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ateliers 20 de Julho de 2017
Verão partilha atividades ocupacionais

Crianças, jovens e população sénior do concelho partilham experiências em mais de meia centena de oficinas lúdicas e pedagógicas promovidas nos Ateliers de Verão 2017, iniciativa da Câmara Municipal de Setúbal, a decorrer até ao fim de julho.

A vigésima primeira edição dos Ateliers de Verão volta a proporcionar, em tempo de férias, a ocupação dos tempos livres de forma ativa, com propostas gratuitas para todos os gostos, para crianças e jovens entre os 6 e os 18 anos, bem como para os munícipes com mais de 65 anos.

Informática, danças latinas, ioga, zumba e artes decorativas são algumas das treze propostas dirigidas à população sénior, enquanto os mais novos tiveram a possibilidade de escolher entre um total de quarenta atividades diferentes.

A dança, sobretudo o hip-hop, as atividades ao ar livre, como a canoagem, e o basquetebol são as oficinas mais procuradas pelas crianças e jovens na 21.ª edição da iniciativa municipal, em que também há informática, natação, windsurf, teatro, capoeira e vários estilos de danças.

A chegada às oficinas escolhidas para ocupar as férias de verão proporciona experiências diferentes. É notório que os estreantes estão mais tímidos, enquanto outros, mais descontraídos, assumem a liderança e transmitem dicas aprendidas em edições anteriores.

Antes das 10h00, um grupo de dez crianças e jovens, com idades entre os 8 e os 16 anos, prepara-se para mais uma aula de canoagem, no Clube Naval Setubalense.

Óscar Silva, Bruno Tuna e Duarte Tristão, do Clube Canoagem de Setúbal, orientam esta atividade que tem conquistado cada vez mais adeptos e é uma das mais preenchidas dos Ateliers de Verão nos últimos anos.

“O feedback é positivo. Os miúdos gostam muito e dizem que este ano até está a correr melhor”, atira Óscar Silva.

Os monitores avaliam as condições da água e do clima e tudo parece estar a postos.

“Hoje [dia 20 de julho] há pouco vento e a água está calma, por isso temos boas condições para a prática da canoagem. No entanto, os barcos dão segurança, pois são muitos estáveis”, garante Óscar.

Já com fatos de banho vestidos e coletes salva-vidas colocados a preceito, todos os alunos ajudam a transportar os caiaques por uma rampa de areia até à linha de água.

Any Semedo, 16 anos, repetente pelo segundo ano consecutivo na atividade de canoagem, é uma das mais animadas. “Venho pelo convívio e para conhecer pessoas novas. É uma forma diferente de ocupar as férias. Além disso, gosto muito da canoagem.”

Já todos sabem o que fazer e vão ocupando as respetivas posições dentro de água. Any, que sabe como tudo funciona, ajuda os colegas a preparar os equipamentos e dá algumas dicas. Ainda tem tempo para ajudar uma colega que virou o caiaque e deu um mergulho, no fim da rampa de areia que dá acesso ao plano de água.

“Eu sabia que isso ia acontecer. Colocaste mal o barco”, alerta.

“Ajuda-me!”, pede a colega. Ambas retiram a água que entrou para o interior do barco, retomam as posições nos respetivos caiaques e seguem para junto dos colegas que conversam e brincam com os remos.

Podemos ir?”, pergunta um aluno ao perceber que os monitores já entraram também na água.

“Sim”, responde Óscar Silva. E dão início a uma aula em que, durante cerca de hora e meia, num percurso entre o Clube Naval Setubalense e o Parque Urbano de Albarquel, as crianças e jovens convivem, divertem-se e aproveitam as potencialidades do rio Sado para a prática da canoagem.

Noutro lado da cidade, o Pavilhão Desportivo da Aranguês transforma-se em campo de basquetebol, às terças e quintas, até dia 28 de julho, para 26 alunos, com idades compreendidas entre os 7 e os 17 anos.

“Agora troquem. É a vez de outro grupo”, grita para dentro do campo o treinador João Gustavo, membro da equipa técnica do Scalipus Clube de Setúbal que organiza esta atividade em parceria com a Câmara Municipal.

Depois de um aquecimento, com técnicas básicas do basquetebol, como dribles, passes e outras formas de contacto com a bola, os alunos são organizados em pequenos grupos para que todos tenham a oportunidade de jogar.

Linhas limite, semicírculos de lance, círculos de lance livre e posições para ressalto são algumas das regras base aprendidas nestas aulas, durante duas horas de treino intenso, onde até já sobressaem alguns talentos.

“Há alguns que talvez aproveitem para continuar a praticar a modalidade. Dois ou três já perguntaram como se podem inscrever no Scalipus e, de facto, há alguns que têm potencialidades”, conta João Gustavo que, de seguida, apita para pedir nova troca de grupos.

Um dos que já mostrou interesse em ingressar no Scalipus é Luís Santos, 16 anos, aluno na Escola Secundária D. João II. “Gosto muito de basquetebol e estou a pensar em inscrever-me na próxima época”, garante.

Dentro do campo, o jogo continua com dois novos grupos e João Gustavo dá instruções.

“Para a frente. Corre mais! Passe, passe, passe! Tira-lhe a bola David.”

Os jogadores ouvem as indicações, acertam as marcações e há cesto. “Boa!”, felicita o treinador.

Fora das quatro linhas, os restantes alunos assistem bastante animados, conversam e jogam nos telemóveis. “É uma forma de conviverem com outros miúdos e de saírem de casa nas férias”, diz João Gustavo.

Também às terças e quintas, na Sociedade Musical Capricho Setubalense, decorre outra das atividades mais concorridas desta edição dos Ateliers de Verão.

É impossível ficar quieto com os ritmos do hip-hop a invadirem o atelier orientado por Sónia Ribeiro direcionado a crianças dos 8 aos 18 anos, na maioria raparigas.

Além da diversão, que carateriza esta oficina, o objetivo é ensinar alguns dos estilos do hip-hop, como os habituais poppings, lockings, break dance e ragga, dando ênfase à coordenação motora com ritmo e musicalidade, aos movimentos fortes e enérgicos, aos saltos e aos movimentos acrobáticos.

A sessão começa com um aquecimento. Depois de alguns exercícios e coreografias há um pequeno intervalo para retemperar energias e para que os alunos “se conheçam melhor e confraternizem”, explica Sónia Ribeiro.

A animação e a empatia entre todos é notória e a monitora refere com orgulho que “eles próprios escolheram um nome” para o grupo de dança que vai apresentar uma coreografia especial na festa de encerramento da vigésima primeira edição dos Ateliers de Verão.

“Estão prontos?”, pergunta Sónia, dando por terminado o intervalo. “Vamos todos ocupar as posições para a coreografia final”.

“Vamos ensaiar toda a coreografia?”, pergunta um aluno.

A monitora anui e dá início ao espetáculo. “Agora vão atuar os Losing Control. Façam barulho!”. E começa um pequeno ensaio, “com algumas arestas ainda por limar”, da dança que estão a preparar para mostrar aos setubalenses.

A deslizar de uma ponta a outra e a incorporar movimentos com as mãos, as mais de três dezenas de crianças e jovens estimulam a criatividade, a coordenação, o equilíbrio, bem como a flexibilidade.

A criatividade é um aspeto importante, por isso Sónia estimula a realização das tradicionais “battles” do hip-hop, em que, divididos em dois grupos, todos os alunos dão largas à imaginação, inventam novos passos e coreografias e lutam para ganhar a batalha saudável da dança.

No fim, ninguém parece querer deixar a aula, mas é tempo de fazer alongamentos e dizer “até terça”.

Os Ateliers de Verão 2017, com oficinas disponibilizadas até 28 de julho, incluem atividades de ocupação das férias letivas em vários locais da cidade, organizadas pela Câmara Municipal com diversas parcerias, que aliam momentos de aprendizagem, de diversão e de troca de conhecimentos entre gerações.

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