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espetáculo 03 de Janeiro de 2013
Vida de Luísa Todi em musical

Os 260 anos do nascimento de Luísa Todi são assinalados com um programa que inclui, no dia 9, a estreia de uma grande produção cénica, no Fórum Municipal, que retrata a vida da cantora lírica setubalense.

Os bilhetes para o espetáculo "Luísa Todi – O Musical", com uma sessão por convite, a estreia, dia 9, data de nascimento da homenageada, e quatro abertas ao público, de 10 a 13, estão à venda na bilheteira do Fórum, com o preço de dez euros para a plateia e oito para o balcão.

Com apresentações às 21h30, de 9 a 12, e às 16h00, a 13, o musical decorre em três atos, percorrendo as vivências de Luísa Todi, desde a meninice, em Setúbal, até à velhice, em Lisboa, passando pela conquista dos mais famosos palcos europeus.

Duas cantoras líricas, Célia Nascimento e Carmen Matos, e uma atriz, Graziela Dias, dão corpo e voz à Luísa Todi jovem, adulta e velha na produção "Luísa Todi – O Musical", escrita por Rui Mesquita e encenada por Miguel Assis.

Mais de três dezenas de profissionais e amadores das áreas do teatro, música e dança integram o elenco do espetáculo, provenientes de instituições culturais como o Teatro Animação de Setúbal, o Teatro Estúdio Fontenova, o Grupo de Animação e Teatro Espelho Mágico, a Água Ardente, o Teatro do Elefante, o Grupo de Teatro Metáforas, a Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense, a Academia de Música e Belas-Artes Luísa Todi, o Conservatório Regional de Setúbal, o Coral Luísa Todi, o Coral Infantil de Setúbal, a Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, a Sociedade Filarmónica Providência e a Sociedade Musical Capricho Setubalense.

A produção conta com as participações de Carlos Pinto, na música e direção musical, Alexandrina Pereira, nas letras das canções, Luís Valido, na cenografia, Iolanda Rodrigues, na coreografia, e Filipe Blanquet, nos figurinos e guarda-roupa.

Além da estreia deste espetáculo, o programa comemorativo do 260.º aniversário da cantora conta com a tradicional cerimónia de deposição de flores na glorieta da Avenida Luísa Todi, dia 9, às 09h00.

Um concerto do Coral Luísa Todi realiza-se no dia 10, às 21h30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, com um reportório variado, de autores portugueses, incluindo temas ligados ao Natal, e estrangeiros, como César Frank, G. Fauré e John Rutter.

O Coral Luísa Todi, dirigido por Gisela Sequeira, é acompanhado ao piano por Miguel Sousa.

A completar a atuação, o concerto reserva a participação de alunos de canto do Conservatório de Artes do Coral Luísa Todi, que interpretam temas de Mozart, Vivaldi e Händel.

Luísa Todi nasceu em Setúbal, a 9 de janeiro de 1753, na atual Rua da Brasileira, mudando-se para Lisboa ainda de tenra idade.

Luísa Rosa de Aguiar, nome de solteira, estreou-se, como atriz, em 1767 ou 1768, no teatro montado na propriedade do Conde de Soure, em Lisboa, recitando, com a irmã, as falas das personagens de Tartufo, de Molière. Aqui, conheceu Francesco Saverio Todi, violinista de origem italiana, com quem veio a casar a 28 de julho de 1769, com apenas 16 anos.

Um ano após o casamento, atuou no mesmo teatro, onde se estreou como atriz, mas, desta vez, como cantora, na ópera "Il Viaggiatore Ridicolo", de Guiseppe Scolari. A partir desse momento, a carreira de Luísa Todi tomou outro rumo, apresentando-se logo no ano seguinte em Londres.

Londres, Paris, Berlim, Turim, Varsóvia, Veneza, Viena e São Petersburgo foram algumas das cidades em que Luísa Todi passou largas temporadas, alcançando consideráveis êxitos. Nessas ocasiões, conviveu de perto com a aristocracia europeia, como foi o caso de Frederico II da Prússia e Catarina II, imperatriz da Rússia.

Até 1793 andou em digressão pela Europa e foi já com 40 anos que voltou a Portugal para cantar nas festas da filha primogénita do príncipe regente, futuro D. João VI.

Regressou ao estrangeiro e, em 1803, já viúva, voltou a Portugal, ao Porto, cidade que teve de abandonar, seis anos depois, devido às invasões francesas, perdendo grande parte dos bens, incluindo joias.

Em 1811, quando regressou a Lisboa, já era uma mulher amargurada, em parte pela morte de alguns dos seis filhos e por uma das filhas ter sido internada no Recolhimento de Rilhafoldes, destinado a doentes mentais.

Luísa Todi teve várias moradas na capital, a última na Travessa da Estrela, onde morreu a 1 de outubro de 1833, aos 80 anos, cega devido a uma doença que tinha desde nova.

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