
Em Goa, porém, conhece Ana Jacques Mondtegui, natural do Damão, uma mulher casada e ambiciosa, que se valia da sua beleza para conquistar homens ricos.
Mas nem só a homens abastados ela entregava o seu corpo. Considerada uma mulher sem pudor, Ana Jacques Mondtegui procurava prazer junto dos escravos negros.
Bocage, por mais que tentasse, não conseguiu conviver intimamente com ela. O poeta escreveu-lhe sonetos elogiosos, mas de nada lhe valeu, acabando por dedicar a Manteigui um poema erótico: “(…) Canto a beleza, canto a putaria / De um corpo tão gentil, como profano; / Corpo que, a ser preciso, engoliria / Pelo vaso os martelos de Vulcano: / Corpo vil, que trabalha mais num dia / Do que Martinho trabalhou num ano; / E que atura as chumbadas e pelouros / De cafres, brancos, maratás e mouros. (…)”



















































