Nublado
Coronavírus COVID-19 - Visitas a lares de idosos

A Comissão Municipal de Proteção Civil de Setúbal reuniu-se no dia 5, à tarde, para analisar a situação epidemiológica no concelho motivada pela Covid-19 e fazer o ponto de situação da resposta das várias entidades à atual crise sanitária.


Uma das principais decisões foi a renovação da ativação do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, o primeiro a ser ativado a nível nacional, o que permite dar uma resposta mais eficaz ao agravamento da situação.

Dos vários temas discutidos na reunião, realizada por videoconferência, destaca-se a análise da resposta da saúde pública ao aumento de surtos em lares de idosos do concelho, bem como a resposta das autoridades de segurança para fazer face às decisões da Resolução do Conselho de Ministros relativamente aos horários de funcionamento dos estabelecimentos de restauração.

De acordo com a saúde pública local, os casos atuais de contaminação estão a verificar-se nos contactos sociais entre a população, sendo, no entanto, de maior preocupação, os surtos em lares de idosos, cujas infeções têm-se registado do exterior para o interior dos estabelecimentos.

O concelho de Setúbal tem atualmente cinco surtos ativos de Covid-19 em lares de idosos, com mais de duzentas pessoas infetadas.

No dia 5 foi também anunciado publicamente que Setúbal passa a ter, a partir do dia 16 de novembro, um novo centro de testes à Covid-19 e atendimento a doentes respiratórios dos municípios de Setúbal, Palmela e Sesimbra, nas instalações do Centro de Emprego e Formação Profissional de Setúbal.

Uma outra deliberação tomada pela comissão municipal é exigir, na próxima reunião da Comissão Distrital de Proteção Civil, ao secretário de Estado Duarte Cordeiro, responsável do Governo pela coordenação na região de Lisboa e Vale do Tejo, a retoma da divulgação diária dos números referentes a cada município para que seja possível trabalhar de forma pedagógica a comunicação com as populações.

Recorde-se que em maio os municípios ficaram impedidos pela Direção-Geral da Saúde de divulgar os números locais de infeções pela Covid-19, o que tem suscitado diversos protestos dos municípios, das juntas de freguesia e das populações.