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Photomaton - MAPS


A segunda edição da MAPS, iniciativa da Câmara Municipal de Setúbal, ficou marcada no dia 4 pela performance “Musculus”, de Beatriz Dias, que, no espaço A Gráfica – Centro de Criação Artística, evocou questões de identidade e de género.

Antes, o mesmo local acolheu uma conversa sobre “Programar em Espaços Não Convencionais”, com Rui Dâmaso, da OUT.RA – Associação Cultural, com João Leirão e Cristina Henriques, do projeto Moledo Acontece, e com António Mestre, da MAU – Quinta do Anjo, com moderação de Margarida Mata, fundadora da revista FOmE.

O Jardim do Bonfim foi, no dia 5, palco dos espetáculos “Muita Tralha Pouca Tralha”, de Catarina Requeijo, e “Sómente”, do Teatro Só, e da instalação-performance de Ricardo Campos, “Que Sabemos Nós da Multidão?”, o qual se repete dia 7, às 20h30, em A Gráfica – Centro de Criação Artística, instalada no antigo Armazém de Papéis do Sado, na Ladeira da Ponte de São Sebastião, e a 9, às 19h00, na Praça de Bocage.

No dia 5, em A Gráfica, decorreu o espetáculo do compositor e multi-instrumentista Fernando Mota, “Photomatom”, que parte de uma enorme mala, da qual vão saindo objetos, sons e histórias que nem sempre precisam de palavras.

“Que ninguém durma! Que ninguém durma!”, pela mão do maestro Jorge Salgueiro, que dirigiu instrumentistas e cantores do Ateliê de Ópera de Setúbal numa interpretação de árias de ópera pela Baixa e centro histórico da cidade, fechou a programação de fim de semana.

Dia 6, entre as 19h00 e as 22h00, em A Gráfica, é tempo para uma reflexão sobre o planeta Terra, as mudanças climáticas e o aquecimento global, por Rita Vilhena & Yael Karavan, no espetáculo “MA-MA”. A 7, das 19h30 às 20h30, e a 8, das 19h00 às 21h00, há um eco da performance da dupla de artistas com a instalação “MA-MA”.

Às 22h00, Ana Rita Teodoro mostra em “Fantôme Méchant/Assombro” como os fantasmas podem assombrar cantos tradicionais portugueses.

A Mostra de Artes Performativas de Setúbal reserva para o dia 7, às 21h30, em A Gráfica, “EX(AM)”, uma peça teatral de Tiago Bôto e Wagner Borges, que se assume como uma proposta de exame numa reflexão ficcional e real, em formato de observatório.

No dia 8 volta a cena, em A Gráfica, às 21h30, a peça “Poema à Duração”, projeto encenado por Jean Paul Bucchieri a partir do texto homónimo do austríaco Peter Handke, Prémio Nobel da Literatura em 2019. Com interpretação de João Lagarto e colaboração dramatúrgica de David Antunes, este trabalho, apresentado em estreia absoluta, assume-se como uma reflexão filosófica sobre o conceito de duração e de tempo.

“Asa d’Areia”, espetáculo/instalação da companhia sineense Teatro do Mar, que funde o vídeo documental e o conceptual com o circo contemporâneo, nomeadamente a arte do equilíbrio, no arame e na corda bamba, a dança e as formas animadas, realiza-se a 9, às 21h30, na Praça de Bocage.

Antes, pelas 19h00, o certame proporciona, em A Gráfica, uma conversa em torno do significado “Ser artista emergente na linha do Sado”, dinamizada pela Revista FOmE, com a participação de Sérgio Braz D’Almeida, João Bordeira, João Fortuna e Inês Pucarinho, e moderação de Patrícia Paixão.

A MAPS, a decorrer na cidade até ao dia 10, proporciona perto de duas dezenas de espetáculos de diferentes expressões artísticas, em vários locais da cidade. O certame é inteiramente composto por performances nacionais de múltiplas manifestações artísticas, gratuitas, dirigidas a vários públicos.

A liberdade, a igualdade e as questões de género, o consumo, o trabalho e a corporalidade constituem alguns dos principais temas, este certame procura promover a interação, a fruição e a valorização do património através da apresentação de espetáculos que fomentam o acesso às artes, asseguram a diversificação, a descentralização e a difusão da criação artística e incentivam a captação de diferentes públicos.

Até dia 9 ainda por ser vista a mostra imersiva “CTRL + ALT + ERROR”, patente em A Gráfica, que procura colocar o observador num estado de profunda reflexão, transportando-o entre colagens analógicas e projeções holográficas, numa narrativa entre passado, presente e futuro, através de um olhar saltitante, das tribos primitivas da Amazónia à indústria do século XXI, entre o lixo e a floresta intocada e entre o sublime e o grotesco.

O espetáculo de encerramento do certame, decorre no dia 10, às 19h00, em A Gráfica, com “Movimento Zebra”, projeto de formação teatral do Teatro O Bando, que integra “Setúbal, Território Intercultural – Conceção e Implementação do Plano Municipal para a Integração de Migrantes”.

Mais informações sobre a MAPS – Mostra de Artes Performativas de Setúbal podem ser obtidas através do endereço de correio eletrónico maps@mun-setubal.pt.