Reunião do Conselho Municipal de Segurança.

O Conselho Municipal de Segurança, reunido em 29 de julho nos Paços do Concelho, debateu os meios e recursos que as forças de segurança têm no município, concluindo pela existência de dificuldades, principalmente perante situações excecionais.


No encerramento da reunião deste órgão consultivo, o presidente da Câmara Municipal, André Martins, que presidiu ao encontro, afirmou ter ficado com a convicção de que “os meios que as forças de segurança têm não são suficientes para fazer frente a situações excecionais”, mas ouviu dos responsáveis da PSP, GNR e Polícia Marítima a garantia de que a segurança das populações está assegurada.

“Desta reunião ficou um esclarecimento de nós todos relativamente às preocupações que temos. Ficámos um pouco mais esclarecidos sobre as dificuldades existentes quanto aos meios. A nossa preocupação, neste caso, é com uma situação de anormalidade, mas, com as alterações climáticas, estas são cada vez mais normais”, disse o edil.

André Martins referia-se à declaração da situação de contingência decretada pelo Governo em 9 de julho, na sequência da onda de calor que assolou o país, e que ditou a proibição de circulação de veículos motorizados nas zonas florestais, para prevenir os incêndios, o que levou a autarquia a cortar o acesso às praias da Arrábida, com o necessário recurso às forças de segurança.

Os autarcas das juntas de freguesia do Sado e de Gâmbia-Pontes-Alto da Guerra sublinharam que as respetivas populações se queixam de que a GNR não tem meios para acorrer a todas as situações durante as 24 horas do dia, não surgindo ou demorando muito tempo a chegar, e defenderam a criação de um posto desta força que abranja ambos os territórios.

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