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Bocage “desorientado”

Bocage, que se encontrava no esplendor e vigor do seu talento, partiu em abril de 1786 na nau “Nossa Senhora da Vida, Santo António e Madalena”, fazendo escala no Rio de Janeiro.

Foi bem acolhido durante a sua passagem por terras brasileiras, nomeadamente pelo vice-rei do Brasil, Luís de Vasconcelos e Sousa, a quem lhe dedicou uma ode, deixando evidente o desejo de fixar a sua vida no Rio de Janeiro. No entanto, tal era impossível devido aos compromissos militares.

Depois da escala em Moçambique, a chegada a Goa deu-se a 29 de outubro. Devido aos seus conhecimentos em ciências naturais, aprendidos nas academias da Marinha, Bocage não se impressionou com a luxuriante vegetação oriental, nem com as religiões, raças, línguas e costumes daqueles povos.

No séc. XVI, Camões afirmara que Goa era “de todo o pobre honrado sepultura”. No final do séc. XVIII, Bocage achou praticamente o mesmo. O seu talento poético era ali desconhecido e não encontrava qualquer incentivo de inspiração. É o que se deduz no verso “Nem deuses, nem mortais, ninguém me entende”.

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