Centenário do Armistício da Grande Guerra - 2023

A necessidade da concórdia entre os homens para a preservação da paz foi defendida, no dia 13 de novembro, na comemoração do 105.º aniversário do armistício da I Guerra Mundial.


Na cerimónia, organizada pelo Núcleo de Setúbal da Liga dos Combatentes, o vereador da Cultura da Câmara Municipal, Pedro Pina, sublinhou a importância de continuar a lembrar os soldados portugueses que combateram na Grande Guerra.

Num dia em que “milhares de soldados são homenageados”, sublinhou o autarca, celebra-se a “necessidade de os homens se entenderem” e reafirma-se a vontade de “não discutir com armas nos campos de batalha”.

Pedro Pina vincou que a paz se constrói antes das guerras, “na procura permanente da integração e não na artificial imposição e valorização das diferenças entre homens e mulheres” e “com cidades que respeitam as pessoas, que dão espaço para o exercício da sociabilidade”.

A construção da paz, sublinhou o autarca, é um processo que se “faz por antecipação nas cidades com oferta cultural, com urbanismo sustentável e regrado, com regras de segurança que se façam respeitar com proporcionalidade e com a recusa ativa das ideias dos que fazem do medo do outro o principal trunfo”.

A comemoração de mais um aniversário da assinatura do acordo que pôs fim ao conflito de 1914-1918, realizada em Setúbal junto do monumento dos Combatentes da Grande Guerra, com a presença de diversas individualidades, civis e militares, contou com a deposição de flores, seguida dos toques de silêncio, de homenagem aos mortos e de alvorada.

Na comemoração estiveram presentes o presidente da União das Freguesias de Setúbal e representantes da GNR, PSP, Capitania do Porto de Setúbal, Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, Clube Militar de Oficiais, delegação e Setúbal da Cruz Vermelha Portuguesa, Associação de Deficientes das Forças Armadas, Associação de Paraquedistas e Associação de Especialistas da Força Aérea Portuguesa.

A I Guerra Mundial, que decorreu entre 1914 e 1918, teve a participação de Portugal através do Corpo Expedicionário Português, força constituída por 107 mil militares, dos quais 7 mil morreram e 9 mil ficaram feridos.