
Apesar de ter sido criada em 14 de março de 1553, por desanexação da freguesia de S. Julião, a ocupação humana na área, denominada Troino, remonta à antiguidade, com particular incremento no período romano.

Área territorial: 29,17 km2
N.º de habitantes: 13.738
Os romanos que se estabeleceram nesta zona, a partir de finais do século I a.C., também dotaram este núcleo urbano de complexos industriais de salga de peixe, na Comenda, junto à margem esquerda da Ribeira da Ajuda.
Após o estabelecimento da Ordem de Santiago nas vizinhas povoações de Alcácer do Sal e Palmela, no século XIII, Setúbal foi repovoada, progressivamente, pela zona baixa que se estende até Troino, contribuindo para o desenvolvimento de atividades ligadas à pesca, exploração e comércio de sal.
Conta-se que, por volta de 1250, a imagem de Nossa Senhora apareceu a uma pobre mulher que procurava fragmentos de madeira para a fogueira, dando origem, em 1368, à criação da Confraria da Anunciada.
A crença neste milagre e a devoção à santa levaram à construção da Igreja da Confraria, no local onde supostamente aconteceu o milagre, e que mais tarde serviu de igreja paroquial.
Muitas construções foram crescendo entre os séculos XIV e XVI, como a Torre do Outão, em 1390, para proteção do porto, os conventos de S. Francisco, em 1410, e de Jesus, em 1490, e, cem anos mais tarde, a Fortaleza de S. Filipe.
Troino desenvolveu-se ao longo dos séculos XV e XVI, estendendo-se, junto ao mar, desde o Sapal de Troino, atual Largo de Jesus, até à Fonte Nova.
Sofreu grandes alterações com o terramoto de 1755, tendo a igreja paroquial ficado destruída. A paróquia passou para a capela do Outeiro da Saúde, onde se manteve até 1878.
Porém, um novo abalo sísmico veio a assolar a população, em 25 de novembro de 1858, reduzindo a escombros casas e bens.
A indústria conserveira trouxe, entre meados do século XIX e início do século XX, grande empregabilidade às gentes de Troino, em resultado do aumento do número de fábricas de conserva de peixe.
Com o aumento da população, que procurava trabalho nestas fábricas, a Câmara Municipal aprovou, em 1886, um projeto de construção de um novo bairro, na Praia do Penedo, para albergar os pescadores.
Os industriais construíram moradias na nova artéria da cidade, a Avenida Luísa Todi, e nos largos limítrofes, como o Palácio Feu Guião, no Largo da Fonte Nova, e o Palácio Botelho Moniz, no Outeiro da Saúde.
Fontes: Junta de Freguesia da Anunciada; “Crónica de uma freguesia Anunciada”, Esperança Homem























































