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Olga Moraes Sarmento (1881-1948)

Olga Moraes Sarmento foi uma das referências no despertar da consciência feminista em Portugal, no virar do século XIX. A escritora foi condecorada com a Legião de Honra e com as Ordens de Cristo e de Santiago de Espada.

O despertar da consciência feminista em Portugal, no virar do século XIX, tem em Olga Moraes Sarmento uma das referências, escritora que conviveu com o meio intelectual da Europa, onde, a par da luta pelos direitos das mulheres, alimentou um “vício”, o de colecionadora de autógrafos.

Maria Olga de Moraes Sarmento da Silveira, nascida em Setúbal, em 26 de maio de 1881, viajou muito, realizou conferências, escreveu livros, dirigiu uma publicação de pendor feminista.

Fixou residência em Paris, onde conviveu com o meio intelectual da época, criou relações de amizade com personalidades de relevo do mundo da arte, da música e da literatura e trocou correspondência com individualidades francesas, espanholas e portuguesas, como Carolina Michaëlis de Vasconcelos, Marx Nordau e Henriette de Joffre. Destes contactos resultou a sua vasta coleção de autógrafos, em bilhetes-postais, cartas, livros e desenhos.

Apreciadora da obra e do pensamento de grandes personalidades, a coleção de autógrafos não se resume à compilação das missivas que lhe foram endereçadas por figuras da sua geração.

Inclui também registos de figuras do meio intelectual, artístico, político e aristocrático, especialmente dos séculos XIX e XX. Destacam-se ainda duas cartas de outros períodos históricos: uma do Marquês de Pombal, outra do Rei Luís XIII de França.

Editou o primeiro livro, intitulado 'Problema Feminista', em 1906, a que se seguiram 'A Infanta D. Maria e a Corte Portuguesa', 'A Marquesa de Alorna' (com prefácio de Teófilo Braga), 'Mulheres Ilustres', 'Impressão de Viagem', 'La Patrie Brasilienne', 'Sa Magesté la Reine Amélie de Portugal' e 'Teófilo Braga'.

Deste último título ofereceu um exemplar ao Rei da Bélgica, que a recebeu em audiência em 1937.

Ligada ao grupo de intelectuais portuguesas que no início do século XX lutou pelos direitos cívicos, legais e políticos das mulheres, que se encontravam relegadas na sociedade para um plano de inferioridade, Olga Moraes Sarmento dirigiu a publicação "Sociedade Futura", criada em 1092, sucedendo no cargo à também setubalense Ana de Castro Osório, uma das principais teóricas do feminismo.

Condecorada com a Legião de Honra e com as Ordens de Cristo e de Santiago de Espada, morreu em 1948, sem antes ceder à Câmara Municipal de Setúbal a biblioteca e coleção de arte pessoais, legado que faz parte do acervo do Museu de Setúbal/Convento de Jesus.

E, claro, os mais de cem autógrafos que juntou.

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