos dias de trabalho perdidos. Além disso, “é a segunda causa mais frequentemente registada dos problemas de saúde relacionados com trabalho”.

A especialista lamentou que, “com frequência”, esta doença seja “alvo de incompreensão e estigmatização”, quando, garante, o que está em causa é um problema organizacional e não uma falha individual. “É muito importante que o stresse no local de trabalho seja encarado como um problema e um desafio coletivo. Só assim será possível uma prevenção eficaz.”

Sandra Santos divulgou ainda que, tendo em conta os estudos mais recentes realizados nesta matéria, “cerca de metade das ausências no local de trabalho pode estar ligadas ao stresse” e este pode levar a um aumento dos acidentes de trabalho em cinco vezes. De sublinhar que “as ausências provocadas pelo stresse duram muito mais do que as provocadas por outros fatores”.

Presente na sessão de abertura do evento, a vereadora dos Recursos Humanos e das Atividades Económicas, Carla Guerreiro garantiu que, na Câmara Municipal de Setúbal, a segurança e saúde no trabalho “tem sido uma prioridade”, através da “procura e implementação de estratégias de recursos humanos que motivem os trabalhadores e que valorizem o seu empenho diário”.

A autarca deu dois exemplos de medidas tomadas pelo município que contribuem para a redução do risco de stresse laboral, através do investimento na fiabilidade, disponibilidade e adequação do equipamento e local de trabalho.

Uma dessas ações é a atribuição de equipamentos de proteção individual a todos os trabalhadores expostos ao risco, de acordo com as suas categorias profissionais, bem como o respetivo fardamento.

“A identificação e análise, com antecedência, dos perigos associados às várias tarefas desempenhadas, através de avaliações de risco aos diversos postos de trabalho e consequentes propostas de medidas corretivas e preventivas, tendo em vista a eliminação ou minimização dos riscos existentes”, é outra ação desenvolvida pela autarquia.

A vereadora Carla Guerreiro salientou, igualmente, o investimento do Executivo municipal em estratégias de motivação e valorização, que passam por diversas vertentes, enquadradas num projeto de base denominado “Somos CMS | Somos compromisso, motivação e serviço social”.

“Trabalhamos todos para todos”, sublinhou a autarca, que lembrou o caminho que tem sido percorrido na Câmara Municipal de Setúbal para motivar os trabalhadores e prevenir o stresse no local de trabalho.

Exemplos disso são o facto de a maioria da formação profissional na autarquia ser realizada com recurso a uma bolsa de formadores internos e a aposta na celebração de parcerias com diversas entidades, as quais oferecem benefícios aos trabalhadores municipais. Atualmente, existem cerca de 140 parcerias celebradas.

De salientar, igualmente, a realização regular de iniciativas de caráter motivacional e de construção de equipas, a prestação de apoio social aos trabalhadores mais carenciados da autarquia e a estreita colaboração com a medicina do trabalho de forma a monitorizar e recolocar os trabalhadores em situação de desajuste funcional.

“O caminho para a criação e manutenção de um local de trabalho saudável a todos os níveis é decerto longo, mas quando todas as esferas de uma organização estão concentradas num mesmo objetivo e numa atuação constante de identificação de riscos, de prevenção dos mesmos, de comunicação e de valorização das suas pessoas, as várias etapas para atingir essa meta estarão sempre facilitadas”, concluiu Carla Guerreiro.

A sessão de abertura do seminário contou ainda o diretor executivo do CEDROS, Luís Coelho, e o subdiretor da Unidade Local de Setúbal da ACT, Mário Costa, entidades que organizaram o evento em parceria com a Câmara Municipal.

Ao longo do encontro intervieram especialistas nas áreas da prevenção de doenças profissionais e da segurança no trabalho, como Patrícia Santos, do Agrupamento de Centros de Saúde da Arrábida, que apresentou a visão da saúde pública sobre o stresse.

Seguiu-se um painel composto por Luís Coelho, Sónia Paliotes e Manuela Martins Sousa, do CEDROS, que abordaram, respetivamente, “Stress – Um Problema de Planeamento”, “Impacte do Stress na Saúde e Segurança dos Trabalhadores” e “O Papel da Medicina do Trabalho no Combate ao Stress”.

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