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seminário 26 de Maio de 2017
Tecnologia repensa zonas verdes

A forma como a tecnologia pode capacitar novas estratégias de gestão dos espaços verdes urbanos esteve em análise no dia 26 num encontro, a decorrer no auditório do Mercado do Livramento, no âmbito da segunda Festa da Flor de Setúbal.

Para a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, que abriu os trabalhos do 3.º Seminário Tecnologias Aplicadas aos Espaços Verdes Urbanos, organizado pela autarquia em parceria com a Vibeiras, a utilização eficaz das ferramentas tecnológicas ao dispor das equipas gestoras de espaços verdes “pode ser uma das chaves para o sucesso”.

A autarca reconhece a importância dos espaços verdes e apontou o investimento que o município tem vindo a realizar para transformar Setúbal numa “cidade-jardim”, nomeadamente, com o incremento, nos últimos cinco anos, da agricultura urbana com a cedência de mais de duzentas parcelas em espaço público para cultivo a residentes entre Azeitão, Amoreiras e Bela Vista.

A plantação de mais de três mil árvores de grande porte, nos últimos quatro anos, e o arranque de mais de duzentos cepos da via pública “para tornar a mobilidade mais segura” são outros exemplos.

Maria das Dores Meira salientou, igualmente, que Setúbal preserva e trata com produtos biológicos as mais de oitocentas palmeiras e seiscentos pinheiros existentes em espaço público, bem como mantém, “como monumentos vivos, as árvores classificadas”.

Setúbal dispõe de “uma rede de parques ímpar em Portugal” e prepara-se para ter um novo espaço que será “um dos maiores parques urbanos do país”, o Parque Urbano da Várzea, com quase 20 hectares.

“Somos uma cidade que constrói e requalifica os seus jardins de proximidade e os espaços verdes ao longo das vias de comunicação com a maioria das plantas que produz no seu viveiro municipal e o empenho dos seus jardineiros.”

A autarca destacou também o investimento realizado na execução de mais dois furos para abastecimento de água de rega, o que perfaz um total de seis furos, os quais “geram uma poupança de mais de 250 mil euros anuais”.

As operações de rega têm vindo a tornar-se “cada vez mais eficientes”, com sistemas automáticos “mais inteligentes, mais eficazes e menos sujeitos ao vandalismo”, sendo, igualmente, de destacar a reciclagem da relva cortada em determinadas épocas do ano e a reutilização, como estilha nos jardins, dos resíduos lenhosos sobrantes de podas e abates de árvores.

Também o chefe de Divisão de Espaços Verdes da Câmara Municipal de Setúbal, Sérgio Gaspar, fez um balanço do trabalho que a autarquia tem realizado nesta área para tornar os espaços verdes “mais belos, mais acessíveis, mais seguros, mais limpos, mais confortáveis, saudáveis e tranquilos para a fruição das pessoas”.

A Câmara Municipal de Setúbal tem apostado na aquisição de diversos equipamentos que permitem cumprir as metas referidas e está cada vez mais “focada na qualidade e nos impactes ambientais para atingir uma gestão ecológica”.

Um dos objetivos últimos é “reduzir progressivamente a aplicação de pesticidas, até se chegar a uma fase em que não sejam utilizados”.

Algumas das iniciativas previstas até 2018, no sentido de tornar os espaços verdes do concelho “acessíveis a todos”, são a atualização do cadastro dos espaços verdes e árvores e a requalificação do Parque de Vanicelos e das Escarpas – Jardim das Energias.

O 3.º Seminário Tecnologias Aplicadas aos Espaços Verdes Urbanos prosseguiu às 14h30, com Luís Miguel Martins, da UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, a falar sobre o pavimento impermeável e as árvores.

Seguiu-se uma abordagem ao caso prático do município de Silves, por João Garcia, no que diz respeito à rega de precisão em espaços verdes, e outra por Carlos Gabirro, da Biostasia, sobre o controlo biológico de pragas e doenças em espaços públicos e zonas urbanas.

Às 16h00, André Miguel, da Câmara Municipal de Cascais, aborda o tema “Hortas de Cascais: uma resposta às necessidades das suas gentes e dos seus territórios”, e, às 16h25, o arquiteto Nuno Viterbo, da Câmara Municipal de Setúbal, apresenta o futuro Parque Urbano da Várzea, no que diz respeito à compatibilização com a bacia de retenção em caso de cheias.

O encontro prossegue com um debate, a partir das 16h50, moderado pela diretora da revista Jardins, Teresa Chambel, e pela diretora do Departamento de Ambiente e Atividades Económicas da autarquia, Elsa Lopes.

 

Às 17h10, o vereador Manuel Pisco encerra os trabalhos.

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