28 de Fevereiro de 2017
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Golfinhos do Sado

Na faixa costeira da região de Setúbal podemos frequentemente observar exemplares do roaz-corvineiro (Tursiops truncatus), considerado um dos ex-libris faunísticos da região.

[Golfinhos.]: “A sua é a pura dádiva,
a alegria exímia”


– António Osório, “A Luz Fraterna”. Poesia reunida (1965-2009), Lisboa, Assírio e Alvim, 2009, p. 419.

“Com os seus saltos e piruetas, uma expressão aparentemente alegre e um estilo de vida brincalhão, é difícil não nos sentirmos atraídos por estes mamíferos marinhos. Representam, para muitos, o coração e a alma da Terra. São animais inteligentes e curiosos que vivem em paz e harmonia com toda a Natureza e que penetram o nosso íntimo tocando os nossos corações e espíritos.”

– Stefan Harzen e Barbara J. Brunnick, “O Roaz-Corvineiro do Estuário do Sado, Portugal”, Lisboa, 1955, p. 4.


A área compreendida entre a Costa Atlântica (Galé e Arrábida) e o Estuário do Sado é habitada por uma das três únicas comunidades daqueles mamíferos residentes no espaço marítimo europeu.

Grupos destes sociáveis animais, chamados “roazes”, supostamente, a partir do costume de roerem as malhas que os pescadores deitam ao mar, procuram diariamente a maré favorável para se deslocarem até à área estuarina, dirigindo-se às zonas de esteiros e de sapais, na procura de alimento, principalmente de chocos, robalos e tainhas, num consumo que pode atingir até dez quilos por dia.

Como explicam Stefan Harzen e Barbara J. Brunnick, “o roaz-corvineiro é o mais estudado e mais conhecido dos cetáceos, devido, essencialmente, à faculdade de rápida adaptação à vida em cativeiro e à sua distribuição cosmopolita”.

O roaz-corvineiro apresenta, geralmente, um corpo longo e robusto, com um pequeno nariz pronunciado. A barbatana dorsal é triangular e não muito grande, sensivelmente com 35 centímetros de altura. Os lobos da cauda podem medir de 65 a 80 centímetros, de ponta a ponta.

A cor cinzenta pode ser em tons mais claros ou mais escuros, com sombras esbatidas nas partes laterais, e a barriga é branca, verificando-se, por vezes, ser cor-de-rosa.

A dentição do roaz apresenta, em ambos os maxilares, entre 40 a 48 dentes cónicos e afiados. Os roazes-corvineiros adultos podem pesar 350 quilos e atingir quatro metros de comprimento.

Estima-se que vivem 50 anos ou mais, com as fêmeas a registarem uma longevidade maior do que os machos.

Dado que em Setúbal se encontra o mais importante habitat natural para a conservação do roaz-corvineiro, está preenchido um dos requisitos exigidos pela UNESCO para que a Baía de Setúbal beneficie de importantes mais-valias, principalmente na projeção da cidade a nível internacional.

Curiosidades

O golfinho, desde muito cedo, adquiriu a reputação de salvar do naufrágio os marinheiros.

Apolo e Afrodite eram venerados na forma deste inteligente cetáceo e Posídon, o guardião dos mares, tinha como atributo o mítico delfim.

Nalgumas culturas, o golfinho aparece representado transportando os humanos mortais para as ilhas dos bem-aventurados.

Na primitiva simbologia cristã, a representação do golfinho remetia, tanto para o próprio Cristo, como para uma imagem da salvação, através dele alcançável. Desde sempre que se vê nestas afáveis criaturas um reflexo das virtudes da Sabedoria e da Prudência.

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