12 de Dezembro de 2017
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Arte revelada cedo

Aos 10 anos, Manuel Maria perdeu a mãe. O pai encontrava-se preso no Limoeiro. Cedo aprendeu a ler e a escrever, começando por recitar poemas do pai. Mas, aos 16 anos, decidiu ingressar na vida militar, em Setúbal. Já em Lisboa, entregou-se à vida boémia, frequentando botequins e tascas

Manuel Maria Barbosa du Bocage, filho de José Luís Soares Barbosa e de Mariana Joaquina Xavier Lestof du Bocage, nascido em Setúbal a 15 de setembro de 1765, cedo mostrou dotes literários, “herdados” do pai, também ele poeta.

Pouco tempo depois do nascimento do poeta, a família mudou-se para Beja. José Luís tinha sido nomeado ouvidor em terras alentejanas. Três anos mais tarde, em 1770, o pai do poeta foi acusado de não ter prestado contas da arrecadação da décima da comarca de Beja, referente ao ano de 1769.

Já em Setúbal, a 4 de outubro de 1771, foi conduzido à cadeia de Setúbal, levado em seguida para a do Limoeiro, por ordem do Rei. Só seria libertado seis anos mais tarde, no meio dos acontecimentos que se sucederam à morte de D. José e da consequente queda do marquês de Pombal. Entretanto, é na prisão, que, em 1775, José Luís recebe a notícia do falecimento da mulher.

Bocage, então com 10 anos, vivia com um irmão e quatro irmãs numa casa da Rua das Canas Verdes, na esquina com o Largo de Santa Maria, em Setúbal. Esta habitação, onde hoje funcionam uma agência de viagens e um cabeleireiro, era propriedade da avó materna de Bocage, Clara Francisca, e encontrava-se confiscada devido à acusação de desvios de dinheiro que levou o pai do poeta à cadeia.

Com a morte da mãe e a prisão do pai, as crianças ficaram sob a proteção de familiares. O pai saiu do cárcere em 1777 e retomou a sua atividade de advogado, morrendo a 13 de março de 1802.

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