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teatro 17 de Julho de 2017
Teatro desafiante cresce em Setúbal

“O mar (e de rosas)”, o segundo ato da peça “Um D. João Português”, dirigida por Luís Miguel Cintra, foi apresentado nos dias 15 e 16, no cais 3 do porto de Setúbal.

O segundo bloco de trabalho da adaptação da tragicomédia clássica “Dom Juan”, de Molière, preparado em Setúbal durante cerca de duas semanas pela Companhia Mascarenhas-Martins, distingue-se pela originalidade e experimentação, sendo que os próprios elementos do público funcionaram como figurantes durante o espetáculo.

Segundo Levi Martins, co-fundador da companhia, juntamente com Maria Mascarenhas, o trabalho na cidade sadina “correu muito, correspondeu às expetativas” e permitiu aos atores estabelecer uma relação enriquecedora com o espaço em que trabalharam.

“O espetáculo interagiu com o espaço de forma pouco habitual, o que poderá refletir-se de forma muito enriquecedora no espetáculo final, cuja estreia está marcada para o início do próximo ano, em Guimarães.”

O público que participou, gratuitamente, nas duas apresentações, num total de cerca de uma centena e meia de pessoas, também reagiu “de forma muito positiva” e “deu feedback à companhia com diversos comentários sobre a peça a que assistiram”.

O trabalho apresentado em Setúbal corresponde ao segundo ato de um espetáculo com cinco atos, que teve início no Montijo, em abril. A companhia vai levar ainda “Um D. João Português” a Viseu e a Guimarães.

Em cada uma das quatro cidades, o processo criativo de encenação conta com vários momentos de interação com o público, com todos os profissionais, desde encenador, elencos e equipa técnica, a beber informações de todos os que queiram contribuir com opiniões e espírito crítico sobre a história que vai ser contada.

“Um D. João Português”, interpretado, no grosso do elenco, por atores provenientes do extinto Teatro da Cornucópia, fundado em 1973 por Luís Miguel Cintra e Jorge Silva Melo, quebra – ou contorna – regras precisamente para que todos fiquem a pensar.

Em Setúbal, por exemplo, os ensaios decorreram no cais 3 do porto de Setúbal com a porta escancarada para quem quisesse observar os trabalhos e para que os elementos da companhia não perdessem de vista o rio Sado, cenário ideal para o bloco da peça em desenvolvimento.

O resultado final do espetáculo “Um D. João Português” tem estreia prevista para janeiro de 2018, em Guimarães.

Seguem-se, depois, apresentações nas restantes cidades onde decorreram ensaios, Viseu, Setúbal e, finalmente, Montijo, de forma a que o público possa assistir à peça para a qual pôde contribuir ao longo do processo de criação.

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