16 de Dezembro de 2017
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Núcleo Museológico Urbano da Bela Vista

Programa inserido numa estratégia de requalificação urbana e de inclusão social do município de Setúbal, com a criação do Núcleo Museológico Urbano (NMU) da Bela Vista no espaço público.

A Autarquia, ao priorizar a regeneração e a requalificação urbanas, coloca a inclusão social no centro da missão e aponta à melhoria da qualidade de vida das pessoas através de projetos culturais. Subjacente a esta ideia está a premissa de que o desenvolvimento social é promovido por diferentes estratégias de inclusão no Bairro da Bela Vista, na qual se enquadra a criação de um museu urbano na rua.

A dinamização de um museu comunitário tem uma importante significância local, envolve os moradores e atrai pessoas de outros locais da cidade e do País a um bairro associado a estereótipos negativos e profundamente estigmatizado.

O NMU contribui, decisivamente, para superar essa imagem, e tem como objetivos gerais a promoção da requalificação urbana, através de um projeto escultórico e cultural inovador, a beneficiação da imagem pública do Bairro da Bela Vista, aumentando a autoestima dos moradores, e a concretização do potencial educativo da cultura, promovendo a inclusão social dos moradores da Bela Vista e aumentando a qualidade de vida das pessoas.

O NMU, um projeto escultórico inovador de requalificação urbana, tem conceção de João Limpinho, um escultor de renome em Portugal. A partir de equipamentos industriais desativados, como sucata industrial, recuperados ou transfigurados plasticamente, o escultor preserva as memórias coletivas da vivência industrial da região e cria uma relação intercultural e simbólica com os moradores. São objetivos do projeto:

  • a criação de arte pública através de um museu urbano que abranja diferentes espaços públicos no Bairro da Bela Vista, inventando novas formas de os utilizar;
  • a harmonização das peças escultóricas/museológicas com os elementos paisagísticos, sociológicos, temáticos e simbólicos;
  • a promoção de uma estratégia de intervenção global para a Bela Vista que implique agentes locais com responsabilidades nas áreas social, económica, educativa e cultural;
  • o desenvolvimento de uma estratégia de intervenção global para a Bela Vista que implique agentes locais com responsabilidades nas áreas social, económica, educativa e cultural;
  • o fomento da participação cidadã e a aprendizagem ao longo da vida, envolvendo a população nas diferentes etapas de construção e dinamização do museu;
  • o aumento da sustentabilidade económica dos residentes do bairro, criando atividades económicas e culturais locais.

A primeira fase de implementação do NMU decorreu entre o final de 2011 e 15 de setembro de 2013, Dia da Cidade e de Bocage, que assinalou a inauguração das primeiras peças artísticas. A cerimónia incluiu uma visita guiada às primeiras nove esculturas colocadas no bairro, intituladas “Labirinto”, “Cadmo”, “Estendal”, “Válvulas”, “Metamorfose”, “Casal Cigano”, “África”, “Abraço”, “Sol e Lua”.

A segunda fase de instalação do Núcleo Museológico Urbano da Bela Vista ocorreu no final de 2014, com a colocação de mais seis esculturas, a 18 de dezembro, intituladas “Asas”, “Radar”, “Tampas de Caixas de Visita”, “Cinco Continentes”, “Despertar” e “Plano-Sequência”.

A terceira fase corresponde à planificação do Centro de Interpretação, que permitirá o funcionamento permanente do museu urbano instalado no espaço público do Bairro da Bela Vista.

A metodologia subjacente ao projeto enquadra-se no desenvolvimento comunitário e  assenta em ações coordenadas e sistemáticas que respondam às necessidades de uma população delimitada territorialmente e que, promovendo a participação integrada dos vários envolvidos e a diferentes níveis, tem como finalidade uma transformação estrutural. 

Neste processo, entendem-se como eixos fundamentais a equipa de projeto, as parcerias realizadas, a aprendizagem ao logo da vida e os princípios da participação cidadã

Considerando os objetivos e a metodologia do NMU, a avaliação é contínua e participativa, ou seja, a produção de conhecimento assenta, direta ou indiretamente, na colaboração de todos os envolvidos.

Estes são agentes ativos no processo: moradores, visitantes, serviços locais e entidades. O envolvimento destes agentes sociais permite à equipa de projeto perceber e valorizar o contexto de implementação do NMU, num modelo compreensivo-sistémico de conhecimento.

Destaque para o facto de a Autarquia setubalense ter sido selecionada para, em novembro de 2014, realizar uma apresentação sobre o Núcleo Museológico Urbano no XIII Congresso Internacional das Cidades Educadoras, em Barcelona, Espanha.

No ano letivo 2014/2015, resultado de uma parceria institucional, o NMU é o tema do seminário anual da turma do 1.º ano a frequentar a licenciatura de Animação Sociocultural da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal

O NMU representa um importante recurso sociocultural da comunidade da Bela Vista, prevendo-se que tenha impacte na sua sustentabilidade, quer através de formação/aprendizagem ao longo da vida, quer através da dinamização de iniciativas de economia local.

O projeto engloba as valências de:

  • formação de um núcleo museológico com peças e equipamentos desativados e históricos, resgatados nos diversos estaleiros industriais existentes em Setúbal;
  • criação e colocação de um conjunto de esculturas, realizadas também com material desativado existente nos estaleiros, mantendo os componentes identificáveis, mas plasticamente fantasiados, em espaços públicos dos bairros na zona da Bela Vista;
  • dinamização de atividades de âmbito museológico, nomeadamente visitas lúdico-pedagógicas de escolas, associações e instituições de âmbito social e cultural e visitas do público em geral.

O peso visual dos elementos museológicos e a sua relação imediata com o mundo do trabalho duro e pesado teriam como contraponto as esculturas realizadas com peças, de carácter semelhante, subvertidas por uma expressão lúdica. A ideia é que o museológico e o escultórico coexistam e sejam expostos e sentidos como um todo, tornando-se elementos polares dos espaços que ocuparem e dos percursos que determinarem.

Pretende-se que a relação entre a diversidade morfológica dos espaços onde serão implantados e a pluralidade dos elementos a implantar origine uma dinâmica que suscite uma nova leitura, funcionando, inicialmente, como um fator surpresa, e posterior e permanentemente, como fator de qualificação. O tipo de ações materiais e imateriais catalisadas pela intervenção de arte pública não se limita a uma presença pontual, ainda que de exceção, preferindo-se disseminá-la por uma pluralidade de elementos organizados segundo os critérios de:

  • considerar a área de intervenção como um todo, onde os elementos de arte pública, integrando-se no tecido urbano, em consonância com as demais intervenções, surgem como um dos seus aspetos aglutinadores;
  • fazer a arte pública “mergulhar” na memória da história próxima e presente de Setúbal, enquanto um dos principais polos da indústria transformadora de Portugal;
  • fazer participar a população residente, de forma direta ou indireta, na produção das intervenções de arte pública, procurando estimular-lhe um sentido de pertença;
  • contribuir para transformar a imagem pública da área, tornando-a num espaço com motivações suficientes para ser procurado por populações exteriores, vencendo um certo sentimento de “guetização “ existente.

Através do aviso do Programa Operacional Regional de Lisboa, para apresentação de candidaturas em regime de aprovação condicionada – overbooking, a Câmara Municipal de Setúbal submeteu esta candidatura, aguardando a decisão de aprovação de financiamento.

Custo total: € 318.076,48

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